segunda-feira, 21 de maio de 2007

Monografia Marketing de Alta Visibilidade

UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI






CURSO DE MBA EM MARKETING






MARKETING DE ALTA VISIBILIDADE

MICHAEL JACKSON





CAMILA TANUS ALVES

LUCIANE CHIODI NOGUEIRA

TATIANE CAMILA ZORZETTI

JOSÉ RICARDO DUARTE D’OLIVEIRA

São Paulo

2004


AGRADECIMENTOS

Agradecemos em especial ao nosso coordenador de curso Prof. João Garção e ao nosso orientador Prof. Wagner Saint Martin. Agradecemos aos professores Antônio Carlos Bragança e Berenice Lulai por terem nos apoiado em nossa decisão da escolha do título e nos ajudado a desenvolver esse trabalho.

Agradecemos também a todos os professores da Universidade Anhembi Morumbi, por todo o conhecimento e empenho que nos foi dedicado durante nossa trajetória como estudantes do MBA em Marketing.


RESUMO


Neste trabalho será abordado o marketing de Alta Visibilidade. Visibilidade é o que todo o executivo principiante quer e o que todo o profissional desconhecido almeja. É o ingrediente-chave que faz qualquer profissional ser o mais procurado. A procura pela alta visibilidade é um reflexo das pressões de um mercado saturado e competitivo. Por isso estamos para assistir ao nascimento da indústria que transforma desconhecidos em celebridades.

Esta indústria faz com que os altamente visíveis estejam permanentemente na mídia e moldem os nossos estilos de vida. Eles são fabricados como carros, roupas e computadores.

Hoje a natureza da alta visibilidade é bem diferente. É uma entidade com vida própria, que é independente das realizações, dos sacrifícios ou dos heroísmos. É uma pessoa cujo nome tem o poder de chamar a atenção e gerar lucros. As celebridades preenchem uma necessidade crucial do público — a de ter modelos que lhe sirvam de referência — e das instituições — a de terem representantes perante a opinião pública.

Um bom trabalho de marketing requer uma cuidadosa pesquisa de mercado, planejamento de produto, embalagem, preço, promoção e distribuição. Isso tanto é válido para as pessoas como para os produtos. Há, no entanto, algumas diferenças. Os produtos são, obviamente, mais fáceis de gerir. Não responde, não se droga, não agride repórteres ou despede os seus gestores. Já as pessoas mostram freqüentemente uma imprevisibilidade que pode complicar qualquer esforço para as transformar numa celebridade.

Para poder exemplificar o que seria o marketing de alta visibilidade foi pego como objeto de estudo neste trabalho o caso do Michael Jackson, sua trajetória profissional, sua vida pessoal, quais fatores influenciaram para a sua decadência e quais estratégias de marketing serão propostas para fazer com que ele consiga alavancá-la novamente, fazendo com que a sua vida profissional esteja muito mais em evidência do que sua vida pessoal.

ABSTRACT

In this essay, the marketing of high visibility will be boarded. Visibility is what all executive beginners want, and what the entire unknown professional seeks. Also, it is the key ingredient that makes any professional to be the most wanted. The search for high visibility is a reflex of pressures of a saturated and competitive market. That is why we still to know an industry that makes an unknown to a celebrity.

This industry makes that the most visible stay permanently in the media, and they also mold our life style. They are produced like cars, clothes, and computers.

Today, the nature of high visibility is very different. It’s an entity with its own life that is undependable of realizations, sacrifices, or even from the heroism. It’s a person in which the name has the power to gain attention and generate benefits. Celebrities fulfill a crucial necessity to the public, the necessity to have they as models that they can be based on it - and the institutions - to have representatives in front of the public opinion.

A good marketing work request a careful survey of the market, product planning, package, price, sales, and distribution. This are applied to people as well to products, but there are some differences. The products, obviously, are easier to manipulate. They don’t answer, they don’t consume drugs, don’t attack reporters, or say good bye to its managers. On the other hand, people show to be unpredictable that frequently can complicate any effort to become a celebrity.

To make it clear what it could be marketing of high visibility, we took as reference to this project the Michael Jackson case. His professional career, his personal life, which factors influenced for his decadency, and the marketing strategies that will be



Introdução

O Marketing de alta visibilidade trata dos negócios da fama, de celebridade e de como indivíduos tem suas imagens produzidas vendidas e administradas para obter o maior sucesso possível em seus campos de trabalho.

O que nos levou a desenvolver esse trabalho foi a observação do grupo junto a indústria fonográfica e do entretenimento que muitas vezes o artista é fabricado. A indústria da fama cria o artista, como exemplo temos a Britney Spears, que não nasceu com o talento, porém no momento da construção de sua imagem a indústria da fama precisava de um ídolo para os adolescentes. Como esse tipo de produto estava escasso no mercado, explica-se o tamanho sucesso. Foi criada uma “fama artificial”. Eles são fabricados como carro, roupas e computadores. Além disso existe uma indústria inteira que depende da produção e dos lucros de pessoas altamente visíveis.

Essa é uma indústria da qual virtualmente todas as outras vieram a depender. A alta visibilidade se tornou um meio com uma identidade e funções independentes que movimenta uma imensa variedade de atividades, tais como: atração de clientes; venda de ingressos; gerações de doações de caridade; promoção de causas políticas e sociais; venda de roupas e muito mais do que se possa imaginar.

Numa época em que tantas pessoas são fabricadas pela indústria da fama, ainda existem pessoas que tem um talento nato, pessoas que já nascem com o talento e com a ajuda da indústria da fama e do marketing de alta visibilidade acabam se tornando uma celebridade. No case que vamos trabalhar, trataremos de um dos astros mais talentosos, criativos, inovadores, culturalmente relevantes e marcantes que a música pop já viu: Michael Jackson.

É indiscutível que uma sociedade precisa de ídolos, exemplos de vida a serem admirados. Mas o que é discutível nos dias de hoje são os méritos daqueles que se tornam mitos e o que têm a passar para a sociedade. Para estudarmos Michael Jackson como ídolo de uma geração, é necessária uma ampla reflexão sobre como a sociedade pensa, age e critica aquilo que ouve, vê e lê. E também como tem sido a conduta ética dos meios de comunicação de massa.

A nossa intenção é entender o que ele representava para os seus fãs no auge de sua carreira, o que ele representa agora e o que nós profissionais de marketing podemos fazer para mudar a sua representatividade.

Notamos que os meios de comunicação são responsáveis pelo surgimento, ápice e, caso seja necessário pelo declínio, ostracismo e malhação de seus astros.

Num primeiro momento vamos estar explicando como o marketing de alta visibilidade atinge atualmente todos os executivos, os profissionais do entretenimento, religiões, as artes, as políticas, a sociedade científica. Também mostraremos o mundo da celebridade industrializada que movimenta fortunas inimagináveis pelo mundo afora.

Também temos a intenção de responder a algumas questões a respeito da construção de imagem pessoal. Mais exatamente quais são os papéis do gerenciador de pessoas, agentes, assessores e promotores no processo de formação de celebridades. Como o pessoal que trabalha nos bastidores conseguem fazer de pessoas comuns mitos de grandes talentos, carisma e personalidade? Quais são as estratégias necessárias para transformar aqueles que procuram visibilidade em celebridades? Como a alta visibilidade é mantida ao longo do tempo? Quais são suas recompensas? Quais são seus custos? Como é a Estrutura da Indústria da Celebridade?

Tomamos nosso caso como exemplo. Apesar de ter um talento nato, a indústria da celebridade investiu e muito no marketing de sua imagem.

Vejamos no que diz respeito à veiculação e a venda de vídeo clipes. Quando Thriller foi lançado a MTV americana existia havia um ano e meio e não dava chance para a musica negra. Os negros até apareciam na tela, mas só os que fizessem o que os executivos consideravam rock branco. Tina Turner e Prince eram vistos de relance na MTV. Artistas de funk ou discoteca nunca.

Então em uma histórica reunião, os executivos da emissora decidiram exibir “Billien Jean”, mudando os rumos da carreira de Jackson, da MTV e da cultura americana. O vídeo clipe criou um artista mundial.

Quanto à promoção de causas sociais em 1985 Michael reúne 44 artistas importantes para gravar o single “We are the World” Projeto USA for África em parceria com Lionel Ricchie, que teve renda revertida em fundos para as crianças carentes da África. Além de vender outros milhares de discos e videoclipes que se tornaram inesquecíveis ele conseguiu passar a imagem de um homem de negócios vitorioso, preocupado com os problemas da miséria mundial. Estratégia, no mínimo simpática.

Em 1983, quando lançou Billie Jean, com uma dança totalmente inovadora e criativa (aquela que batizou de Moonwalk) ele andou até o canto esquerdo do palco e voltou...só que deslizando de costa. A cena ficou gravada para a posteridade e que levou milhões de pessoas a dançarem igual ao ídolo.

Pode-se dizer que foi nesse momento que ele cristalizou o seu status de celebridade. Esse andar, no mundo do entretenimento só é comparável ao andar de vagabundo de chaplin, e ao de Gene Kelly em dançando na chuva.

No entanto, nosso ídolo vem passando por uma degradação de sua imagem. Tal fato se dá porque a opinião pública só dá destaque àquilo que é colocado na mídia. E a mídia coloca os fatos da maneira como é mais conveniente, de forma a aumentar a sua audiência.

Marketing Alta Visibilidade

O que provavelmente teria em comum Princesa Diana, Xuxa, Rolling Stones e Michael Jackson? Suas vidas foram dedicadas à mídia. O resultado de uma sofisticadíssima e poderosa máquina de alta visibilidade que invade qualquer área da vida contemporânea. Enquanto seus clientes são altamente visíveis, os responsáveis por esse processo estiveram nos bastidores.

Nesse trabalho abriremos as cortinas da indústria das celebridades, mostrando como os profissionais de marketing podem tornar uma pessoa em um negócio rentável.

Em um mercado de profissionais cada vez mais competitivo, visibilidade é um fator que explica porque que dois profissionais com as mesmas competências ganhem um salário extremamente diferentes.

Tão grande é o valor da visibilidade que a produção e o marketing de imagens atingem agora todos os profissionais não só as celebridades. Visibilidade é o que todo profissional desconhecido almeja.

Tem artista que faz de tudo para chamar a atenção. Mas também existe aquele que não precisa de muito esforço para que isso aconteça. Michael Jackson, por exemplo, pode ser enquadrado nas duas categorias. Sim, em qualquer lugar que ele esteja ou qualquer coisa que faça, tenha uma certeza: todos estarão com os olhos grudados nele. E não é preciso fazer malabarismo para saber suas peripécias. Basta uma rápida leitura em qualquer jornal ou revista no dia seguinte para ficar por dentro de tudo o que ele está “aprontando”. É, ser uma megastar pode render privilégios. Mas será que isso compensa?

No mês de março, por exemplo, aconteceu, em Nova York, um dos casamentos mais comentados dos últimos tempos: a atriz e cantora Liza Minnelli e o produtor da Broadway David Gest, de 56 e 48 anos, respectivamente. Muito antes disso, porém, o casamento - tratado como um evento por todos - despertava curiosidade pela extensa lista de convidados. Mas entre astros de Hollywood (como Anthony Hopkins e Lauren Bacall) e estrelas da música (como Diana Ross, Dionne Warwick e Natalie Cole, que inclusive cantou “Unforgettable” de seu pai, Nat King Cole, na cerimônia), uma figura se destacava entre as cerca de 500 personalidades, Michael Jackson.

E não é que no dia 16, data do casório, ele conseguiu desviar os olhares para si. Escalado para levar a noiva até o altar, Michael demorou mais de 30 minutos para começar a atravessar o corredor da igreja que dava até o altar. O que seria um atraso normal em qualquer matrimônio, por pouco não roubou a cena dos noivos.

Para vários dos presentes, Michael tivera um chilique ou qualquer coisa do tipo. Engano! Desta vez a culpa foi de Elizabeth Taylor - uma das madrinhas de Liza e grande amiga de Jackson - que chegou no local pra lá de produzida, mas de chinelos, e teve de aguardar que seus sapatos fossem trazidos para que a cerimônia começasse. Pronto, no dia seguinte, lá estava Michael Jackson estampado em todos os jornais!

Expectativa e Ansiedade

Não faz muito tempo, os holofotes se voltaram para Michael Jackson como acontecera num passado não muito remoto. Para que isso acontecesse, ele se valeu das mesmas ferramentas com as quais ganhou notoriedade e o título de Rei do Pop, a música. Ele saiu de sua inércia lançando Invincible, o primeiro álbum totalmente de inéditas em quase uma década. O que ele fez durante esse tempo? Colocou à disposição de seus fãs HIStory: Past, Present and Future (95) e Blood on the Dance Floor: History in the Mix (97), com uma novidade aqui outra ali. Afinal, ele precisava manter suas excentricidades.

Foi o que aconteceu no dia 24 de abril, quando o cantor fez uma apresentação no Teatro Apollo, no Harlem, para o Comitê Nacional dos Democratas. Michael estava no palco ao lado do ex-presidente norte-americano Bill Clinton num show que tinha como finalidade arrecadar verbas para impulsionar as campanhas eleitorais dos democratas. Resumindo: uma ótima oportunidade para Jackson reforçar as vendas e a divulgação de Invincible. Cerca de 1.400 pessoas pagaram entre US$ 125 e US$ 5 mil para ajudar a campanha, num total aproximado de US$ 2,7 milhões arrecadados.

Dono de um estilo inconfundível, Michael conquistou, na década de 80, façanhas de deixar Madonna, Britney Spears, Christina Aguilera ou Jennifer Lopez, nomes que facilmente poderiam sentar em seu trono, morrendo de inveja. A principal delas, sem dúvida, foi entrar no famoso livro dos recordes, o Guiness Book, por conta do álbum Thriller (82), vencedor de oito prêmios Grammy e que hoje ultrapassa a marca das 40 milhões de cópias vendidas.

Com a carreira em alta, é a vez da vida pessoal do cantor ganhar os noticiários. Em 1993, por exemplo, Michael Jackson foi acusado de abuso sexual infantil. O episódio se arrastou num longo processo que durou quase dois anos até que ambas as parte entrassem em acordo. A partir daí, a sexualidade do cantor começou a ser colocada em questão. Mas, em 1994, Michael surpreende a todos casando com a filha de Elvis Presley, Lisa. Está certo que o casamento não durou muito - o que contribuiu ainda mais para que as fofocas aumentassem -, mas ele resolve, em 1996, casar novamente, agora com Deddie Howe, com quem mantém dois filhos.

A saúde do cantor também rende muitos comentários, principalmente as incontáveis plásticas no nariz, que faz com que todos pensem que ele esteja renegando suas origens negras. Para complicar ainda mais, o cantor descobriu que estava com vitiligo, doença que tira a pigmentação natural da pele. Ou seja: mais polêmica! Mas assim é Michael Jackson, um artista único, dono de recordes e mais recordes comerciais, excêntrico por excelência e que certamente deve estar aprontando das suas enquanto você lê esse trabalho.

Celebridade e Negócios

Celebridade e negócios são interligados – canais de informação e entretenimento agora podem transmitir imagens numa velocidade e capacidade nunca antes atingidas ou entendidas – resultando em pretendentes que querem usar seu nome como uma marca ou como uma ferramenta de marketing. A procura pela alta visibilidade é um reflexo de um mercado saturado e competitivo. Um nome pode dar muito mais valor e credibilidade a um produto para atrair e reter novos clientes.

A busca por visibilidade tem seus imprevistos. Qualquer pessoa associada com celebridade sabe que pode haver incômodos e até ameaças. Torna-se visível significa que a mídia não só glorificará ações como também magnificará pecados.

Tablóides Ingleses como o Mirror ou Sun e revistas de fofocas brasileiras como Contigo e Caras são exemplos de formadores de celebridades ou exploradores dos mesmos. Porém a chamada imprensa séria rende-se às matérias divulgadas pelos tablóides, mesmo que destaque de determinada matéria foi primeiramente divulgada nestes.

A opinião pública só vai dar destaque aquilo que é colocado na mídia. Assistimos muitas vezes ao faturamento falar mais alto do que o verdadeiro jornalismo. E ultimamente o que mais se vende são os fatos super dimensionados.

A capacidade da sociedade de criar visibilidade cresceu muito, graças a tecnologia. Televisão, rádio, tv a cabo, cinema, revistas, outdoors e parabólicas possibilitam a transmissão de imagens para todo o mundo. Inspirados pelos modernos conceitos de distribuição de produtos, habilitados pelo transporte e ferramentas sofisticadas de comunicação e marketing, nós desenvolvemos a capacidade de criar, a qualidade de ser bem-conhecido.

Hoje os altamente visíveis estão em nossa mídia, nossa economia e nosso próprio estilo de vida. Eles são fabricados como carros, roupas e computadores.

Desenvolveu-se uma indústria cuja existência depende da produção e lucro de pessoas altamente visíveis. A alta visibilidade se tornou um meio com uma identidade e função independentes, uma hélice propulsando uma vasta variedade de atividades – atração de clientes; vendas de ingressos de cinema; geração de doações de caridade; promoção de causas políticas e sociais; afiliações em academias e quase tudo mais que se possa imaginar.

Temos vários exemplos do nosso astro:

Spike Lee e Michael Jackson incomodaram as autoridades quando resolveram mostrar em vídeo a favela do morro de D. Marta como um dos mais importantes símbolos de como "Eles não se importam conosco". Os que detêm o poder, os que estão nos Palácios, nos Ministérios, no Congresso Nacional, nos Tribunais, no topo da hierarquia das grandes empresas pouco têm pensado em soluções para transformar a vida dos que estão nas favelas, nas palafitas e nos cortiços.

O Rei do Pop, Michael Jackson, é recordista em tudo que se refere ao mundo da música: videoclipe mais caro da história; disco com o maior número de cópias vendidas; a lista é interminável. Mas tem outro recorde que a imprensa parece insistir em esquecer: Michael Jackson é o artista que mais fez caridade até hoje; tal fato encontra-se inclusive no Guiness, o Livro dos Recordes.

A Fundação Heal the World, criada e mantida por Michael, reconhece que as crianças são o nosso mais precioso tesouro, e que precisam de certos cuidados para viabilizar o nosso futuro. Portanto, a missão da Fundação Heal the World é fornecer reforços imediatos a crianças em necessidade ao redor do mundo todo. Para alcançar tal objetivo, em 1992 Michael Jackson criou um quadro de diretores e essa fundação especial.

Nos primeiros anos de sua criação, a fundação criou com sucesso um recorde em serviço às crianças, focalizando em estratégias específicas: imunização e cuidado com a saúde, prevenção contra o uso de drogas e educação. Para maximizar seus efeitos, a Fundação Heal the World trabalha com organizações estabelecidas nacional e localmente, compartilhando experiência e infra-estrutura.

Datas significativas para a Fundação Heal the World:

24 de Novembro de 1992 - 42 toneladas de suprimentos são levados de avião para as crianças de Sarajevo, partindo do aeroporto JFK, em Nova York. Incluem medicamentos, cobertores, roupas de inverno e sapatos.

Dezembro de 1992 - Suprimentos de ajuda são levados às crianças da Bósnia.

18 de Março de 1993 - Campanha na mídia contra o uso de drogas é lançada pela Fundação Heal the World e outras fundações.

24 de Agosto de 1993 - US$40.000 são doados pela Fundação Heal the World e pela Pepsi Int. da Tailândia para uma organização que apóia programas de merenda escolar em vilas rurais do país.

Setembro/Outubro de 1993 - Novas ambulâncias são doadas pela Fundação Heal the World e pela Pepsi Int. para um hospital de Moscou e outro em Buenos Aires.

8 de Dezembro de 1993 - 60.000 doses de vacinas urgentes são doadas para a República da Geórgia.

17 de Janeiro de 1994 - A Fundação Heal the World e a Heal L.A. se mobilizam para responder às necessidades imediatas das crianças e suas famílias vitimadas pelo terremoto ocorrido em Los Angeles.

6 de Agosto de 1994 - Doações de Michael Jackson e de sua então esposa Lisa Marie permitem a Heal the World se unir com a rede de lojas Toys'R Us e AmeriCares para providenciar US$20.000 em brinquedos, comida e outros suprimentos a centenas de crianças e dois hospitais infantis em Budapeste, na Hungria.

Michael Jackson também apóia as seguintes organizações com doações em dinheiro, patrocinando seus projetos ou participando silenciosamente em suas atividades:

AIDS Project L.A.; American Cancer Society; Angel Food; Big Brothers of Greater Los Angeles; BMI Foundation, Inc.; Brotherhood Crusade; Brothman Burn Center; Camp Ronald McDonald; Childhelp U.S.A.; Children's Institute International; Cities and Schools Scholarship Fund; Community Youth Sports & Arts Foundation; Congressional Black Caucus (CBC); Dakar Foundation; Dreamstreet Kids; Dreams Come True Charity; Elizabeth Taylor Aids Foundation; Juvenile Diabetes Foundation; Love Match; Make-A-Wish Foundation; Minority Aids Project; Motown Museum; NAACP; National Rainbow Coalition; Rotary Club of Australia; Society of Singers; Starlight Foundation; The Carter Center's Atlanta Project; The Sickle Cell Research Foundation; Transafrica; United Negro College Fund (UNCF); United Negro College Fund Ladder's of Hope; Volunteers of America; Watts Summer Festival; Wish Granting; YMCA - 28th Street/Crenshaw.

Michael Jackson, que foi homenageado em Washington por sua contribuição a instituições de caridade, planeja viajar pelo continente africano para contribuir com programas de prevenção, tratamento e educação contra a AIDS. Segundo o congressista democrata Bobby Rush, o cantor seria "o homem que vai encabeçar a luta mundial contra a AIDS".

O ex-presidente Bill Clinton vai acompanhar Michael Jackson ao saxofone, numa apresentação no Apollo Theater, no Harlem, em Nova York. O show, faz parte de uma campanha de incentivo ao voto nas eleições, já que, nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório e os índices de abstenção são considerados altos.

O que é a indústria de celebridades?

A indústria da celebridade consiste de especialistas que transformam pessoas desconhecidas em bem-conhecidas, desenvolvem e fabricam suas imagens, supervisionam a distribuição dessas imagens e administram seu crescimento e suas ascensões até a alta-visibilidade. Por Exemplo: Marlele Mattos empresária da Xuxa, foi ela quem trouxe Michael Jackson para o Brasil; Quince Jones e Frank Dileo empresários de Michael Jackson em seus álbuns de maior sucesso.

A indústria da fama e celebridade tem interesse em manter sua própria invisibilidade, por vários aspectos:

O primeiro deles é que está é uma indústria cujos produtos são identificados pelo “talento”, “carisma”, “mágica”, “energia”, “presença”, “qualidades pessoais” na qual os produtores têm o momento certo, sorte e intuição. Poucas leis são ditas às pessoas que consomem seus produtos; as leis de normas de embalagem ou verdade em publicidade não se aplicam aqui.

O segundo, a sólida crença em nossa cultura de que as pessoas são ímpares, e não são peças de reposição nem máquinas manipuláveis cria barreiras para a indústria da celebridade ser entendida pelo público.

Terceiro, é um comércio que se baseia em produtos que são novidades e na fabricação e no marketing de um conceito – alta visibilidade – usando uma mistura de ferramentas e estratégias tradicionais e não-tradicionais. Seguindo o molde de outras indústrias que são descentralizadas, a indústria da fama e celebridade não tem uma central consolidada, ela está em todos os lugares.

E por fim o quarto, a indústria da celebridade não produz um produto facilmente reconhecível – pelo menos nenhum deles que possamos identificar da maneira tradicional. A fabricação e o marketing de pessoas como produtos não são ensinados em lugar nenhum.

A indústria de celebridades não tem uma história, uma estratégia de propaganda, norma de preços ou evolução de seus processos de marketing como uma indústria tradicional – pelo menos nenhuma ainda foi documentada.

A indústria da fama e celebridade está mudando rapidamente, a criação de novas tecnologias está expandindo as oportunidades de programação que leva até a alta visibilidade. A ascensão da Internet e outros meios de programação estão fazendo com que todos tenham acesso a mercados que anteriormente eram muito caros ou inacessíveis. Por causa da “desmassificação” da mídia, os pequenos produtores de cultura popular e com menos dinheiro têm acesso muito maior a uma audiência global, tornando-se um desafio atingir a visibilidade.

Como funciona a estrutura da indústria da celebridade

Assim como uma indústria qualquer, a indústria da celebridade também depende de outras indústrias para produzir o seu produto que é a celebridade. Existem algumas subindústrias que a indústria da celebridade precisa coordenar para produzir e promover os astros. Por exemplo: alguns artistas não possuem contrato com fábricas de brinquedos para reprodução de suas imagens. Veremos abaixo, quais são essas subindústrias.

A indústria do Entretenimento

São todas as organizações envolvidas em produzir entretenimento e artistas. Para compor esse setor estão atores, diretores, produtores, maquiadores, consultores de trajes, consultores de trajes, editores de filmes, músicos, fotógrafos.

A indústria da Representação

Essa indústria inclui todos aqueles agentes, promotores e gerentes de pessoas que solicitam ou negociam compromissos para seus clientes por um honorário, geralmente uma comissão. Dada a falta de uma estrutura clara e domínio dos empresários, membro da indústria de representação operam em níveis muito diversificados de habilidade e criatividade.

Podemos citar o exemplo de Michael Ovitz um superagente. Ele ultrapassou os limites da função, e emergiu como um ícone dos negócios, supervisionando valores de bilhões de dólares. Ele liderou o avanço na indústria de representações para ir além de seu desempenho tradicional. Ele conseguiu reinventar a embalagem artística, depois de compreender que o colapso do sistema de estúdio levaria a um controle menor sobre a montagem e lançamento de seus próprios filmes. Ele começou a prover talento tanto para a frente como para trás das câmeras em um bonito pacote para um filme, e os estúdios vieram a representar uma fonte constante de trabalho para seus clientes.

Agentes

Os agentes geram empregos aos seus clientes – freqüentemente seu tempo só é tomado por aqueles que tem alta visibilidade. Isto é porque os agentes funcionam como filtro entre aspirantes e aqueles que os emprega. Seus honorários são uma porcentagem (geralmente 10%) aos honorários dos ganhos de seus clientes. Eles têm seis funções principais:

Encontrar trabalho para seus clientes.

Detectar oportunidades, telefonar ou visitar agentes responsáveis pela contratação, contactar peritos, defender seus clientes, negociando termos de contrato e facilitando o desempenho do cliente em compromissos.

Manter clientes informados a respeito do que está acontecendo em seu setor. Os agentes devem estar familiarizados com as regras e convenções do setor.

Prover ajuda e treinamento para que seus clientes se tornem mais comercializáveis.

Apresentar seus clientes ás pessoas certas.

Orquestrar publicidade para os clientes. O agente pode formular eventos ou situações para criar maior visibilidade ao seu cliente ou recomendar um publicitário para que o cliente o contrate.

Conseguir outras oportunidades para seus clientes.

A maioria dos agentes tenta vender seus clientes como eles são, é muito raro um agente investir tanto no seu tempo em um cliente para tentar melhorá-lo e também vendê-lo. Assim surgem os agentes de serviço total que são aqueles que oferecem não só seus serviços mas também são pai, mãe, irmão, oferecendo amizade, conselhos e segurança.

Exemplo do agente do Michael Jackson

Na década de 80 a início da década 90 era Frank Dileo. Ele instruiu Michael em vários aspectos e tentou conduzi-lo nos rumos de sua vida econômica, principalmente quando envolvia-se muito dinheiro em negociações milionárias.Frank também foi o responsável por fazer com que Michael não desse mais entrevistas públicas durante um bom tempo. Pois ele sabia que quanto mais Michael passasse longe dos holofotes, mais iria se especular sobre sua vida. E aumentaria a expectativa quando Michael aparecesse pessoalmente em algum evento.

A imprensa especulou que Michael quis se envolver com esses homens "poderosos", chefes e líderes de grandes fortunas, e que controlavam muito dinheiro. Eram empresários que controlavam quase toda a fortuna que rodava nesses grandes cassinos de Las Vegas. Mas não sabemos até que ponto isso é verdade. De fato, Michael envolveu-se com homens muito sábios, e muito famosos, como Marlon Brando. Talvez por ele ter feito "O Poderoso Chefão".

Algumas informações sobre Frank Dileo

Frank Dileo não é mais empresário de Michael desde 1991, quando Michael assinou um contrato de 890 milhões de dólares com a Sony Music, e a garantia de um cachê de 1 bilhão de dólares. (Segundo o Guinness Book, esta é a negociação mais cara da história, e Michael passou a ser o cantor mais bem pago que existiu. Antes de Michael a maioria dos músicos tinham apenas alguns royalties sobre cada disco lançado. Michael foi o primeiro cantor a ganhar 50% sobre tudo que vendesse e produzisse. Passou a ser considerado um "sócio" da gravadora, também pelo fato de ter metade dos direitos autorais do catálogo de músicas ATV Music Publishing, que inclui cerca de 200 músicas dos Beatles gravadas entre 1960 e 1970).

O Representante Supremo

Com a visita de qualquer celebridade importante, ocorre a venda de muitos souvenirs. Então numa crescente cultura mundial em que as imagens de figuras esportivas, personalidades da mídia, chefes de Estado, e líderes religiosos estão sendo reproduzidas em camisetas, balões e relógios, conseguir um pagamento justo deve ser negociado por quem entende do assunto. Que e o nosso representante supremo.

Gerenciador de pessoas

O gerenciador de pessoas representa menos clientes do que os agentes, mas eles o fazem de uma maneira muito mais maleável. Esses especialistas orquestram a vida inteira do cliente desde a responder cartas de fãs, investir o dinheiro, comprar propriedades até demitir a empregada.

Promotor

Promover e organizar eventos. O promotor não promove show para os clientes em base permanente. Promotores estão principalmente interessados em artistas altamente visíveis ou em evidência. O que diferencia promotores dos agentes tradicionais e gerentes pessoais é o fato de que o promotor assume um risco maior, financiando ou garantindo a produção de artistas aspirantes. Promotores levantam os fundos de investidores, contratam as pessoas necessárias, divulgam o evento e esperam que suas projeções de lucros estejam certas.

Assessores

Os assessores são responsáveis por construir uma celebridade, os cuidados com a imagem pública, os sacrifícios que elas têm que fazer, o discurso que devem ter para a imprensa.

A indústria da Publicidade

A indústria de promoções inclui um elenco de indivíduos e empresas que se especializam em ampliar a visibilidade de um aspirante através da publicidade habilidosamente gerada. Forma essa indústria: os publicitários, relações públicas, e todos dependem do trabalho dos pesquisadores de mercado.

A indústria da comunicação

Nós conhecemos as celebridades através da mídia. As imagens, os produtos e as histórias – a maioria das coisas que consumimos do produto celebridade é através da mídia.

Até a melhor estratégia, a melhor oportunidade e o uso brilhante de uma história fracassarão sem a ajuda dos canais da indústria das comunicações. Redes de televisão, TV a cabo, rádio, filmes, jornais, revistas e a internet, cada um tem desenvolvido maneiras específicas de tirar proveito do fenômeno celebridade.

A indústria da Aparência

O comércio da aparência é um dos componentes da indústria da celebridade que mais cresce. A imagem é tão crucial para a fabricação da celebridade quanto o seu marketing. Atualmente, vemos que a alteração, ou refinamento da aparência é agora conduzida não só por cabeleireiros e manicures, mas também por assessores de moda, consultores de cores, coordenadores de imagens e cirurgiões plásticos.

A industria de Treinamento

Essa indústria esta crescendo com uma rapidez extraordinária por várias razões. Devido à velocidade que as informações chegam para as pessoas e à medida que setores de celebridade se tornam mais compreendidos que antes, mais informações se difundem a respeito de quais imagens foram bem-sucedidas e quais fracassaram.

Em qualquer cidade, podemos encontrar consultores de comunicações para negócios, professores independentes de música e dança, instrutores de piano, treinadores de discursos e outros. Existem também escolas para treinar os mais talentosos ou com melhores condições financeiras: escola de discursos, escola de música, de arte dramática.

As Pessoas como Produtos

Atualmente toda a indústria da celebridade está baseada no modelo de fabricação e marketing, aspirantes são vistos como matéria-prima a ser transformados em produtos que satisfaçam as expectativas das audiências. Como resultado a indústria é acusada de camuflar a pouca inteligência, a falta de caráter moral ou a ausência de boa vontade de um aspirante, escolhendo então mostrar as características mais agradáveis do produto. Essa crítica tem ofuscado o brilho da imagem da indústria e deixado alguns aspirantes em setores recentemente celebrizados – negócios, direito, religião, relutantes de passar pelo processo de transformação: a mudança de identidade de um aspirante para preencher as expectativas do setor e do mercado.

Um problema que é notado em tratar pessoas como produtos está nos próprios produtos. Aspirantes são humanos, e portanto, falíveis. Não importa o tanto ela seja bem-sucedida em suas transformações, dificilmente ela esta isenta de escândalos. Todas as pessoas altamente visíveis estão expostas a possíveis escândalos envolvendo suas vidas pessoais. Presidentes, governadores, executivos, astros, estrelas, todos eles podem enfrentar a qualquer momento escândalos envolvendo drogas, amantes, desvio de dinheiro e até pedofilia. É devido a esse fator humano que fabricantes de celebridades se desdobram para mostrar seus produtos em situações controladas, para impedir que a audiência veja qualquer aspecto da pessoa/produto que seja desagradável ou inconsistente com a imagem do plano.

Essa necessidade de controlar as imagens das celebridades tem gerado canais de distribuição como, por exemplo, programas de entrevistas altamente organizados e entrevistas coletivas cuidadosamente orquestradas.

No caso MJ, a rede bandeirantes exibiu o polêmico documentário “A vida íntima de Michael Jackson”, no qual a imagem do ator é destroçada.

Todo mundo sabe de MJ tem suas bizarrices, disso não há dúvidas, mas também fica claro que colocaram uma lupa em suas esquisitices. E a imprensa mundial e a brasileira embarcaram no sensacionalismo barato, condenando o cantor e veiculando fofocas.

Tudo isso pode ser explicado porque o nosso cantor se auto-estipulou em mais de 1 bilhão de dólares. Só esse valor já explica o porque que sua anormalidade é levada ao êxtase.

Dormir com crianças não é normal, mas também não tem nada de errado ou ilegal. É que na cultura dos povos a própria linguagem está tão carregada de duplo sentido que o verbo dormir já tem a conotação de sexualidade.

É certo que ele tem um histórico de acusações de pedofilia, mas que a imprensa se restrinja a isso, as acusações. O que está acontecendo hoje é que o astro está sendo condenado apenas pela própria imprensa.

A imprensa brasileira embarcou na onda sensacionalista internacional e não usou a sua própria capacidade de julgar.

Vejamos por outro ângulo:

Outro aspecto "aterrorizante" de Michael Jackson para muitas pessoas, a maneira como ele cria suas crianças, certamente está cercado em exageros, e novamente pouquíssimos têm a coragem de vir a público defendê-lo. Jackson cria suas crianças num mundo de fantasia. Exige que elas usem máscaras quando vêm a público. No outro dia, quase jogou um bebê da sacada de um prédio em Berlim. Tudo isso indica que ele é um papai-monstro? Provavelmente não. Pais sempre querem o melhor para os filhos e às vezes pecam por protegê-los demais. Pais sempre querem que seus filhos sejam felizes. E o que acontece quando esse pai é bilionário? Provavelmente esse pai tem uma imensa propriedade (uma mansão em Alphaville, por exemplo), e proíbe os filhos de ir ao centro da cidade desacompanhados (por medo de seqüestros, assaltos...) Preocupado com o fato do filho ser fotografado por paparazzi e passar a ser identificado por seqüestradores, o papai bilionário decide tornar o filho mais recluso ainda, forçá-lo a usar óculos escuros ou andar com escoltas ao seu redor para que ninguém o veja direito (um efeito semelhante a andar com uma máscara, impedindo-o de ter contato direto com o mundo). Mas o papai milionário também comete erros e deixa o filho dirigir um Mercedes-Benz dentro de sua própria propriedade, e o filho bate o carro contra uma árvore e quase morre (algo semelhante à imprudência de balançá-lo do alto de uma sacada). Em outras palavras: excesso de zelo é um problema de todos os pais. Erros, todos os pais cometem. E quem somos nós, então, para julgar Michael Jackson?

Podemos citar dois exemplos de como a mídia se utiliza de “fatos reais” para gerar o sensacionalismo:

quando a imprensa divulgou uma multidão de iraquianos festejando a estátua derrubada de Saddam – a informação de que se tratava na verdade de xiitas, estes sempre contrários ao ditador – e a informação de que não significava necessariamente do total apóio popular se tornou irrelevante.

Clonaid convocou coletiva de imprensa e simplesmente disse que tinha clonado um ser humano e pronto – o maio golpe de marketing da história.

A Ascensão e Queda da Celebridade

Uma vez que a participação de um produto no mercado é conquistada, defendê-la torna-se a questão, e diferentes estratégias entram em jogo. No caso de celebridades também se aplicam a seguinte premissa estratégica que os criaram não são as mesmas que os sustentam.

Vejamos o exemplo de nosso astro Michael Jackson:

Perfil da carreira: intensa e tumultuada

Durabilidade do status de celebridade: permanente; devido a estratégias bem sucedidas a longo prazo para a construção do status de lenda, Michael é idolatrado como um símbolo de outra era, e usou o seu status de celebridade para ajudar causas nobres (USA for África)

Michael teve uma ascensão constante a um nível de alta visibilidade de longa duração que poderia ter essa alta visibilidade para o resto da sua vida. Não fosse sua personalidade dita como doentia. Mas o caso de Michael é raro.

Houve algumas personalidades na história que também estavam predestinadas a terem seus nomes altamente visíveis pela eternidade, como os exemplos:

Uri Geller era contratado para se apresentar em todos os principais programas de entrevistas do país;

O milionário do petróleo H.L.Hunt era citado em todas as revistas de negócios;

Mark Spitz podia escolher entre os contratos de endossos ofereceridos pelas principais agencias de publicidade.

Em cada caso, essas celebridades alcançaram o ápice de seus setores, gozaram de recompensas oferecidas pela alta visibilidade e perderam. Tudo por erros estratégicos que contribuíram para seus fracassos em sustentar suas carreiras altamente visíveis.

Sustentar visibilidade envolve o quão visível a celebridade permanece por quanto tempo sua visibilidade pode ser estendida.

O caso MJ pode significar mais um destaque para o seu último álbum “Number one”, mas também o fim da carreira do cantor. A rede de TV CBS disse que está adianto por tempo indeterminado um especial dele em horário nobre, devido as acusações criminais contra ele.

Como muitos no país prematuramente decidiram que Michael Jackson é culpado por molestar crianças, não temos outra escolha senão partir da futilidade normal dos Contos Sórdidos e usar este trabalho para nos elucidar.

É impressionante como rapidamente esquecemos das lições que tiramos das histórias. E as lições que esquecemos são aquelas como a do pobre Dale Akiki, por volta de 1991.

Dale Akiki era voluntário, babysitter no sacerdócio da Capela da Fé no Vale Spring, quando recebeu 35 acusações de abuso sexual de 11 crianças sob seus cuidados durante rituais satânicos. Akiki - que tem uma deficiência genética conhecida como síndrome de Noonan, que lhe dá pé torto, cabeça grande, olhos salientes, pálpebras pendentes e baixo Q.I. - negou as acusações.

O primeiro pensamento é: "Caramba! Um babysitter bastardo, sádico, ritualista satânico, doente e pedófilo como nunca vi igual!" Ao continuar a leitura, entretanto, foi ficando claro que Akiki estava sendo criticado por sua aparência bizarra. Enquanto o caso prosseguia, observei com profundo nojo uma comunidade afogada no medo e na ignorância destruir com zero de provas esse adorável Quasimodo. Até mesmo o júri estava convencido da culpa de Akiki e negou fiança. Assim, Dale Akiki esmoreceu numa cela por 30 meses esperando pelo julgamento.

Imagine como deve ter sido a vida para um deformado e doente acusado de pedofilia amedrontado numa cela por 30 meses. Pense quanto tempo são 30 meses: Ele perdeu três aniversários da esposa, perdeu a ascensão e queda de N.W.A. e perdeu duas temporadas e meia de futebol.

E tudo começou quando alguns pais se opuseram à contratação de Akiki como babysitter pela Capela da Fé. Eles estavam desgostosos daquele andar de Frankenstein. Logo surgiu uma suspeita acusação de abuso e depois a investigação. O Promotor do Distrito de San Diego, Edwin Miller, porém, determinou que as evidências eram insuficientes e o caso foi legalmente abandonado.

Mas agora chegamos ao ponto. Um importante homem de negócios chamado Jackson W. Goodall Jr. - que naquele tempo era sócio da Padres, presidente da companhia dona do Jack-in-the-Box e um grande contribuidor da campanha do Promotor do Distrito, Miller - decidiu por si só que Akiki era culpado e convenceu Miller a reabrir a investigação.

O fantoche Miller então trouxe uma equipe de analistas encarregados especificamente de extrair de crianças testemunhos de abuso. Depois de meses de extensivas sessões de "análise" (leia-se: lavagem cerebral), estórias horrorizantes começaram a surgir. As crianças diziam que Akiki torturaram-nas com aço enrolado e uma máquina de fogo de brinquedo; disseram que ele urinou em cima delas, mergulhou suas cabeças em sanitários com fezes e as pendurou de cabeça para baixo em lustres; disseram que ele matou girafas, coelhos, bebês humanos e até um elefante diante delas.

Mas aquelas sessões eram tramóias. Os analistas não eram partes neutras procurando pela verdade. Ao contrário, eram agentes da acusação manipulando testemunhos. Até mesmo o júri, ao revisar o julgamento em 1993, disse que havia um ostensivo descaso por parte dos analistas em seguir procedimentos corretos de entrevista.

Durante o julgamento, dois sacerdotes da Capela da Fé testemunharam que "uma onda de histeria tomou conta dos pais e alimentou a investigação”. De fato, foram tão cegos que não perceberam como tudo soava tão absurdo: Elefantes apunhalados, girafas decapitadas, violência anal e vaginal com objetos estranhos, muitos banhos de fezes, urina e sangue. Ainda assim nenhum indício? Nenhum adulto que testemunhou algum abuso? Nenhuma marca ou dano nas cavidades dos corpos das crianças? Nenhum testemunho de vizinhos dizendo que viram Akiki andando sorrateiramente à noite com uma girafa numa correia ou colocando um saco enorme e grumoso com uma presa espetando para fora num depósito de lixo? Quem precisa de evidências quando se fisga um bicho-papão?

Durante o julgamento, uma das supostas vítimas disse que Akiki lhe mostrou "vídeos maus" e mataria seus pais caso ela contasse a alguém. Mas durante a reinquirição, a advogada de defesa, Susan Clemens, perguntou: "Alguém alguma vez já lhe contou que Dale fazia coisas más com crianças?"

"Sim", respondeu a garota.

"Quem?"

"Minha mãe... e Ellen [a analista]."

"Foi quando você descobriu que Dale fazia coisas más com crianças?", perguntou Clemens.

"Sim", ela respondeu.

Obrigada pelas lembranças, garotinha, onde quer que você esteja.

Dale Akiki foi absolvido em todas as 35 acusações. Mais tarde, o júri arrasou publicamente a acusação por mesmo levar o caso a julgamento. Ah, e só mais um pouco de lembrança antes de irmos.

Lembra de quando primeiro televisionaram a prisão de Michael Jackson? Lembra de como nós todos ganimos coletivamente: "Caramba! Esse é um pedófilo doente e esquisito como nunca vi igual”. Ele é? Quem sabe? Tudo que queremos dizer é que se você consegue fazer 11 crianças dizerem que um elefante foi sacrificado em sua presença, não seria um grande esforço acreditar que você também pode fazer com que um ou dois garotos digam que Michael Jackson se esfregou neles.

Os Ciclos de Vida da Visibilidade

A posição de uma celebridade e o período de sua duração na pirâmide da visibilidade não são fixos. A popularidade de uma celebridade pode mudar ao longo do tempo.

Os ciclos de vida da visibilidade são iguais aos de qualquer produto: surgimento, crescimento, maturidade e declínio.

Existem alguns modelos de carreira para celebridades:

Modelo progresso constante para o topo – alcançar visibilidade progressiva durante a carreira profissional e nunca desaparecer da vista do público. Ex. Xuxa.

Modelo na noite para o dia – uma pessoa consegue visibilidade instantânea através de um feito ou evento.

Princesa Diana ao se casar com o príncipe Charles.

Lisa Marie Presley se casar com Michael:

“Há cerca de uma década, o mundo ficou perplexo com a união dos dois maiores sobrenomes da história do entretenimento americano. Alguém havia resolvido se chamar Lisa Marie Presley-Jackson. Obviamente, a imprensa jamais veria o casamento por um prisma convencional: um homem e uma mulher que se apaixonam e se casam, ponto. Da parte de Jackson, o motivo escuso para a união seria a necessidade de, em meio a um escândalo de proporções colossais, vender, finalmente, uma imagem de masculinidade e normalidade. Mas e no que diz respeito à Lisa? Já dona de uma fortuna e, aparentemente, não muito apegada à fama herdada do pai, ela se tornou uma incógnita para aqueles que não podiam conceber que uma bela mulher se apaixonasse por Michael. Esperava-se então que ela estive planejando o lançamento de sua tão alardeada carreira como cantora, o que não aconteceu na época. Qual a alternativa restante? Pois bem, a moça havia simplesmente enlouquecido!

Hoje, Lisa Marie, enfim, endossa esta teoria. Ela se apaixonara, confessa, e, cega de amor, fora manipulada pelo estranho Jackson, que a introduzira em seu mundo, usando-a por marketing. É como se ela nos dissesse: "não me condenem por ter me unido a Michael Jackson, ele é ardiloso como o diabo e fez com que eu não percebesse que vocês tinham razão".

Dúvidas pairam sobre as recentes entrevistas de Lisa Marie, afinal ela, que descreve a fase final do casamento como um inferno para ela, parece ter se esquecido, por exemplo, de ter sido vista, feliz, na companhia de Michael, ainda por muito tempo depois do divórcio. Talvez ainda mais importante do que as meias verdades que Lisa esteja dizendo sobre o casamento seja o fato dela estar levando a público sua versão de uma vida a dois e, portanto, ao expor a própria intimidade, esteja violando o direito de Michael à privacidade. Como já era de se esperar, em vez de contar seu lado da história e completar o que Lisa contou com outras revelações que pudessem lhe favorecer, Michael preferiu simplesmente dizer que: "como um gentleman, prefere não responder". Uma simples declaração que nos faz pensar: "quem está usando a relação por marketing afinal?"

Hoje, Lisa Marie tem um cd para promover. Nada mais apropriado do que ganhar destaque na mídia usando a palavra mágica que todos conhecem: "Michael Jackson". Mais do que isto, nada mais apropriado do que se render ao jogo da mídia e abandonar a imagem da defensora da causa perdida do famigerado popstar. É o jogo do "Sim, vocês venceram. Eu fui sim usada por ele. Agora, por favor, tenham pena de mim e comprem meu cd". Esta é a real Lisa? Sem ofensas, mentirosos precisam de mais inteligência do que esta moça dispõe para não caírem em contradições. Não é fácil interpretar um papel o tempo todo com coerência. Algum repórter, por exemplo, pode querer saber se você não seria também manipulada pela seita a qual pertence. Neste caso, você pode correr o risco de esquecer o roteiro e responder como Lisa: "Se você souber algo sobre minha personalidade", ri, "você saberá que isto não é possível". Mas se Lisa não consegue esconder sua verdadeira personalidade para desempenhar o papel que quer nos vender, Michael consegue?

As entrevistas de Lisa, no fim das contas, foram positivas para Michael. Ao passar para o outro lado, ela ganhou credibilidade para descrever a relação do casal como real. Mas justamente ao falar sobre o homem Michael Jackson, Lisa parece ter desapontado diversos fãs. Podemos imaginar Michael Jackson, nosso Peter Pan, bebendo, falando palavrões e tendo relações sexuais com uma mulher? "Eu sou Peter Pan em meu coração" seria apenas conversa fiada então? Eu diria que é bem possível que os encontros entre Michael e Lisa não se dessem em cima da Giving Tree, nem por isso o Michael que sobe em árvores e brinca com crianças é falso. Pelo contrário, a mesma Lisa Marie continua afirmando a sinceridade dos sentimentos de Michael para com as crianças. Ela descreve o modo como crianças de ambos os sexos e qualquer idade respondem bem a ele.”

Modelo duas fases – um aspirante alcança uma modesta reputação, permanece nesse nível por longo tempo, então obtém alta visibilidade quando o ambiente está propício. Ex. Lula

Modelo meteoro – a pessoa ganha fama de repente e perde tão repentinamente quanto a ganhou. Ex. Big Brother.

5) Modelo Fenix - a pessoa alcança a fama, sai de cena, então tem sua imagem reciclada. Ex: Capital Inicial.

6) Modelo onda – a pessoa sobe, desce, sobe, desce e possivelmente sobe e desce novamente na visibilidade pública.

Causas Do Declínio

Para evitar o declínio de uma carreira, as celebridades devem entender os fatores que podem causá-lo, por exemplo:

ü Obsolescência não planejada – Mudanças que não estão sob o controle de uma celebridade.

ü Falta de adaptação – quando as tendências de um setor evoluem as estratégias das celebridades também tem que evoluir.

ü Desvinculações – geralmente celebridades que alcançaram visibilidade com ajuda de outra pessoa, não sobrevivem ao abandono. (Marlene Matos x Xuxa).

ü O Retrato de Dorian Gray – preocupação com a juventude. (MJ dorme em uma câmara especial para prolongar a juventude).

ü Declínio de Capacidade - O envelhecimento pode impossibilitar que a celebridade tenha um desempenho no padrão ou nível esperado.

ü Mau desempenho – Fracassos repetidos em satisfazer as expectativas da audiência podem dar início a um declínio incessante.

ü Erosão dos Veículos – o desaparecimento dos lugares em que os aspirantes podem se apresentar pode ter um efeito devastador.

ü Ego incontrolável – a autoconfiança de uma celebridade geralmente cresce em arrogância e pose. (Megalomaníaco: Quando ele foi preso dançou em cima de um carro em frente à delegacia).

ü Autodestruição – apresentações más ou inconsistentes, as celebridades podem agir contra os seus próprios interesses. Ex: Joe Cocker sofrendo de alcoolismo.

ü Escândalo – verdadeiros ou falsos – podem destruir ou danificar gravemente a carreira de uma celebridade. Os rumores de pedofilia que envolvem a personalidade de Michael Jackson depreciaram e muito a sua visibilidade. Revelações contínuas e inadequadas da vida pessoal de Michael está fazendo com que o astro entre em um declínio crescente.

ü Jerry Lee Lewis estava quase alcançando o mesmo status que Elvis Presley quando casou-se com sua prima de apenas 13 anos e sentiu na pele o preconceito da sociedade.

ü Embora esses modelos e causas de declínio possam danificar seriamente ou destruir a carreira de uma celebridade, o estrago pode não ser permanente. Muitas celebridades, diante do declínio, tentam contra-estratégias que lhes permitem traçar modelos de ascensão de carreira. Eles encontram uma ou mais causas para o declínio de suas carreiras, então ascendem novamente. Sustentar o status de celebridade requer um certo conhecimento de como reter uma audiência. Uma maneira é através do controle da exposição.

O Marketing de Celebridades

A maioria dos aspirantes obtém alta visibilidade não como resultado de um talento irrepreensível ou acidente, mas antes por causa de um estratégico processo de marketing.

Hoje esse processo é realizado por agentes e gerentes, por grandes instituições que precisam de pessoas altamente visíveis e por indivíduos que desejam ser celebridade. Eles examinam todos os setores da indústria da celebridade, descobrem um que é viável a seus propósitos e transformam o candidato em um produto que a audiência deseja ardentemente.

Ainda que não classifiquem esse procedimento como um processo de marketing, o que essas instituições e indivíduos fazem é precisamente isso. Eles estudam a audiência de um setor, então buscam os atributos e as características adequadas que distinguem seus clientes, ou eles mesmos, da competição.

Quando temos na mídia um “Peter Pan”, ou seja, um homem que não quer crescer, acusado de abuso sexual de um menor, isso provoca um fascínio sem igual, tanto no público quanto nos meios de comunicação.

Nosso ídolo tem os maiores atributos que qualquer celebridade. Ele não é homem nem é criança. Não é branco nem negro. E com isso as pessoas se sentem atraídas por ele.

Podemos dizer que a matéria prima do marketing é uma combinação de nome, aparência, voz e outras qualidades. A chave do sucesso pode estar na aparência. Esse mesmo princípio de marketing pode ser aplicado a todos os aspirantes em todos os setores: análise da imagem e as características que o aspirante possui, assim como aquelas desejadas pelo setor, e transforme a pessoa para aproximar os dois lados.

Os passos que as pessoas que buscam visibilidade devem imitar são os mesmos daqueles envolvidos em lançar um produto novo no mercado. Um bom trabalho de marketing requer uma cuidadosa pesquisa de mercado, planejamento do produto, embalagem, preço, promoção e distribuição. Então iniciar uma busca pessoal por alta visibilidade é bem similar. Uma transformação bem-sucedida requer um entendimento e perícia do processo de marketing.

Alguns fatores influenciam muito a tomada de decisões do marketing de alta visibilidade, a primeira delas é que os produtos são perfeitamente moldáveis, mas as pessoas não. Quem consegue controlar MJ? Com suas múltiplas excentricidades, que vão de cirurgias que desfiguram seu rosto, passando pela repetição das denuncias de abuso sexual contra menores e casamentos controvertidos.

As Pessoas como Produtos

Não existe uma padronização de celebridades. É impossível tornar uma jovem atriz uma réplica de outra celebridade.

O bom senso diz que o ser humano só pode ser moldado ou alterado um pouco. Porém, os limites das transformações estão aumentando muito no decorrer do tempo. Muitas indústrias de suporte à celebridade estão agora trabalhando com o que já foi um dia o óbvio a respeito das limitações de um aspirante. Esses grupos de suporte fornecem cirurgia cosmética, treinamento, habilidade audiofônica, consulta psiquiátrica e um vasto número de outros serviços. Veja, é só observarmos o rosto de MJ no decorrer de sua vida.

Porém, não é possível transformar totalmente a personalidade de uma pessoa. Por exemplo: Volkswagen não pode ser transformada em Jaguares. Alguns artistas, têm mostrado a habilidade de se transformar – algumas vezes radicalmente – muitas e muitas vezes.

Os produtos são bem mais fáceis de gerenciar. Os produtos não respondem, não se drogam, não agridem repórteres ou despedem seus gerentes. As pessoas, por outro lado, mostram uma variabilidade e inconsistência que podem complicar qualquer esforço de transformá-las e construir suas imagens. Todas as pessoas têm dias que estão mais inspirados e em que inevitavelmente se comportam de uma maneira que é potencialmente mortífera até para uma imagem construída com o maior cuidado.

Então, seja uma pessoa, seja um produto, precauções devem ser tomadas para que o desempenho de ambos esteja no nível esperado.

Fãs

Os fãs distinguem-se por suas necessidades interativas – por receber comunicações da celebridade e por ocasionalmente enviá-las de volta. Não satisfeitos em ir ao show, comprar CDs ou camisetas de forma anônima, eles querem que seus ídolos os reconheçam como fãs. Eles buscam o apoio moral daqueles que se sentem da mesma forma.

Embora a popularidade do fã-clube tenha declinado, os fãs podem ainda conseguir um relacionamento mais próximo com seus ídolos através de “conversas” on-line com celebridade. Muitas estrelas vieram a entender que essas “conversas” podem ser usadas para vender suas imagens e seus produtos a uma audiência bem receptiva.

Michael Jackson é simplesmente um ser humano de muitas facetas, como todos nós. Por que então seus fãs têm tanta relutância contra algumas de suas faces? Alguns não gostam do Michael menino, outros detestam o Michael homem. A explicação para tanto desconforto com uma ou outra característica parece se impor. Para os fãs, Michael Jackson não é simplesmente um ser humano. É de fato um personagem modelado conforme os ideais de cada um. Nada seria mais doloroso do que descobrir que o ideal não é real. Quando uma face de Michael prepondera, alguns fãs ficam decepcionados e outros mais apaixonados. Quando é a outra face que surge, as posições entre os fãs se invertem. No fim, o que faz de Michael Jackson o ídolo que ele é é justamente sua habilidade de não se definir, permitir que todos sonhem e cada um um sonho diferente. Para cada fã, existe um Michael Jackson, e que todos sejam sempre reais! Mesmo que todos queiram desvendá-lo, muitos conservarão também um certo medo de retirar o véu, afinal, "não é bom tocar nos ídolos, o dourado pode sair nas nossas mãos" (Flaubert).

A escala de Envolvimento da Audiência

Os custos de Marketing de uma celebridade devem ser amortizados, incentivando os participantes da audiência a adquirir CD´s, a assistir aos clips e aos filmes e a comprar ingressos para os Shows. Por tudo isso, a habilidade da celebridade em trazer a audiência de níveis baixos de interesse para um alto índice de envolvimento intenso é essencial para o sucesso de um plano de marketing. Para mostrar como os diferentes tipos de audiência podem ser consumidos da melhor maneira pela indústria da celebridade, a Escada de Intensidade de Audiência coloca os membros da audiência em forma de uma escada, de acordo com a intensidade de seu envolvimento com a celebridade.

Ainda que as pessoas nos extremos da escada – pessoas que não têm nenhum interesse em celebridades e os fanáticos obcecados pelas celebridades – sejam potenciais consumidores de celebridades, os profissionais de marketing de celebridade estão muito mais ligados àqueles cujo interesse nas celebridades se localizam dentro dos extremos da escada. Assim como as celebridades ocupam um lugar em uma pirâmide com base no grau de visibilidade, os membros da audiência também podem ser classificados e focados por seu grau de interesse no envolvimento com a dependência de celebridades.

O consumidor invisível é aquele que não só desprezam a última estrela pop, mas também parecem viver por trás de um escudo à prova de celebridade, além de que, desprezam a manipulação da mídia, essas pessoas simbolizam uma audiência com menos utilidade na escada; O espectador assiste ao filme da celebridade; o perseguidor compra álbuns; os colecionadores não só assiste aos eventos como também são consumidores de souvenirs da celebridade e do evento presenciado; o fã escreve e-mail; o insider segue o grupo onde ele vai; o membro do staff atende o telefone e escreve as mensagens para a celebridade; o conector dá festas em honra da celebridade. Cada grau sucessivo na escala da intensidade é marcado por um envolvimento cada vez maior e mas íntimo entre o fã e a celebridade. A classe final dos membros da audiência, o desiludido, tem o mais intenso relacionamento de todos. Infelizmente ele é tão intenso que o relacionamento pode se tornar negativo, ameaçador ou até fatal.

Dentro dessa classe existem muitas subclasses. A primeira consiste do obcecado: fãs que cometem certas indiscrições como interromper o jantar de uma celebridade, telefonar para sua residência sem parar, posicionar-se em frente à sua casa durante uma festa ou cercá-la incessantemente em busca de autógrafo. A maioria dos obcecados se mantém invisível, mas alguns catapultam suas obsessões em sua própria forma de celebridade.

Muito mais perigoso para a celebridade é o segundo tipo de desiludido, o bisbilhoteiro. Diferente do fã obcecado, a atitude do bisbilhoteiro diante da celebridade é calculada e profissional. Estes são os jornalistas e outros que ganham suas vidas explorando o visível. Tão difundida é a celebridade na sociedade atual que os bisbilhoteiros estão em todos os setores:

A J. Weberman, roubando e analisando o lixo da casa de Bob Dylan, somente com o objetivo de “compilar uma concordância de cada palavra e cada música composta por Dylan;

ü Kitty Kelley, escrevendo biografias não autorizadas de celebridades como Frank Sinatra, Jackie Kennedy Onassis, Nancy Reagan e Elizabeth Taylor. Kelly recebeu status especial nessa categoria quando se tornou o objeto de uma biografia não-autorizada de um muckraker.

ü Mais de 14 milhões de pessoas assistiram ao documentário em que o cantor Michael Jackson admitiu ter "dividido a cama" com crianças, exibido pela emissora de televisão britânica ITV. A audiência, estimada não oficialmente, representa 53,9% dos espectadores da Grã-Bretanha, uma das maiores marcas já obtidas por um documentário no país. O pico da audiência foi no final do programa, quando 60% dos espectadores estavam ligados na entrevista em que Jackson comentava seu relacionamento com crianças. O documentário foi realizado pelo jornalista britânico Martin Bashir, que também entrevistou a princesa Diana em 1995, atingindo 22,8 milhões de espectadores.

O bisbilhoteiro desenvolveu um modo de operação padrão, procurando sempre o comportamento inconsistente ou excessivo de uma celebridade e expondo as estratégias manipulativas empregadas pelas celebridades e seus agentes.

Esses tipos são ameaçadores para a carreira, mas há outros, psicologicamente perturbados, que podem ser extremamente perigosos. Estes são os destruidores. Alguns se contentam meramente em mandar cartas de adoração às celebridades para confessar amor eterno e compromisso, ou entram com processos de investigação de paternidade contra ela. Outros ainda adotam a aparência da celebridade e seu estilo. Outros ainda adotam a aparência da celebridade e o seu estilo, indo tão longe a ponto de incorporar a celebridade. De acordo com o Dr. Lawrence Z. Freedman, um pesquisador de personalidades aberrantes, “matar é um ato peculiar e intensamente íntimo”. Essas pessoas são obcecadas pelas celebridades que elas tentam o mais definitivo ato do consumismo: o assassinato. Foi a obsessão em conseguir intimidade com a atriz Jodie Fostes que levou John Hinckley Jr. A tentar matar o presidente Reagan; a compulsão de Mark David Chapman de se tornar John Lennon é considerado o seu motivo para o assassinato.

Especialistas em marketing de produtos entendem esse processo muito bem: avaliar a auto-imagem dos consumidores, os aspectos demográficos e as necessidades psicológicas, e então provê-los com produtos que incorporam as características que vão de encontro às suas necessidades.

A fim de auxiliar seu poder de produzir celebridades com quem as audiências se identifiquem fortemente, profissionais de marketing de celebridade começaram a usar sistemas sofisticados de comunicação para duplicar o processo de marketing do produto monitorar as respostas da audiência, produzindo mensagens ainda mais sedutoras e atraentes. Infelizmente, tendo liderado a audiência em direção a uma forte identificação, fabricantes e profissionais de marketing de celebridade podem perder o controle do processo.

O marketing e a publicidade podem dar a uma geladeira qualidades como confiança, compactação e beleza, mas não é o mesmo que inspirar fãs e mergulhar no carisma de Michael Jackson.

Os membros da audiência podem projetar na celebridade tudo o que as pessoas projetam umas nas outras, e esta é a razão pela qual o processo de identificação chega a extremos perigosos.

Medindo o Poder da Celebridade

O Declínio de Sua Carreira e a Ascensão dos Aspirantes à Alta Visibilidade

Vale tudo na disputa pela alta visibilidade, nem com todo o aparato da indústria da fama, as pessoas se lançam de uma maneira tão antiética para ser visíveis que é impressionante. Algumas pessoas são capazes de tudo para ficar em evidência. Inclusive surfar nas ondas dos famosos.

No caso de Michael Jackson se as acusações que ele vem sofrendo são verdadeiras ou não é apenas um detalhe, ou apenas um degrau na escalada da fama para os aspirantes à celebridade.

Para um promotor ou delegado ter os seus momentos de fama, basta dar um jeito de levantar acusações de pedofilia contra o Rei do Pop. Não só o Rei do Pop, mas o rei de tantas coisas esquisitas, o rei das manchetes, o astro que era negro e ficou branco, e que adora dormir com crianças.

A melhor parte desta história está em como ela é emblemática do jogo das indústrias de notícias e da criação e extermínio de celebridades. E nosso caro Michael Jackson faz parte dessa engrenagem. Ele já esteve do lado bom, agora, em declínio, só anda gerando escândalos e situações humilhantes.

A justiça, durante seu trabalho de colher evidências, não precisa nem deve arriscar a integridade desses procedimentos divulgando cada passo à imprensa. E esta, por sua vez, não deveria ficar publicando informações desencontradas. No entanto, com milhares de jornais, revistas, telejornais e websites disputando as novidades, fica difícil evitar a corrida desabalada ao fato vazio.

A incerteza e a falta de informações são tão grandes que os artigos e as reportagens de TV parecem atendimento de telemarketing. Isso se explica porque esse tipo de notícia se torna um tipo de entretenimento também.

Estamos passando por um momento que um monte de pessoas sem talento vira celebridade e vai realimentando sua fama com a fama de ser famoso. MJ tem talento, mas foi transformado em celebridade de um jeito que tudo o que ele sabe fazer não importa mais. E é claro que ao redor de sua figura, estão sempre um bando de oportunistas. E o mais interessante desta história toda é que o delegado que “prendeu” Jackson, Jim Anderson tem um website no qual divulga notícias, fala de como a polícia é legal e mostra também os mais procurados do momento.

Nesse site, surge uma reprodução da ficha de Michael. Aquela imagem que todos nós vimos em todos os sites do mundo e na TV saiu do site da polícia. Então até na polícia tem gente que só pensa em ser famosa.

Martin Bashir teve seu momento de mama e aumentou drasticamente sua conta corrente com o seu documentário “Living with Michael Jackson”. A altíssima audiência e o frisson causados por esse documentário foi um prato cheio para os tablóides.

Histórico do Profissional

Em 26 de julho de 1929, nascia Joseph Walter Jackson, na cidade de Fountain Hill, Arkansas. É criado sob disciplina rígida do pai, professor primário, sendo tratado da mesma forma que os outros alunos. Mais tarde usaria essa mesma rigidez com seus filhos.

No dia 4 de maio de 1930, nasce Katherine Scruse, em Barbour Country, Alabama.

Em 5 de novembro de 1949, Joseph Jackson (mais conhecido por Joe) se casa com Katherine. Atravessam a fronteira para Indiana, e vão morar em Gary, onde Joe tinha emprego garantido como operador de guindaste numa usina siderúrgica da cidade.

Em 29 de maio de 1950 nasce o primeiro filho do casal: Maureen Reilette Jackson, mais conhecida por Rebbie.

Durante os primeiros anos do casamento, Joe Jackson forma um conjunto chamado The Falcons, que tocava pelos bares da cidade para ajudar no orçamento. Katherine trabalhava durante meio período numa loja de varejo, e também gostava muito de música; sabia tocar clarineta e piano.

Em 4 de maio de 1951 nasce Sigmund Esco Jackson (Jackie). Pouco depois, em 15 de outubro de 1953, nasce Toriano Adaryll Jackson (Tito). Em 11 de dezembro de 1954, nasce Jermaine Lajuan Jackson e em 29 de maio de 1956, La Toya Yvonne. Em 12 de março de 1957, Marlon David Jackson.

Em 29 de agosto de 1958, nasce Michael Joseph Jackson. O sétimo filho da família Jackson. Seu pai tinha um conjunto musical e ensaiava na sala de sua casa, o que proporcionou grande contato dos filhos com a música, desde bebês.

Michael cresce observando os irmãos, que começavam a tocar e cantar. Aos dois anos de idade, imitava Jermaine cantando. Os maiores aprendiam às escondidas, pegando a guitarra do pai que ficava guardada no armário.

Certo dia, Joe percebeu que uma das cordas arrebentara e, repreendendo-os, pediu para que Tito mostrasse o que sabia fazer. Tito não se fez de rogado e tocou demonstrando o que aprendera escondido. Todos ficaram emocionados ao ver a habilidade do garoto. Isso foi o bastante para que Joe percebesse que os garotos não trataram sua guitarra como um brinquedo. Pouco tempo depois, Tito ganhava uma guitarra vermelha, com a condição de que deixasse os irmãos aprenderem.

Joe Jackson, que vinha incentivando o aprendizado, reconhece a vocação dos filhos, e começa a ensaiá-los regularmente. Ao trio formado pelos três mais velhos, junta-se Marlon, nos bongôs. Katherine percebe a vocação do jovem Michael e fala com Joe. O dom natural para cantar leva-o diretamente para o posto de cantor principal do pequeno conjunto familiar. Joe continuava a comprar microfones e equipamentos para os filhos, tirando aos poucos o dinheiro do orçamento familiar. Katherine não concorda, e por várias vezes os rapazes escutam discussões entre o casal. Nesta época, uma vizinha começa a chamar o grupo de Jackson 5.

Em 1965, o grupo familiar vence o primeiro concurso de calouros, no ginásio local, apresentando arranjos de My Girl, e Get Ready. No decorrer do ano criam fama, vencendo todos os concursos realizados pelas redondezas.

Em 29 de outubro de 1965, nasce Steven Randall Jackson.

A partir de 1966 o grupo familiar se profissionaliza, e o pai começa a divisar objetivos maiores. Chama dois primos, Johnny Jackson e Randy Rancifer, que passam a integrar o apoio musical, e iniciam excursões por Chicago, Nova York, Boston, Phoenix e Saint Louis. Viajam em duas peruas Kombi, uma para os músicos, outra para a aparelhagem. Logo faziam a abertura de shows de artistas como Glady Knights and The Pips, Etta Jones, Jackie Wilson and The Chilites.

A fama local dos Jackson 5 levou-os à Steeltown Records, uma gravadora local, onde assinam um contrato. Ali gravam o primeiro compacto, I'm a Big Boy Now, de pequena repercussão no Meio-Oeste americano. O segundo, We Don't Have To Be Twenty-One (To Fall In Love), fez menos sucesso ainda.

Em 16 de agosto de 1966, nasce Janet Jackson.

Joe Jackson transfere suas ambições para a competição do Teatro Apollo, no Harlem, o bairro negro de Nova York. Na metade do ano, são convidados a participar, e durante a primavera redobram os ensaios. No verão o Jackson 5 apresenta-se e conquista a cidade, sendo aplaudido em pé e ganhando a competição, que lhes abre as portas de uma série de compromissos. Passaram a fazer números de abertura para artistas famosos, como Jackie Wilson, Emotions e James Brown, o preferido do pequeno Michael. Com dez anos de idade, ele passava todo o tempo livre na coxia, observando e aprendendo com os mestres. Chega a ser motivo de piada para os irmãos.

Ao final de 1968, o Jackson 5 recebe um convite para atuar num show para a campanha de Richard Hatcher, um prefeito negro candidato à reeleição. Diana Ross e The Supremes também atuaram, e ela assiste pela primeira vez uma apresentação dos garotos de Joe Jackson. Fica encantada com o grupo, especialmente com a apresentação do pequeno Michael.

Após tocar em clubes e shows de talento pela parte norte-central dos EUA, os jovens irmãos venceram em um show de talento e Bobby Taylor os descobriu. Foi ele quem levou os Jackson Five à Motown e os apresentaram para Suzanne de Passe, apesar de que o Departamento de Imprensa da Motown diz que foi Diana Ross quem os descobriu. Porém, a influência da cantora foi decisiva. O fato é que o Jackson 5 recebe um convite para gravar um teste em Detroit, nos estúdios da Motown.

O Jackson 5 carrega seus instrumentos na Kombi da família, e partem para fazer o teste. Ao ouví-los, Berry Gordy, dono da Motown, ficou impressionado com o vocal e a musicalidade do grupo, que vem fornecer material novo e cheio de energia num momento em que a gravadora precisa de renovação. Berry empenha-se pessoalmente na organização, produção e escolha do material, prometendo três sucessos seguidos em compactos simples. O contrato firmado cedia para a Motown o poder de decisão sobre a carreira do grupo, sem limitar o papel de Joe Jackson, ainda responsável pela unidade da família.

Em outubro de 1969 é lançado o primeiro compacto pela Motown, com I Wan't You Back, que sobe com rapidez inesperada nas paradas, acelerando o lançamento do álbum Diana Ross Presents The Jackson 5, o que acontece antes do final do ano.

Nessa época a companhia se transfere para Los Angeles, e também os Jackson, que se acomodaram na casa do próprio Berry e de Diana Ross, em Beverly Hills. O arranjo dura um ano e meio, até que Joe Jackson providencie a compra de uma casa grande para todos, mudando-se definitivamente de Gary.

Em março de 1970 é lançado ABC, cuja ascensão até o primeiro lugar é tão rápida quanto a do primeiro compacto.

Nesse mesmo ano o Jackson 5 se apresentam no Ed Sullivan Show, onde cantam e dançam seus dois sucessos, consolidando a posição de astros em nível nacional.

Em julho é lançado o terceiro single, The Love You Save, que também atinge o primeiro lugar e é iniciada as grandes turnês do Jackson 5, que se apresentam em locais para grandes audiências, como o Madison Square Garden e o Los Angeles Forum, durante o outono e o inverno daquele ano.

Ainda em 1970, é lançado o quarto compacto simples, I'll Be There, que a exemplo dos anteriores, também chega ao topo.

As excursões pelo país continuam, e o grupo se apresenta em cinqüenta cidades no decorrer de 1971. Uma tutora acompanha os Jacksons, responsável pela educação dos garotos, que já não podiam freqüentar escolas, tamanha a popularidade atingida. Os irmãos permanecem unidos nesse período, ajudando-se mutuamente no ritmo cansativo das viagens.

No outono de 1971, Berry Gordy sugere a Michael que grave uma música sozinho, e ele entra no estúdio para produzir Got To Be There.

É lançado o álbum Maybe Tomorrow do Jackson 5.

Em 1972 é lançado Through The Windows e o primeiro disco solo de Michael Jackson: Got To Be There.

O Jackson 5 inicia pela Inglaterra uma turnê mundial, e o grupo percorre a Europa, Ásia e África. Iniciam a viagem pela Inglaterra, onde são recebidos pela rainha. Os Jacksons são sempre mantidos sob forte esquema de segurança, e passam os dias nos hotéis, pregando peças uns nos outros para quebrar a monotonia. Michael, com quatorze anos, fica espantado com a popularidade do grupo nos recantos mais distantes. O Oriente o impressiona bastante, pelos valores espirituais e o respeito aos animais e à natureza. Percebe que sua música é capaz de unir os mais diferentes povos e culturas.

Ainda em 1972 é lançado Ben, disco solo de Michael Jackson, que gravou a música título para o filme do mesmo nome, iniciando assim seu envolvimento com cinema. A música sobe nas paradas e atinge o primeiro lugar.

Em 1973 é lançado Skywriter. A essa altura a renda do Jackson 5 não depende apenas da música, pois existe uma série de artigos de consumo com a marca ou a fotografia dos irmãos Jackson.

Também é lançado Music And Me, de Michael em carreira solo, onde a comovente canção Happy se torna tema do filme Lady Sings The Blues, estrelado por Diana Ross.

É lançado Get It Together, um álbum que recebeu atenção especial por Berry Gordy. Torna-se o maior sucesso do grupo em dois anos.

Apesar disso, o Jackson 5 não estava contente com a Motown, que insistia em controlar todos os aspectos da criação. Todos tinham vontade de compor, criar e cantar sua mensagem, como outros grupos faziam. Começam a pensar em deixar a gravadora. Entretanto surge um entrave: em dezembro de 1973, Jermaine se casa com a filha de Berry Gordy, o que o deixa cada vez mais dividido na disputa que se inicia.

Dancing Machine é lançado em 1974. Na apresentação da música pela televisão, Michael Jackson executa pela primeira vez o passo chamado "Robô", com movimentos imitando os de uma máquina. A coreografia, imediatamente imitada pelos jovens de todo o país, torna-se a grande responsável pelo aumento súbito nas vendas. O Jackson 5 parte em excursão pelo mundo, e apresenta-se também no Brasil.

Em 1975 é lançado Forever, Michael (solo) e Moving Violation, que se tornaria o último disco do grupo realizado na Motown. Depois de várias tentativas fracassadas de tentar obter mais autonomia da produção, e uma percentagem maior na venda de discos, o Jackson 5 deixa a Motown, a exemplo de outros artistas. A gravadora leva o caso aos tribunais.

O primeiro disco dos Jacksons pela Epic, com o selo da CBS, foi lançado em 1976. O álbum The Jacksons contém duas composições do grupo, que provam ser autores competentes, principalmente em Blues Away, composto por Michael. O grupo perde Jermaine, que prefere ficar na Motown, e Michael sofre com a separação, porém a competência do grupo se mantém com a presença de Randall.

Em 1977 se dá o lançamento de Goin' Places. Mais duas composições consolidam a posição dos Jacksons como compositores.

Finamente sai a sentença do tribunal sobre a questão com a Motown. O nome Jackson 5 é declarado de propriedade da gravadora, e o grupo paga uma multa de US$ 600.000.

O grupo cancela uma apresentação na África do Sul, recusando-se a tocar num país em que os negros são tratados como cidadãos de segunda classe.

Michael inicia sua participação nas filmagens de The Wiz, uma versão negra de "O Mágico de Oz", ambientada nas ruas e subúrbios de Nova York.

O primeiro disco produzido e controlado inteiramente pelos Jacksons, Destiny, é lançado em 1978 e marca uma fase de maior autonomia do grupo. O disco arrepia e se torna um estrondo nas paradas de sucesso.

A partir de 1979, Michael começa a gravar em solo pela Epic. Para isso, conta com o auxílio luxuoso do excepcional Quincy Jones. Surge Off The Wall. O sucesso foi absoluto: quatro músicas entre os dez primeiros lugares, e 19 milhões de cópias vendidas. Don't Stop 'Till You Get Enough, a primeira canção composta pelo ídolo, alcançou o primeiro lugar. O disco possui ainda uma composição de Paul McCartney, Girlfriend, composta especialmente para Michael.

Em 29 de agosto de 1979, Michael completa vinte e um anos, e expira o contrato de Joe Jackson como seu representante. Numa reunião penosa, despede o pai, assumindo o controle total de seus negócios.

Em 1980 é lançado Triumph, o primeiro que contém exclusivamente composições dos Jacksons, principalmente de Michael, aplicando o que aprendera com Quincy. Os irmãos constituem uma produtora, a Peacock Productions.

The Jacksons Live é lançado em 1981. Os Jacksons saem em excursão, percorrendo trinta e seis cidades pelo país.

Michael Jackson tem a oportunidade de viver algum tempo em New Hampshire, no cenário das filmagens de A Lagoa Dourada. Aprende muito sobre cinema, sua paixão, e torna-se amigo de Katherine Hepburn, a quem sempre admirou, e também de Jane Fonda.

O dia 1º de dezembro de 1982 marca o lançamento de um divisor de águas na história do entretenimento. Thriller é lançado em 1982 e destina a se tornar o disco mais vendido de todos os tempos, ultrapassando 46 milhões de cópias, ocupando inclusive a capa do livro Guinness, dos recordes mundiais. Levou oito das doze indicações para o Grammy e recebeu sete American Music Awards. A música Beat It conta com a participação de Eddie Van Halen. O disco apresenta vários sucessos em vídeo, como Billie Jean, Beat It e Thriller, ambos frutos de produções caríssimas. Numa reação espontânea o Brasil nomeia Michael como o Artista do Ano, fato que ocorreu no mundo inteiro: Austrália, Grécia, Holanda, Itália, Japão, Espanha, Inglaterra (Reino Unido) e, obviamente, nos Estados Unidos.

Em 6 de maio de 1983, Michael Jackson apresenta Billie Jean no programa Motown 25, comemorativo dos vinte e cinco anos da gravadora Motown, sendo assistido por quarenta e sete milhões de pessoas. Nessa apresentação ele executa pela primeira vez o 'moonwalk'. Depois disso sua popularidade assume proporções gigantescas. Recebe elogios de Fred Astaire e Gene Kelly por sua atuação.

Em 27 de janeiro de 1984, Michael sofre um acidente durante as filmagens de um comercial para a Pepsi-Cola e é internado no hospital com o coro cabeludo queimado.

Ainda em 1984, inicia-se a turnê Victory, em Kansas City, ao lado dos irmãos, inclusive Jermaine, juntos pela última vez. Com cinqüenta e cinco apresentações em cinco meses, tornou-se a maior turnê já realizada. Porém Michael não parecia satisfeito com sua performance. Durante a viagem, recebe a notícia do casamento de sua irmã mais próxima, Janet, fazendo-o ficar bastante abalado.

Começa a participação de Michael na filmagem de Captain Eo, para os estúdios da Disney, com George Lucas e Francis Ford Coppola, realizando uma produção em três dimensões para ser exibida como atração nos parques.

Em 28 de janeiro de 1985 é lançado a campanha We Are The World. A música foi composta por Michael Jackson e Lionel Richie. Entre os mais de quarenta astros que participaram da campanha estão: Stevie Wonder, Diana Ross, Jacksons, Cindy Lauper, Willie Nelson, Bruce Springsteen, Paul Simon, Tina Tuner, Lionel Richie, Ray Charles, Dionne Warwick, Bob Dylan, Smokey Robinson, entre outros. Realizada após a entrega do American Music Awards, contou com a participação de mais de 40 astros e teve toda a renda revertida para alimentar os africanos famintos. We Are The World se tornou o single mais vendido de todos os tempos, possibilitando que Michael entrasse novamente para o Guinness Book.

No verão de 1985, Michael anuncia ter comprado a ATV, a editorial que controla as canções de Lennon e McCartney. A partir de então, Michael é o proprietário dos direitos autorais de todas as canções dos Beatles.

Em primeiro de setembro de 1987 acontece o lançamento mundial de Bad. Apesar da expectativa sobre o trabalho que viria depois do disco mais vendido da história, Bad é bem recebido pela crítica. O clipe da música, sob a direção de Martin Scorsese, foi gravado no metrô de Nova York e tem a participação do então desconhecido ator Wesley Snipes.

Começa em 12 de setembro de 1987 a turnê mundial Bad Tour, a primeira em carreira solo.

Em 10 de janeiro de 1988, é lançado o vídeo Moonwalker, um longa metragem, resultado do trabalho de três diretores durante quatro anos, utilizando um total de duzentos efeitos especiais.

Entre 14 de julho e 27 de agosto de 1988, Michael realiza uma série de sete shows no estádio de Wembley, em Londres, sendo assistido por 504.000 espectadores, e batendo recorde de público, o que o fez entrar para o Guinness Book pela terceira vez.

É lançado a tão esperada autobiografia Moonwalk, e em dezembro, em Tóquio, Michael encerra a Bad Tour.

Michael Jackson entra num longo período de reclusão, isolando-se em sua residência, desgostoso com os boatos lançados pelos meios de comunicação. Dedica-se principalmente a idéias sobre filmes que pretende realizar.

Em 1990 se dá o início das negociações sobre o novo contrato do cantor com a Sony Music. Os advogados de ambas as partes discutem o documento durante um ano.

Em março de 1991 é assinado um contrato milionário com a gravadora Sony, centenas de cláusulas são elaboradas. O artista consegue uma participação de vinte e cinco por cento do preço de capa de cada disco vendido, uma cifra inédita até então, sendo chamado de sócio da Sony.

A essa altura, Bad já tinha vendido mais de 20 milhões de cópias, tornando-se o segundo disco mais vendido do mundo. Perdia apenas para Thriller.

Em 26 de novembro de 1991 é lançado Dangerous, resultado de dois anos de trabalho em sete estúdios, usando alta tecnologia. O videoclipe para estréia foi Black Or White, que foi transmitido simultaneamente para 27 países e assistido por mais de 500 milhões de pessoas. Usou-se efeitos especiais bilionários nunca antes vistos. Foi dirigido por John Landis, ao custo de quatro milhões de dólares, e tem a participação do ator mirim Macaulay Culkin.

Começa a Dangerous World Tour. Em outubro de 1992 Michael desmaia após um show em Bucareste, na Romênia, e cancela o restante das apresentações na Grécia e na Turquia.

Em novembro, Michael Jackson colabora com o envio de 2,1 milhões de dólares em roupas e medicamentos para Sarajevo, sitiada pelos sérvios.

Em fevereiro de 1993 é realizada a entrevista ao vivo na rede ABC, no programa de Oprah Winfrey. É assistido por mais de 36,5 milhões de lares, batendo recordes de audiência. Afirma que é portador de uma doença hereditária desconhecida (depois identificada como vitiligo). A entrevista fez com que Dangerous chegasse a 27 milhões de cópias, ultrapassando Bad, e ficando na segunda posição dos mais vendidos.

Em 1993 Michael também recebe a noticia de que também está sendo processado pelo pai de Jordie Chandler, um de seus “amigos especiais”, por molestar o menino sexualmente. O episódio é resolvido com um acordo financeiro, especula-se que a quantia paga tenha chegado a 20 milhões de dólares.

Em 10 de setembro de 1993, Michael Jackson confirma dois espetáculos em São Paulo, nos dias 16 e 17 de outubro.

No dia 26 de maio de 1994, Michael Jackson casa-se com Lisa Marie, filha de Elvis Presley, em uma cerimônia privada na República Dominicana.

Em 1995, Michael lança HIStory - Past, Present and Future - Book I. Michael faz um dueto com sua irmã, Janet Jackson, em Scream. O clipe ganha um Grammy, quatro MTV Awards, um Billboard Award e fica em primeiro lugar em diversos países. You Are Not Alone, o single seguinte, estréia em primeiro lugar na Billboard e faz sucesso no mundo todo.

Em janeiro de 1996, Lisa Marie divorciou-se de Michael alegando diferenças irreconciliáveis.

Em 1996 o clipe They Don't Care About Us é gravado no Brasil. Milhares de fãs recebem Michael na Favela da Rocinha (Rio de Janeiro) e no Pelourinho (Salvador).

Nesse mesmo ano, no World Music Award, Michael leva cinco prêmios.

Em 7 de setembro de 1996 Michael começa a primeira parte da HIStory World Tour em Praga, na República Tcheca.

No dia 14 de novembro de 1996, Michael Jackson se casa com a enfermeira Debbie Rowe, em Sidney, Austrália. Pouco depois, em 13 de fevereiro de 1997, nasce Prince Michael Jr.

Blood On The Dance Floor - HIStory In The Mix foi lançado em maio de 1997. Com apenas cinco músicas novas e oito remixes de faixas antigas, teve por objetivo divulgar a sua turnê pela Europa. Vendeu 9 milhões de cópias e se tornou o disco de remixes mais vendido do mundo.

A segunda parte da turnê HIStory começou no dia 31 de maio de 1997 em Bremen, Alemanha, e terminou no dia 15 de outubro em Durban, África do Sul. Em quase todas as cidades que se apresentou, nos cinco continentes, houve venda total dos ingressos em tempo recorde.

Ao final da turnê, o álbum HIStory (1995) já havia vendido mais de 17 milhões de cópias, tornando-se assim, o álbum duplo mais vendido da história!

Em 3 de abril de 1998, nasce Paris Michael Katherine Jackson.

No dia 8 de maio de 1999, Michael separa-se oficialmente de Debbie Rowe. Pelo contrato nupcial, Michael tem direito à guarda dos filhos. Mais tarde Debbie dirá que seus filhos cm Michael Jackson foram gerados com sêmen de doador desconhecido. Segundo um porta voz, o casal concordou "mutuamente" com o fim do casamento.

Após quase dois anos, Michael aparece em 10 de maio de 2000 para receber o prêmio de Melhor Artista Masculino do Milênio, no World Music Awards, em Mônaco. Mariah Carey leva o prêmio de Melhor Artista Feminino do Milênio.

Em 19 de março de 2001, Michael entra para o Rock and Roll Hall of Fame, em Nova York e se torna um imortal do rock. Outros homenageados foram Paul Simon e o grupo Aerosmith. O prêmio concedido a Michael Jackson foi entregue pelo grupo teen N' Sync.

Nos dias 7 e 10 de setembro de 2001, Michael fez dois shows no Madison Square Garden, em Nova York, em comemoração aos 30 anos de sua carreira solo. O evento contou com participações especiais de Britney Spears, N' Sync, Glorian Stefan, Whitney Houston, Diana Ross, Jacksons, Mya, Deborah Cox, Ricky Martin, entre vários outros. Na ocasião, Michael cantou o primeiro single do seu tão aguardado novo álbum, Invincible, e emplaca o single You Rock My World.

Em 6 de julho de 2002, Michael sai em passeata pelas ruas, acusando Tommy Mottola, da gravadora Sony, de Racismo. Michael acha pouco os 25 milhões de dólares investidos na divulgação do álbum Invincible.

No dia 19 de Novembro de 2002 Michael Jackson aparece sacudindo seu terceiro filho na sacada de um hotel em Berlim. Prince Michael Jackson II tem mãe e data de nascimento desconhecidas.

Em Fevereiro de 2003, o documentário Living With Michael Jackson causa furor ao exibirMichael admitindo que dividiasua cama com crianças. Numa cena, aparece de mãos dadas com o garoto que hoje é pivô das acusações de abuso.

Em 18 de Novembro de 2003, policiais revistam Neverland em busca de provas e assédio sexual. Dois dias depois, entra algemado na delegacia de Santa Bárbara. Paga fiança de 3 milhões de dólares e é liberado.

Um ano e um mês se passaram e Michael é alvo de nove acusações no tribunal de Santa Bárbara, Califórnia: sete por atos lascivos com um garoto menor de 14 anos e duas por fornecer entorpecente (vinho) para facilitar a ação.

Em 2004 ao contrário do que aconteceu em 1993, desta vez vai haver um julgamento. As leis da Califórnia mudaram desde então e nenhum acordo pode anular o processo. Se condenado Michael pode pegar até 20 anos de prisão.

Michael Jackson é fenômeno mundial, um verdadeiro megastar. Com 30 anos de carreira recém-festejados, os números "entregam o jogo" a respeito deste inegável talento norte-americano - cantor, compositor, bailarino, arranjador, produtor e músico - e comprovam que ele é o artista solo de maior vendagem em todo o mundo, com a impressionante marca de 120 milhões de discos.

Durante quase meio século, Michael botou a turma pra dançar. Hoje, luta para permanecer como o centro das atenções e sobreviver às novas tendências musicais. Uma prova de que aos 45 anos, o 'Rei do Pop' ainda tem muitas histórias para contar.

Profissional

Michael Joseph Jackson se tornou um fenômeno o “Rei do Pop” quando mostrou pela primeira vez o seu passo que batizou como moonwalk quando deslizou de uma ponta do palco até a outra de costas na noite de 16 de maio de 1983 para uma apresentação comemorativa dos 25 anos da gravadora Motown. A partir deste dia ele nunca mais seria esquecido não só pelos recordes de vendagens de seus cds mas também pela sua vida, que se tornaria um turbilhão de excentricidades, onde nenhum outro astro conseguiria tal feito: de se auto destruir com tamanha força, que chegou a ofuscar sua música e sua carreira, apenas o que ficou em alta visibilidade foi sua vida pessoal.

Estima-se que a fortuna de Michael tenha chegado á US$ 1 bilhão de dólares conforme a revista Forbes em toda sua carreira, quando assinou um contrato de US$ 890 milhões de dólares com a Sony e a garantia de um cachê de US$ 1 bilhão como foi citado acima. Michael foi o primeiro cantor a ganhar 50% sobre tudo que vendesse e produzisse. Passou a ser considerado um sócio da gravadora, também pelo falto de ter metade dos direitos autorais do catálogo de músicas ATV Music Publishing, que incluiu cerca de 200 músicas dos Beatles gravadas entre 1960 e 1970, tendo se tornado o artista mais rico do planeta por vários anos, em 1991 e 1992 Michael figura em sexto lugar, com US$ 51 milhões arrecadados segundo a Forbes. Michael normalmente cobra por seus shows segundo a Sony sua gravadora oficial US$ 250 mil, porém na sua vinda ao Brasil em Outubro de 1993, a Xuxa produções, na época comandada pela Marlene Mattos foi a responsável pela sua vinda, oferecendo-lhe US$ 1 milhão livre de impostos, pelos shows do Brasil e de Buenos Aires, ganhando assim a concorrência do gaúcho Doddy Cirena da DC Set, que trouxe o Paul McCartney ao Rio.

Hoje esse cenário se modificou, existem várias reportagens que alegam que Michael está patinando numa forte crise financeira, segundo New York Post, Michael está sendo processado pelo City National Bank, da Califórnia (EUA), por ter emprestado US$ 862 mil, tendo ficado inadimplente. Outro caso seria o da firma sul coreana Union Finance and Investment Corp, que afirma que Jackson tem uma divida com ela de 12 milhões de dólares. Segundo a Forbes suas dívidas chegam a US$ 200 milhões.

Porém em 2003, o Histsdaily, a mais famosa revista sobre dinheiro e negócios nos EUA, publicou: “Em meio às especulações renovadas do endividamento de Michael Jackson, ou da falta de dinheiro, Charles Koppelman se emergiu como o último conselheiro / diretor do Gloved One. Em meio aos cochichos e murmúrios que Jackson não esteja bem em suas finanças líquidas, ele continua a ostentar um valor estimado em US$ 1 bilhão de dólares, incluindo sua aposta no catálogo Sony ATV Publishing (dizem que pode ser entre US$ 500 e US$ 700 milhões), sua própria companhia, o rancho Neverland e suas reservas superiores.”

Nenhum especialista hesita em dizer que Michael Jackson é um dos artistas mais talentosos que a música pop já conheceu.

Michael abriu as portas para a massificação da música negra, quando em uma reunião histórica com executivos da MTV que existia à um ano e meio, decidiram exibir “Billie Jean”, mudando os rumos da carreira de Michael, da MTV que antes só exibia clipes que os executivos consideravam rock branco e até mesmo da cultura americana.

Michael atingiu um estágio que acreditava ser invulnerável, por receber níveis de veneração próprios do status divino.

Conforme pesquisa feita em sites de fã clube foi concluído que geralmente o fã tem um sentimento passional em relação a Michael Jackson, poucos questionam a sua qualidade de excelente e verdadeiro cantor e dançarino. Nem mesmo os seus críticos. Porém a exposição de fatos de sua vida pessoal, vem desfocando a sua brilhante carreira profissional, sejam eles fatos ou factóides, a questão é que os fãs e admiradores desejam que o astro se livre dos fortes questionamentos que a mídia sensacionalista gosta de fomentar. Na maioria dos sites de fãs clubes pesquisados nota-se que os fãs não acreditam em nada do que se fala sobre o Michael, pelo contrário eles o vêem como a vitima, muitos promovem passeatas em pró ao Michael. O fanatismo é tamanho que a emoção chega a superar a razão.

Questionamos o Marcos Ferreira da Costa, fã do Michael desde 1983 e responsável pela confecção de um dos sites de fã clube do Michael mais visitados no Brasil, quanto à imagem desejada por ele como fã do Michael Jackson.”Eu particularmente, gostaria de ver Michael com uma imagem mais ”clean" e falo da imagem física, pois esta acaba se refletindo na percepção que as pessoas fazem de sua personalidade. Quando digo "clean", quero dizer uma imagem mais simples, cabelos curtos, roupas menos espalhafatosas, um Michael mais humanizado, menos mito. A comunicação é algo essencial, acho que ele devia se expressar mais também.” Michael se tornou uma pessoa tão inatingível que até para os seus fãs suas atitudes se tornaram um exagero descabido para o mundo real, como quando ele chocou a todos pendurando seu filho de poucos meses na sacada de um hotel.

O que faz uma pessoa ser fã? Quando se gosta de um artista, seja ele um cantor ou ator, é devido ao fato da arte daquele ser humano lhe afetar de forma que te deixe feliz ou satisfeito na apreciação de uma performance ou arte, você se identifica e admira ele, e de alguma forma você tenta imitá-lo seja com roupas, atitudes ou formas de pensar.

No caso do Michael Jackson pode-se dizer que existem algumas razões para que tantas pessoas sejam suas seguidoras:

ü Ele é um "hit maker", tem inúmeros sucessos e muitos dele foram #1 (segundo a Billboard ele é o artista solo com o maior número de músicas que alcançaram a primeira posição da parada pop, daí o título de Rei do Pop).

ü Seus passos de dança são incríveis, Fred Astaire disse que Michael Jackson é o seu sucessor... em 1983 Michael apresentou ao mundo o passe "moonwalk", onde ele deslizava no palco como se estivesse andando para trás.

Michael revolucionou a industria fonográfica, atrelando videoclipes criativos a músicas, quem não lembra de "Billie Jean" (primeiro clipe de um artista negro a ser exibido na MTV Americana, no vídeo Michael caminhava e seus passos iluminava o chão), "Beat it" (Michael unia duas gangues que brigavam com a sua dança), "Thriller" (o famoso clipe com zumbis), "Bad", "Smooth Criminal" (do filme "Moonwalker"), "Black or White" (com Maculy Culkin e a apresentação do efeito de "morphing" onde uma pessoa se transformava em outra e onde o próprio Michael se transformou numa pantera negra no final do clipe), "We are the world" (44 artistas unidos contra a fome na África) e muitos outros...

Michael Jackson apareceu com os seus irmãos em 1969 e fez muito sucesso sempre. Especialmente entre 1979 e 1993 o sucesso foi fora de qualquer padrão. Nem Beatles que é um marco da música durou tanto tempo. O principal diferencial de Michael sobre seus concorrentes sempre foi a sua qualidade associada à criatividade.

No final dos anos 60 e até o final dos anos 70, nenhuma banda de garotos teve seu retrospecto, as coreografias e a habilidade nata do pequeno Michael na dança e cantando saltava aos olhos.

Michael com 13, 14 anos ganhou um "Globo de Ouro" pela música "Ben", seu vocal foi perfeito. Nesta idade ele também já tinha um Grammy. Reconhecimento nunca foi problema.

A partir de 1979 se juntou com o maestro Quincy Jones e produziram juntos os clássicos álbuns "Off the Wall", “Thriller “e ”Bad".

Mostrou visão e criatividade pois nenhum dos 3 discos tem muitas semelhanças entre si, ele se reinventava a cada lançamento. As inovações se deram em vários campos, "Don't stop ´till you get enough" do disco "Off the Wall" (1979) é apontada por qualquer D.J. e especialistas como revolucionária. Sua instrumentação era inovadora à época, basta compará-las com as músicas contemporâneas, ela é usada até hoje como vinheta de abertura do programa da Rede Globo "Vídeo Show".

Nos anos 80, ele só lançou dois discos "Thriller" e "Bad", e bastou para superar qualquer concorrente. Falava-se em Prince e Madonna, mas nenhum foi tão criativo e teve tanta qualidade, Michael gravou 20 faixas nesses dois discos e viu pelo menos 15 serem grande sucessos. Seus concorrentes lançam diversos discos para ter uma ou duas músicas de sucessos.

Sem falar nas diversas participações que Michael fez nos discos de outros artistas, todos queriam pegar carona com Michael. Eis alguns: Paul McCartney, Stevie Wonder, Eddie Van Halen, Diana Ross, Rockwell, Mick Jagger e outros.

Tudo isso o transformou em mais do que uma celebridade, o transformou em um mito, um fenômeno, um prodígio, um louco, um narcisista, uma pessoa de outro planeta, surreal e que perdeu qualquer conexão com a vida e com as pessoas, ou qualquer outra coisa parecida que se possa chamar de Michael Jackson.

Discografia

Greatest Hits, Vol.1 (2001)

König des Pop. King of Pop. Rey del Pop. Rei do Pop. Não importa. Desde seu renascimento solista, ainda na década de 70, Michael Jackson provou que poderia desvincular-se de seus irmãos e de um glorioso passado musical junto aos Jackson 5 para construir sua própria história. E assim o fez.

Passados trinta anos, o novo milênio abre caminho para que o proclamado Rei do Pop apresente à nova geração clássicos da música pop contemporânea. Greatest Hits é um único álbum que reúne quinze dos maiores sucessos de um dos grandes fenômenos de nossa era remasterizados.

Nele é firmada toda a genialidade de Michael Jackson, seja na controvertida "Billie Jean" ou em cultuados clássicos, como "Man in the Mirror" e "Don't Stop 'Till You Get Enough". Jackson ainda explodem em soul na belíssima "Rock with You" e rege o eternizado solo de Eddie Van Halen em "Beat It".

Não só dono de incontáveis recordes, Michael Jackson prova que é um incontestável maestro, que por gerações aperfeiçoa sua obra. Greatest Hits é álbum indispensável para todo e qualquer amante de boa música.

Incluindo: "Billie Jean", "Beat It", "Black or White", "Bad", "Heal the World", "Man in the Mirror" e "Don't Stop 'Til You get Enough".

Invincible (2001)

Estados Unidos: 2 discos de Platina;

Reino Unido: disco de Platina;

Estimativa Mundial: +7 milhões de cópias;

Incluindo: "Unbreakable", "Butterflies", "Cry", "You Rock my World", "Whatever Happens", "Break of Dawn" e "2000 Watts".

Blood On The Dance Floor (1997)

Desde meados dos anos 80, Michael Jackson fez-nos perder a paciência por diversas vezes, espaçando por muitos anos o intervalo entre os lançamentos de seus novos álbuns. Mas nada é imutável no mundo do Rei do Pop e, em 1997, ele nos surpreendeu com o lançamento de Blood On The Dance Floor, HIStory in the Mix, quase dois anos após ao duplo HIStory.

Apesar disso, nada foi feito de repente. Blood On The Dance Floor estava em preparação desde o mês de novembro de 1996, porém consta no projeto inicial apenas o formato de maxi-single. Esta idéia foi reformulada pelos executivos da Sony Music e, assim, além de cinco canções inéditas, o álbum ganhou oito remixes. Canções inéditas? Sim, mas não novas.

Para seus discos, Jackson grava dezenas de canções - ficamos sem conhecer muitas delas, é bem verdade -, então, em Blood On The Dance Floor, foram usadas canções previamente gravadas e que não haviam sido escolhidas para entrar nos álbuns para que haviam sido destinadas.

Sabe-se que Michael revisou algumas canções em janeiro de 1997, entre elas "Morphine", regravada a partir de uma fita demo feita para o álbum HIStory em 1995 e "In The Back", que permanece inédita até hoje.

Algumas canções já estavam finalizadas. "Is It Scary", composta como trilha do filme "Família Addams II", e "Ghosts" não foram encaixadas em HIStory. Provenientes de Dangerous são "Blood on the Dance Floor" e "Superfly Sister", mas que de acordo com o produtor Bryan Loren, foi a segunda escolha de Jackson para o álbum, ele queria "Seven Digits", que não estava finalizada.

"O que posso dizer é que eu não gosto deles", fala Jackson sobre os remixes, e continua: "eu não aprecio o fato de alguém mexer na minha canção e transformá-la em uma coisa completamente diferente". Blood On The Dance Floor, lançado para promover a segunda fase da HIStory World Tour, teve repercussão discreta, o que incluiu dois dois singles Europeus.

Estados Unidos: disco de Platina;

Reino Unido: disco de Platina;

Estimativa Mundial: +6 milhões de cópias;

Incluindo: "Blood On The Dance Floor", "Morphine", "Superfly Sister", "Ghosts", "Is It Scary" e "HIStory (TM's HIStory Lesson)".

HIStory (1995)

Michael Jackson possui a mais bem-sucedida carreira musical de toda a história. Que persistam os rumores sobre sua privacidade, nada pode mudar tudo o que ele foi capaz de conquistar. Tornou-se um mito de incontestável criatividade musical. E em HIStory, uma semi-coletânea que divide em dois compactos seus maiores sucessos remasterizados e quinze novas canções, ele faz um retrospecto de sua trajetória pelo mundo da música.

O primeiro disco de HIStory seria facilmente um dos melhores da história, se não fosse uma coletânea. No segundo disco, sobram nuances hip-hop e letras controversas que em pouco se assemelham com a obra de Jackson.

Uma colaboração em excelência encabeça a lista de canções inéditas. É "Scream", onde Michael e sua irmã Janet Jackson respondem a escândalos que os envolveram em anos precedentes. Falam de humilhação, perseguição, vergonha e injustiça em um trabalho enérgico.

Banida da televisão americana e bombardeada por processos legais que a acusavam de anti-semita, "They Don't Care About Us", ironicamente, fala de preconceito. A dúvida sobre sua integridade foi levantada pelo Centro Simon Wiesenthal e pela Liga Anti-Difamação B'nai B'rith, que advertiram sobre "o perigo do mal-entendimento da mensagem por parte dos jovens fãs".

A canção foi regravada e retirada dela a palavra "jew", em português, "judeu", que assume um segundo significado quando usada como gíria: "trapacear".

Polêmica também em "D.S.", que, apesar de grafada como "Dom Sheldon", é um confronto direto a Tom Sneddon, promotor geral do Condado de Santa Bárbara que encaminhou processos legais contra o Rei do Pop em meados de 1993.

Se não bastasse, ainda nos resta a chocante "Money", onde Michael Jackson narra um "jogo demoníaco" por dinheiro.

Impondo a versatilidade que o estilizou na década de oitenta, Michael Jackson acrescenta ao álbum uma de suas obras mais iluminadas, "Stranger in Moscow"; conceitualmente melancólica, bela e complacente. Mais um momento áureo do álbum é "Earth Song", uma colaboração memorável com o produtor David Foster que resultou em uma melodia única, entrelaçada a belíssimos arranjos e ao espiritual Coral de Andrae Crouch.

HIStory levou Jackson à restrita lista de cinco artistas que conquistaram o topo da parada de sucesso Americana com uma coletânea e ainda recebeu 9 indicações ao Grammy - destaque para a singela "You Are not Alone", que tornou-se a primeira canção na história a estrear na primeira posição da Billboard. Ousado, polêmico e brilhante; afinal, este é Michael Jackson.

Estados Unidos: 7 discos de Platina;

Reino Unido: 5 discos de Platina;

Estimativa Mundial: 17 milhões de cópias;

Incluindo: "You are not Alone", "Scream (com Janet Jackson)", "Earth Song", "They Don't Care About Us" e "Stranger in Moscow".

Dangerous (1991)

Aguardado com a expectativa que normalmente é reservada às experiência únicas que envolvem as passagens raras do Cometa Halley pela Terra, Dangerous, o primeiro álbum de Michael Jackson na década de noventa, foi finalmente lançado em Dezembro de 1991.

O Rei do Pop se libertou de uma parceria de longa data com o produtor Quincy Jones e o resultado foi um álbum mais consistente e com utilização de novos e ousados ritmos, muitos deles herdados de Teddy Riley, um dos propulsores do funk-urbano concebido por Jackson para Dangerous. Isso é evidente em qualquer das faixas, porém acentuado nas batidas violentas de "Jam" e maliciosamente sensuais em "In the Closet".

Ratificando clássicos, Michael Jackson impôs toda sua genialidade compondo neste álbum canções que marcaram sua história. Sob a swingada "Remember the Time", Jackson jorra um perfeito exemplo de coesão entre trabalhos passados, presentes e futurísticos. Em "Heal the World", ele apresenta um lapidado remake de "We Are the World", sucesso em 1986.

Não o bastante, todo o brilhantismo do criador de "Billie Jean" remanesce em "Who is It", na confidencial "Will You Be There", e na fusão rock-pop de "Black or White", primeiro compacto de Dangerous, que estabeleceu um novo recorde, quando adicionado a 96% das 237 estações de rádio americanas e inglesas no primeiro dia de seu lançamento.

Michael Jackson viu Dangerous chegar ao topo como o álbum mais vendido de 1992 e posteriormente sendo consagrado o álbum mais vendido da década de noventa, ultrapassando vinte e oito milhões de cópias vendidas por todo o planeta, sete delas só nos Estados Unidos.

Também é o único álbum da história a consagrar sete canções entre as dez mais do Reino Unido, o segundo maior mercado fonográfico do Ocidente.

Estados Unidos: 7 discos de Platina;

Reino Unido: 7 discos de Platina;

Estimativa Mundial: 29 milhões de cópias;

Incluindo: "Black or White", "Heal The World", "Remember The Time", "In The Closet", "Give In To Me" e "Will You Be There".

Bad (1987)

Estados Unidos: 8 discos de Platina;

Reino Unido: 13 discos de Platina;

Estimativa Mundial: 27 milhões de cópias;

Incluindo: "Bad", "The Way You Make Me Feel", "I Just Can't Stop Loving You", "Man in the Mirror" e "Smooth Criminal".

Thriller (1982)

Nunca houve e muito provavelmente nunca haverá um álbum tão bem sucedido quanto Thriller. Não somente é um monstro mitológico e permanece como álbum mais vendido de todos os tempos como é gerador de um mix pioneiro de rock, pop e R&B que tornou-se padrão nos anos que o seguiram.

Como resultado, Thriller revigorou e reestruturou a música popular americana, que continua, até dias atuais, visando superação dos artifícios artísticos propostos pelo álbum, ou mesmo de seus recordes, hoje intactos.

Somente estas razões levariam Thriller e seu mentor, Jackson, à imortalidade. Porém paradigmas ainda maiores foram ultrapassados. Quando o álbum foi lançado, em 1982, artistas negros eram por completo desmerecidos e ignorados por grande parte do recente mercado fonográfico. Muito mudou quando grandes produções desenvolvidas para os vídeos de "Billie Jean" e "Beat It" abriram as portas para que a então-iniciante MTV transmitisse pela primeira vez videoclipes de um artista negro.

E este é apenas um exemplo das barreiras culturais suplantas por Thriller. Pessoas de todos os cantos dos mundo, raças e costumes, adquiriam um exemplar deste. E sua turnê promocional, a Victory Tour, se apresentou para as platéias mais racialmente mistas de toda história contemporânea.

Com tamanha quantidade de marcos é fácil esquecer que Thriller é apenar um disco. Um ótimo disco. Desde o eloqüente chamado de "Wanna Be Startin' Somethin'" às charmosas e delicadas notas de "The Lady In My Life", Thriller respira dosagens preciosas de boa música. Bordada entre suas nove canções estão as batidas precisas e o ritmo contagiante de "Billie Jean", o rock progressivo de "Beat It", com Eddie Van Halen, o raggae-rap da faixa-título e a vívida balada "Human Nature", lado a lado.

Passados vinte anos, Thriller permanece um dos mais representativos fenômenos da história popular americana, vendeu mais de 50 milhões de cópias e espalhou sete grandes sucessos por todo o planeta.

Estados Unidos: 28 discos de Platina;

Reino Unido: 11 discos de Platina;

Estimativa Mundial: 53 milhões de cópias;

Incluindo: "Billie Jean*", "Beat It*", "The Girl Is Mine (com Paul MacCartney)", "Thriller" e "Wanna Be Startin' Somethin*".

Off the Wall (1979)

Off the Wall marca o primeiro passo decisivo de Jackson em sua corrida para desvencilhar-se da figura de criança prodígio e em busca de maturidade, o que lhe rendeu o título de Rei do Pop.

Como o primeiro triunfo solo de sua carreira, Off the Wall apresentava ao público sofisticados vocais R&B mergulhados em uma fusão disco respeitável sobre a produção de Quincy Jones; muitas vezes auxiliado por Jackson.

Aclamado e cultuado inovador, o duo evidenciou novos padrões de produção que colaboraram para que Off the Wall firmasse recordes e se apoderasse do posto de álbum negro mais bem sucedido de todos os tempos por três anos, até ser suplantado por Thriller, que veio a ser o álbum mais vendido da história.

O primeiro lançamento adulto de Michael Jackson ainda produziu nunca-antes-conquistados quatro hits provenientes de um mesmo álbum, dois deles atingindo o topo da lista Billboard de singles mais executados da América: "Don't Stop 'Till You Get Enough" e "Rock with You", este apontado, anos depois, em 1999, como uma das cem melhores canções do milênio.

Poucos apostavam que Jackson seria capaz de suplantar seu próprio recorde: Off the Wall vendera 17 milhões de cópias. Isto fez dele, em 1979, o artista negro que mais vendera discos na história. Porém, seu lançamento subseqüente, inicialmente intitulado Starlight, ganhou o mundo como Thriller.

Estados Unidos: 7 discos de Platina;

Reino Unido: 6 discos de Platina;

Estimativa Mundial: 17 milhões de cópias;

Incluindo: "Rock With You", "Don't Stop Till You Get Enough*", "She's Out Of My Life", "Off The Wall", e "Working Day and Night*".

Forever, Michael (1975)

Motown Record Company (PolyGram). Produzido por Brilland Holland, Sam Brown III, Hal Davis, Freddie Perren e Fonce Mizell.

Incluindo: "One Day In Your Life", "Just A Little Bit Of You", "We're Almost There", "I'll Come Home To You" e "Dear Michael".

Music and Me (1973)

Motown Record Company (PolyGram). Produzido por Jerry Marcellino, Mel Larson, Freddie Perren, Hal Davis e Bob Gaudio.

Incluindo: "Music and Me", "Happy (Love Theme From Lady Sings The Blues)", "Euphoria" e "With A Child's Heart".

Ben (1972)

Motown Record Company (PolyGram). Produzido por Hal Davis, "The Corporation TM", Jerry Marcellinol e Mel Larson.

Incluindo: "Ben", "My Girl", "People Make The World Go Round", "You Can Cry On My Shoulder" e "Everybody's Somebody's Fool".

Got To Be There (1971)

Motown Record Company (PolyGram). Produzido por The Corporation e Hal Davis.

Incluindo: "Rockin' Robin", "Got To Be There", "I Wanna Be Where You Are", "Maria (You Were The Only One)", "Ain't No Sunshine" e "You've Got A Friend".

Turnês

Bad World Tour -1987-1989

A Bad World Tour foi a primeira turnê solo de Michael Jackson e começou em 12 de Setembro de 1987, Tóquio, e terminou em 27 de Janeiro de 1989, Los Angeles. Durante seus dezesseis meses de duração, Michael Jackson se apresentou em quinze países e realizou um total de 123 concertos, 92 deles com lotação esgotada, para uma audiência estimada em 4.4 milhões de pessoas.

Dividida em duas partes, a primeira percorreu a Ásia e Oceania, a segunda, América do Norte, Europa e Japão - onde aconteceram os onze primeiros concertos da turnê, todos com lotação esgotada, somando um total de 450.000 (quatrocentos e cinqüenta mil) espectadores.

Em Londres, a Bad World Tour entrou para o "Guiness" - o livro dos recordes - ao apresentar sete concertos com lotação esgotada no Estádio de Wembley, para uma audiência estimada em 504.000 pessoas. Mais tarde, Jackson quebraria este recorde com a Dangerous World Tour na Cidade do México.

A Bad World Tour tornou-se a turnê mais rentável da história, levando aos cofres de Michael Jackson uma fortuna estimada em 125 milhões de dólares.

Lista de Músicas: (primeira parte) Wanna Be Startin' Somethin'; Things I Do For You; Off The Wall; Human Nature; Heartbreak Hotel; She's Out Of My Life; I Want You Back/The Love You Save/I’ll Be There; Rock With You; Lovely One; Working Day And Night; Beat It; Billie Jean; Shake Your Body; Thriller; I Just Can't Stop Loving You; Bad. (segunda parte) Wanna Be Startin' Somethin'; Heartbreak Hotel; Another Part Of Me; I Just Can't Stop Loving You; She's Out Of My Life; I Want You Back/The Love You Save/I’ll Be There; Rock With You; Human Nature; Smooth Criminal; Dirty Diana; Thriller; Working Day And Night; Beat It; Billie Jean; Bad; The Way You Make Me Feel; Man In The Mirror.

Dangerous World Tour – 1992

A Dangerous World Tour começou em 27 de Junho de 1992 no Estádio Olímpico de Munich, Alemanha, e finalizou-se em 11 de Novembro de 1993 na Cidade do México, México, com um total de 69 concertos realizados para uma audiência estimada em 3.8 milhões de pessoas.

O espetáculo multimilionário percorreu a Europa, Oceania, Ásia, Rússia e América; tendo realizado dois shows no Brasil para 250 mil espectadores nos dias 15 e 17 de Outubro de 1993. A turnê quebrou recordes de bilheteria em dezenas de países; no Japão, oito concertos consecutivos tiveram lotação esgotada.

Na Cidade do México apresentou-se para uma audiência estimada em meio milhão de pessoas com cinco concertos e encontrou para o livro "Guinness" dos Recordes, quebrando o recorde mundial de audiência a um concerto, estabelecido por ele mesmo em Londres, 1988, com a Bad World Tour.

Transmitido ao vivo pela rede HBO direto de Bucarest, Romênia, o show da Dangerous World Tour tornou-se o maior índice de audiência já conquistado na história da TV a cabo, que rendeu-lhe o "Cable Ace Award" por mérito. Na Ásia, a turnê também levantou uma bem-sucedida campanha contra a pirataria.

A Dangerous World Tour, que foi dividida em duas partes, teve seguimento cancelado por problemas de saúde e toda sua renda foi destinada à Fundação Heal The World e à entidades locais.

Lista de Músicas: (primeira parte) Jam; Wanna Be Startin' Somethin'; Human Nature; Smooth Criminal; I Just Can't Stop Loving You; She's Out Of My Life; Jackson 5 Medley; Thriller; Billie Jean; Workin' Day and Night; Beat It; Someone Put Your Hand Out (instrumental); Will You Be There; Black Or White; Heal The World; Man In The Mirror. (segunda parte) Jam; Wanna Be Startin' Somethin'; Human Nature; Smooth Criminal; I Just Can't Stop Loving You; She's Out Of My Life; Jackson 5 Medley; Thriller; Billie Jean; Will You Be There; Black Or White; Heal The World; Man In The Mirror (em apenas alguns concertos).

HIStory World Tour – 1996 - 1997

A HIStory World Tour começou em 7 de Setembro de 1996, República Checa, e finalizou-se em 15 de Outubro de 1997, África do Sul, com um total de 82 concertos realizados para uma audiência estimada em 4.5 milhões de pessoas.

Durante suas duas partes, Michael Jackson apresentou-se em 58 cidades, 35 países e 5 continentes, quebrando recordes bilheteria por onde passava, como na Nova Zelândia, em Amsterdã, Moscou e na Finlândia, onde todos os ingressos foram vendidos em menos de uma hora.

Aproximadamente 40.000 pessoas assistiram Jackson em Luxemburgo; um país onde 40.000 pessoas representa 10% de toda população. A turnê também fez história, com ela, Michael Jackson apresentou-se pela primeira vez na África.

Pela terceira vez Michael Jackson firmou seu recorde mundial de audiência a um concerto, estabelecido anteriormente por ele na Cidade do México durante a Dangerous World Tour. A HIStory World Tour levou um milhão de pessoas ao Estádio de Wembley, em Londres em uma semana de concertos com lotações esgotadas.

Depois de oito anos sem apresentar-se nos Estados Unidos, Michael Jackson chegou ao Hawai em Janeiro de 1997 para dois concertos no Estádio de Aloha, que foram vendidos em tempo recorde: menos de 24 horas.

Durante sua parada na Austrália, Michael Jackson fez 9 concertos consecutivos com lotação esgotada em cinco cidades diferentes - Sydney, Brisbane, Melbourne, Adelaide e Perth - para um público de aproximadamente 334.000 espectadores.

Quase um milhão de pessoas assistiram Michael Jackson durante a passagem da HIStory World Tour pela Alemanha nos dez concertos realizados pelas cidades de Munique, Berlim, Cologne, Leipzig, Kiel, Gelsenkirchen e Hockenheim, firmando um novo recorde no país, que anteriormente pertencia aos Rolling Stones, com a marca de 550.000 ingressos vendidos.

Lista de Músicas: Scream; They Don't Care About Us; She Drives Me Wild/In The Closet; Wanna Be Startin' Somethin'; Stranger in Moscow; Smooth Criminal; You Are Not Alone; The Way You Make Me Feel*; Jackson 5 Medley; Off The Wall Medley*[1]; Billie Jean; Thriller; Beat It; Come Together/D.S.*; Blood On The Dance Floor*; Dangerous; Black or White; Earth Song; Heal the World; HIStory.

Michael Jackson and Friends – 1999

Noite de sexta-feira, 25 de Junho de 1999, maior talento de Michael não é dançar como ninguém, ou cantar unicamente, ou escrever músicas incríveis como só ele faz. O maior talento deste homem extraordinário é trazer alegria às pessoas, seja em sua música, seja dançando, ou fazendo caridade. Michael tem esse dom de alegrar pessoas, trazer felicidade, e naquela noite foi o que ele fez para 70 mil pessoas no estádio e para milhões que foram beneficiadas com as rendas do projeto.

Público-alvo

A música pop considerada música popular se mantém graças a grande reciclagem de gêneros pop que são com freqüência atualizados com novos ritmos, ou algo que diferencie o artista. O grande número de artistas que se lançam no mercado faz com que tenhamos uma variedade muito grande de públicos-alvo. O que acontece no mercado é algo bem diferente em relação a um produto lançado para o consumidor como por exemplo: um novo tipo de produto alimentício, higiênico etc. Normalmente neste tipo de produto o consumidor se identifica e vê os benefícios que pode obter, em alguns casos começa a ter uma certa fidelidade de consumo, até que apareça outro que atenda suas necessidades por um melhor preço ou mais benefícios.

Já no mercado musical o público pode ser visto de uma forma diferenciada, pois na maioria das vezes um consumidor de um estilo musical pode ser fã de dois artistas simultaneamente como por exemplo, alguém que goste da Madona e Michael Jackson, ou mesmo um consumidor que goste de ritmos totalmente diferentes, o que pode levá-lo a ser consumidor em potencial de mais de um tipo de estilo musical.

No que diz respeito a Michael Jackson, sua atual gravadora Sony Music, tem uma grande dificuldade em encontrar estratégias bem elaboradas justamente por não saber qual seria o público-alvo do cantor atual, a escolha de celebridades que pode ajudá-lo a obter um novo público-alvo, para quem sabe ter novamente o trono de rei do pop, pode ser Britney Spears fazendo um dueto com ele atraindo assim o público jovem, como também Liza Minelli que tem um público mais idoso porém com alta fidelidade.

Segundo Marcos Ferreira da costa, presidente de um dos maiores fã clubes de Michael no Brasil, seu público-alvo principal está nas pessoas entre 23 e 46 anos, apesar de receber contatos em todo o país até de jovens de 14 anos. Este público é bem dividido entre homens e mulheres na maioria da classe média e média-alta. Normalmente este público tem uma idolatria total, organizando clubes, manifestações de forma incondicional. Pois quando falamos do público de Michael, falamos simplesmente do público do artista que lançou o álbum mais vendido de todos os tempos Thriller com mais de 55 milhões de cópias.

Segundo a agência de notícias Reuters a TV americana acreditando neste potencial de público, irá lançar um filme sobre a carreira do ídolo, desde sua infância até os dias de hoje e terá o titulo provisório de Family Values.

Sem dúvida Michael é considerado um Mega Star, por seu talento como compositor, cantor e bailarino e devido uma ampla divulgação de marketing originando Shows, nos principais países do mundo, faz com que ele tenha um número muito grande de simpatizantes de varias faixas etárias, más identifica-se o seu público-alvo todo aquele em potencial de compra e consumo de CDs, shows e produtos que dizem respeito ao astro. Suas apresentações em shows são feitas estrategicamente após o lançamento de seus álbuns o ultimo lançado em outubro de 2001, o qual conseguiu um top na América e um segundo lugar na Europa.

Canal de Distribuição

O principal canal de distribuição de Michael desde 1978 quando ainda participava do grupo The Jacksons é a gravadora Sony Music através do selo Epic. A importância da escolha de um canal neste caso de uma gravadora é fundamental pelo fato de ser ela responsável pela divulgação do álbum lançado, será a gravadora com uma estratégia bem definida a responsável por um resultado positivo se as emissoras de rádios tocarem as músicas, através da aceitação do público o aumento das vendas de CDs e vídeo clipes, o qual ira divulgar e aumentar o número de agentes que contratarão os shows por todo o mundo, apesar do turbulento relacionamento entre Michael e seu principal canal esta parceria teve um resultado positivo durante muitos anos, com o lançamento e divulgação de seus principais álbuns como:

Off the wall- lançado em 1979, vendeu mais de 11 milhões é vencedor de um Grammy(don t stop till you get enough).

Thriller- lançado em dezembro 1982 foi é o álbum mais vendido de todos os tempos com mais de 55 milhões, recebeu entre muitos prêmios 8 grammys além de 18 prêmios da Billboard e entrou para o Guinness Book como o mais vendido do mundo.

Bad- lançado em 1987, vendeu na época 25 milhões de cópias sendo o segundo mais vendido da história perdendo somente para Thriller, recebendo também diversos prêmios.

Dangerous- lançado em 1991, considerado a maior produção já vista para o lançamento de um disco, sendo o terceiro mais vendido da história.

HlStory- lançado em 1995, vendeu na época 17 milhões se considerarmos que ele é duplo 34 milhões.

Blood on the Dance Floor- lançado em 1997 é o disco de remix mais vendido até hoje com mais de 6 milhões de cópias.

Invincible- lançado em outubro de 2001 foi o último atingindo top na América e Europa.

Considera-se o canal de distribuição de extrema importância para o sucesso e divulgação do artista, más devido os últimos processos que Michael está sendo envolvido podemos dizer que o final do relacionamento entre Michael e a Sony music está próximo pois a gravadora não está encontrando caminhos estratégicos que agrade o astro que até chegou a fazer uma passeata acusando a Sony de racismo pois ele achou o valor baixo de divulgação de seu álbum, estimado em US$ 25 milhões.

Apesar de todos os problemas existentes é do interesse da Sony a divulgação de um novo álbum Number one, pois será uma tentativa de recuperação depois de gastar US$ 30 milhões na gravação de Invincible.

O Futuro do Mercado Fonográfico – Os Motivos das Quedas nas Vendas de Cds no Brasil e no Mundo.

Estudos revelam cada vez mais quais serão as mudanças e os rumos que o mercado fonográfico tomará em um futuro não tão distante. Quem imaginou que o ano de 2002 tenha sido um ano ruim para a indústria fonográfica necessita refazer as contas, pois o ano de 2003 conseguiu ser ainda mais sombrio. No Brasil, por exemplo, a gravadora Abril Music teve que encerrar suas atividades devido a forte concorrência com gravadoras multinacionais e a escalada na pirataria de CDs.

Em 2002, a Abril abocanhou 4,7% das vendas de CDs no Brasil, ficando em sétimo lugar no ranking das maiores gravadoras – atrás da Universal (21,8%), Sony Music (16,3%), Warner (14, 8%), Som Livre (14,6%) e EMI (12,1%). Essa fatia de uma movimentação de mais de um bilhão de reais (R$ 1.042.300.000,00, mais exatamente), não foi o suficiente para manter a gravadora. Os números dos business fonográfico são curiosamente contraditórios. Apesar do faturamento com a venda de CDs ter aumentado e relação a 2001 – uma subida de 4,4%, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Discos – a quantidade de discos vendidos vem caindo ano a ano.

Os 105 milhões de CDs comercializados em 1998 caíram pra menos de 80 milhões em 2002. No mesmo período, a participação das vendas de CD no faturamento geral do comércio caíram de 0,85% para meros 0,07%. Na grande São Paulo, maior centro comercial do país, a queda de faturamento com vendas de CDs foi de 39% de 2001 para 2002. Nem mesmo épocas festivas como Natal, conseguiu dar alento aos vendedores de discos.

A pirataria é vista como a grande vilã desse cenário. Apenas a China supera o Brasil em números absolutos de CDs piratas. Calcula-se que pelo menos 40 milhões de discos falsificados tenham sido vendidos no ano passado, perfazendo nada menos que metade do mercado oficial. Desde 1997, a pirataria aumentou mais de espantosos 1300%, partindo de magros três milhões de CDs piratas vendidos naquele ano.

Segundo José Éboli, presidente da Sony Music Brasil, diz que embora em dólares os preços dos CDs no Brasil sejam os mais baixos do mundo, eles ainda são inacessíveis para grande parte dos brasileiros, que acabam comprando os produtos piratas. A indústria fonográfica muito prejudicada, só terá condições de trabalhar normalmente no Brasil se conseguir reduzir a produção de CDs piratas dos 55% atuais para pelo menos 30%.

A falta de renovação artística também foi apontada por Éboli como um entrave ao desenvolvimento do mercado brasileiro.

José Éboli revelou que em 2001 o mercado fonográfico mundial movimentou US$ 33 bilhões. Trata-se de uma queda de 36,7% em relação ao faturamento do mesmo período no ano de 2000. Os dados são da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) que ilustra uma tendência de queda iniciada em 1999, quando a receita do setor despencou de US$ 1,17 bilhão em 1998 para quase a metade no ano seguinte, US$ 668 milhões.

Especialistas do ramo tais como, artistas, gravadoras e representantes do meio chegaram a um consenso sobre os motivos da crise. Pirataria, alto preço dos CDs, popularização do CDR (o CD regravável), ou até mesmo a falta de novos talentos.

Se por um lado à pirataria é eleita como a grande vilã, por outro, são as gravadoras é que levam a bronca, pois são acusadas de manter os valores dos CDs comercializados muito acima do que o esperado pelos consumidores mesmo não tendo essa necessidade. No Brasil, por exemplo, um CD no Lançamento pode custar em média R$ 25,00, já o custo para replicar um CD fica em torno de R$ 1,00. A diferença é absurda, porque afinal de contas, quando compramos um CD original não se está se comprando o suporte físico, mas o conteúdo (música) ali contido.

Esta música é uma obra criativa, tal qual uma pintura, uma escultura e tem seu valor artístico. O custo fabril e apenas um dos componentes no preço de um CD. Nele estão contabilizados os gastos com direitos autorais e artísticos, produção e marketing do CD, gastos com músicos, aluguel de estúdios, pagamento de impostos, custos para descobrir artistas (pois nem todos os artistas têm vendagens que recuperam os gastos investidos), etc.

O CD pirata por sua vez tem apenas o custo fabril, pois é cópia de CDs bem sucedidos das gravadoras.

As gravadoras de defendem dizendo que não são só os valores baixos que levam uma pessoa a consumir um CD pirata a um CD original. A responsabilidade fica também a cargo das gravadoras não encontrarem artistas ou gêneros musicais que podem substituir sucessos. É justamente com esse argumento que as grandes gravadoras capitalizam outra enorme fonte de críticas, já que a impressão é de que elas mesmas sejam responsáveis por ondas efêmeras que elegem os sucessos do momento. Há uma crise de criatividade do mercado fonográfico, uma falta de visão. Freqüentando a noite, descobre-se uma efervescência, música sendo tocada por gente nova e com público forte que as majors não conseguem atingir.

A crise afeta principalmente os novos artistas, pois sem investimentos, não há lançamentos. A crise recai sobre os mais novos, já que os artistas mais conhecidos não vão deixar de ser lançados.

A febre de downloads de músicas no formato MP3 via internet também contribui para a decadência do mercado fonográfico, ainda que bem menor que a pirataria física.

Isso se deve ao fato de consumidores de música reclamarem por anos que os preços dos CDs são muito altos, e muitas pessoas preferem copiar as músicas disponíveis on-line, pois não pagam nada por elas.

Para que possamos compreender com maior clareza, abaixo segue breve relato explicativo sobre o que são essas duas formas de comercializar música que tanto têm assolado o mercado fonográfico mundial:

Pirataria

Trata-se de uma violação de direitos autorais. É a utilização, venda, distribuição ou uso desautorizado de uma obra musical. Esta violação pode ocorrer de diversas formas, sendo a reprodução de fonogramas sem autorização dos respectivos titulares a mais comum delas. A cópia de gravações musicais em CDs ou fitas cassetes, bem como a transferência e disponibilização de arquivos musicais través da internet requerem necessariamente, a autorização dos titulares do direito de utilização do fonograma.

Caracteriza-se por direito autoral todo o direito moral e patrimonial que o autor de obra intelectual possui sobre sua criação. Os direitos patrimoniais são aqueles que compreendem, principalmente, a exploração econômica da obra podendo ser transferidos para terceiros, inclusive, já os morais do autor sobre sua criação – nosso caso músicas – são direitos intransferíveis, dessa forma, mesmo que a obra esteja sendo explorada economicamente por uma terceira pessoa a autoria continuará sendo atribuída àquela pessoa originalmente criou a obra tutelada. Esses direitos foram internacionalmente consolidados na convenção de Berna de 1887, em vigência até os dias atuais.

A falsificação então, nada mais é que a reprodução integral de uma obra.

Compilação é a gravação de músicas variadas em um mesmo CD sem respeitar uma ordem. Bootleg são gravações ao vivo de shows. Bootleg também pode ser considerado pirataria, pois o artista não autorizou a gravação. O download é a replicação de dados entre dois computadores.

Streaming é o processo pelo qual um arquivo de mídia é executado no computador do usuário, mas não é transferido ou replicado. Apenas a parcela do arquivo necessária é transferida ao computador de destino para que ele seja executado.

No caso de bandas covers, podem tocar e interpretar uma música, porém, se quiserem gravar um disco, por exemplo, com músicas de autoria de um artista, deve-se pedir autorização da editora para utilizar a obra. Uma vez gravada, se faz pagar direitos autorais por esta utilização. No caso de interpretar a música de terceiros em espetáculos ao vivo, de acordo com a lei de direitos autorais é o dono do estabelecimento comercial quem deve pagar.

No mundo inteiro a execução pública de obras musicais e fonogramas (música gravada), gera um direito de execução pública para seus titulares e os usuários (casas de show, discotecas, bares, restaurantes, rádios, tvs, etc.) devem pagar por sua utilização. Vale ressaltar que quando organizamos uma festa privada o uso é livre, pois quando se compra um CD se adquire o direito de ouvi-lo. Mas quando se toca em locais públicos abertos, deve-se pagar remuneração pela execução da obra.

O autor de uma obra tem o direito sobre ela até 70 anos após sua morte (pois o direito se transfere aos herdeiros). Há duas categorias de direitos, morais e materiais. O autor pode por exemplo, autorizar ou não o uso de sua obra por quem quer que seja. Assim, se o grupo Planet Hemp quiser gravar uma música de autoria do Roberto Carlos, ele, Roberto Carlos pode autorizar ou não. Da mesma forma que se ele quiser, pode proibir a TV Globo de tocar suas músicas.

Quando, no entanto o intérprete (diferente do autor, por exemplo, o Roberto Carlos cantando músicas de Erasmo) grava um CD, a gravadora é detentora da gravação, pela qual pagará royalties ao Roberto Carlos sempre que reproduzir a música e o mesmo terá direitos de execução pública como intérprete, enquanto Erasmo receberá direitos de exibição pública como autor.

Assim, se o interprete é também o autor da música e quiser re-gravar aquela música, ele sempre poderá. Se quiser utilizar a gravação já realizada durante um contrato com a gravadora, terá que pedir autorização, pois o fonograma (aquela gravação) pertence à gravadora.

A pirataria realmente tem sido a preocupação principal da indústria fonográfica. O avanço tecnológico melhorou a qualidade do suporte (LP, CD, fita Cassete), mas facilitou a proliferação da pirataria. A indústria do mundo inteiro tem investido milhões de dólares para combater essa prática.

Internet

As músicas disponibilizadas na internet são propriedade de terceiros e qualquer forma de utilização depende de prévia e expressa autorização do autor e do produtor fonográfico (gravadora), quando se tratar de música gravada (fonograma). Portanto, quando se compra um CD, adquire-se o direito de ouvir as músicas nele contidas. Deve-se notar que em todo o CD ou outro suporte material (LPs, fitas-cassete), vem a inscrição: “Todos os direitos do produtor fonográfico de dos proprietários da obra gravada são reservados. A reprodução, a locação, a execução pública e a rádio tele-difusão deste disco estão proibidas”.

Vale lembrar que para disponibilizar uma gravação na rede, faz-se necessária uma reprodução e a reprodução sem autorização é crime previsto por lei.

Há quem julgue o MP3 como uma alternativa de escolha contra os modismos impostos pelas rádios e emissoras de televisão. A internet é uma grande ferramenta de divulgação não apenas de música, mas de todo e qualquer conteúdo. Ocorre que o MP3 vinha e ainda vem sendo utilizado em muitos casos, em total desrespeito aos direitos de autores, artistas, músicos e gravadoras. Hoje, os próprios criadores do MP3 e do Napster já entenderam o porquê da briga. As músicas têm donos e cabe a eles escolherem se querem ceder ou não suas obras para reprodução.

Com as novas tecnologias e softwares de administração de direitos, a internet será um grande instrumento de divulgação e talvez venha a ser no futuro a única forma de disponibilização da música.

Tendências do Mercado Fonográfico

Comercialização pela Internet

Em virtude da queda nas vendas e no faturamento, gravadoras tem estudado novas formas de se comercializar música daqui pra frente. Caso essas novas fórmulas não sejam implantadas, podemos considerar que em breve, em diversos países, o conceito de gravadoras como temos hoje não mais existirá.

Segundo alguns diretores de gravadoras, a busca de um formato que substitua tanto o CD quando o MP3 pode ser a solução. O CD pode vir a acabar como aconteceu com o LP e a Fita Cassete. Nos Estados Unidos e Japão onde as conexões de alta velocidade à internet estão se popularizando cada vez mais, a queda nas vendas de CDs está cada vez maior porque as pessoas estão se interessando muito mais pelo MP3.

Com a conscientização de que música tem preço, a tendência é que se vendam não mais CDs e sim faixas para criação de discos personalizados. O cliente escolherá a seleção das músicas, recebendo o produto no dia seguinte como todos os royalties calculados.

A notícia aguardada com ansiedade é a decisão das cinco grandes gravadoras do mercado sobre a criação da Phononline, uma plataforma onde o usuário poderá compra legalmente as faixas que lhe interessam, pagando um preço razoável por isso. EMI, Universal, Sony, BMG e Warner planejam sua entrada na rede. Do público-alvo, acreditam os chefes do setor, fazem parte não só o internauta que hoje recheia suas bolsas de troca de músicas, mas também donos de lojas, emissoras de TV e rádio de todo o mundo. Esse tipo de conduta é apontada por pesquisa do Instituto Forrester Research como uma perspectiva para enfrentar a crise.

Home Studio

Os home studio também se tornaram outras fontes alternativas na produção de música o que acaba impactando no valor final da comercialização de um CD. Não é de hoje que os produtores musicais vêm gerando obras primas em sistemas de gravações montados em suas casas. Vários músicos, especialmente a partir dos anos 80, com a tecnologia MIDI, começaram a se voltar para a informática e criaram novas linguagens musicais de expressão internacional. A novidade é uma geração inteira, como vemos agora, formada pelos contingentes culturais os mais diversos, gravando em seus estúdios todo o tipo de música, divulgando seu trabalho em CDs ou até pela própria internet.

Estão praticamente alheios ao gigantesco mercado fonográfico tradicional e seus problemas atuais como quedas nas vendas e pirataria.

Em se tratando de uma geração inteira, é inegável a repercussão deste tipo de prática. Com total liberdade criativa e todo o tempo do mundo, muitos têm conseguido sucesso de crítica e boas vendagens. O termo “independente”, que já foi referência de selos e gravadoras de médio porte, hoje quer dizer feito em casa. Em guetos ou na internet, novos artistas procuram novas linguagens.

Esse fenômeno é mundial, regido pela voracidade da indústria e seus modelos de marketing. De repente, quase na virada do milênio, os computadores e os conversores de áudio tinham evoluído e seu preço despencado. A internet se popularizou e seus usuários passaram a devorar arquivos de áudio feitos por todo o mundo. Os gravadores de CDs e os CDs virgens ficam muito baratos e cada músico passa a ter sua própria gravadora.

A lista de músicos que partiram para a aquisição de seu próprio material de gravação – e encontraram canais próprios para atender seus nichos de mercado – é tão vasta que já se pode falar num novo modo de produção. Milhões de músicos em muitos países estão produzindo suas obras e de seus colegas em suas próprias casas. Seja para atender ao mercado fonográfico tradicional, independente ou underground, seja para dar suporte artístico e técnico a outras empresas, como produtoras, emissoras de TV e de rádio, igrejas, agências e clientes diretos como os partidos políticos, esses estúdios, com seus recursos no nível em que estão hoje, só são chamados de home porque ficam nas casas das pessoas. Muitos já são de fato, estúdios.

Não devemos classificar como home studio equipamentos de alto custo usados em grandes gravadoras só por terem sido instalados na residência de um artista ou produtor. Mas com os equipamentos sendo engolidos pelos programas de computador, o custo de um autêntico estúdio caseiro passou a comportar todo tipo de ferramenta de alta tecnologia, equiparando seus resultados, em muitas ocasiões, aos de estúdios infinitamente mais caros.

Embora as grandes gravadoras estejam preocupadas com esses estúdios, há mercado para todos. Talvez daqui pra frente não seja mais tão concentrado como era antes com cinco ou seis gravadoras decidindo o que o mundo ia ouvir. Talvez não dê para um mesmo artista vender milhões de cópias, mas dê para milhares de novos artistas e gêneros venderem alguns milhares para seu público. E os técnicos terão um mercado de trabalho muito maior, assessorando os músicos/produtores com sua experiência e conhecimento especializado. A presença de um produtor musical, um técnico de som ou um músico mais experiente será tão bem vinda nesses pequenos estúdios como vem sendo nos maiores. E é essa boa convivência entre o novo produtor/proprietário de um home studio e os convidados mais experientes que permite disseminar informações e expandir o mercado. E os maiores estúdios serão sempre necessários para os maiores trabalhos.

O que importa mais aqui é, antes da questão quantitativa, a qualidade artística que brota naturalmente desse novo modo de produção. Numa fase inicial, é previsível que os novos produtores busquem uma identificação com os modelos musicais presentes nos planos de marketing das gravadoras. A decorrência natural poderá ser uma explosão de novos estilos que, em maior ou menor medida, encontrarão suas platéias. A imensa maioria provavelmente terá dificuldades em se fazer ouvir. Só que com o aumento da oferta, a música de qualidade, inovadora dentro de sua estética, deverá encontrar vias alternativas às atuais e se fazer conhecer por um público crescente.

Incontáveis gêneros musicais que foram simplesmente banidos das gravadoras, como a música erudita e a contemporânea, a música regional e folclórica, o jazz e a música instrumental, além de gêneros que estão e sempre estarão sendo inventados, por não serem considerados “comerciais”, têm agora os elementos que faltavam para voltarem a florescer. Independentes do lugar ou do tempo, com as novas ferramentas eletrônicas de produção e divulgação, novos mercados deverão se formar em torno desses muitos segmentos culturais e artísticos.

O que incomoda as gravadoras é a aspiração maior da classe musical: a não concentração de vendagens, a segmentação do mercado fonográfico. Para quem vende cópias de gravações como sabonete, concentrar as vendas em poucos artistas é atraente. São vendidas milhões de cópias a partir de uma só campanha de marketing. O argumento da indústria é que isso é fundamental para mantê-las. Contudo, os home studios não deixam de abrir novas perspectivas de mercado.

Queda nos Preços dos Cds

A Universal Music Group, a maior gravadora do mundo, anunciou que cortaria os preços de compact discs em até 30% em uma concorrência agressiva para atrair os consumidores de volta às lojas de discos.

O profundo corte de preços – o único a ser aplicado a novos CDs desde que o formato foi introduzido no início dos anos 1980 – representa uma aposta da Universal de que mais consumidores comprarão mais CDs se os preços caírem abaixo do US$ 13. Ele também reflete até que ponto a troca de arquivos pela internet conseguiu minar o negócio fonográfico.

Sob o novo esquema de preços, a Universal baixaria seu preço de atacado por CD de US$ 12,2 para US$ 9,09. A gravadora disse que espera que as lojas no varejo baixem os preços dos CDs de cerca de US$ 16,98 e US$ 18,98 para US$ 12,98, e talvez até para US$ 10. Quando os CDs chegarem pela primeira vez ao mercado eles custavam US$ 15,98 e subiram a partir daí.

O resultado poderia ser uma ampliação do mercado fonográfico, que se contraiu conforme os preços subiram.

“A música não pode ser considerada um produto elitista” – Diz Josh Bernoff – Analista da Forrester Research. “É melhor termos mais pessoas comprando música a preços mais baixos do tê-la valorizada acima do mercado”.

Se os cortes nos preços revitalizarão as vendas da gravadora dependerá muito de como os varejistas repassarão os cortes aos consumidores. Muitas outras grandes gravadoras ainda não se pronunciaram sobre o assunto, mas é bem provável que acabem seguindo o exemplo.

A Música Pop e a Fabricação de Ídolos

A música Pop de uns vinte anos pra cá tem se mantido graças à reciclagem de elementos consagrados de outros períodos. Entenda-se por música Pop tudo o que é popular e se ouve no rádio. Os diferentes gêneros Pop são constantemente atualizados com uma nova pegada, um novo pigmento, alguma coisa que imprima a marca pessoal do artista.

A cada ano os ciclos de reciclagem são mais curtos e o sucesso a cada dia mais efêmero. Os artistas atuais pode-se dizer que nascem com data de validade bem menor do que nos anos anteriores.

Há uns vinte anos que o mercado trata dessa forma seus artistas populares só o que muda é a vida útil de cada um. Esses ciclos refletem diretamente em todas as ramificações ligadas à música Pop, no jornalismo musical, por exemplo, as assessorias de imprensa mandam e desmandam nos cadernos de cultura. Ficou mais fácil para o jornalista que recebe de seu assessor a pauta já formatada, a biografia do artista, a crítica e tudo mais que ele precisar. Não precisa nem ouvir o disco. O jornalista musical tornou-se eminentemente de redação. Por esse motivo não se lê muita coisa diferente. Se um artista lança um disco o consumidor lê praticamente a mesma entrevista e crítica em todos os veículos. Atualmente são poucas as matérias que mostram exatamente como o mercado Pop levanta e derruba ao mesmo tempo seus artistas.

Podemos citar como grande exemplo de grande peão do Pop a banda Belle & Sebastian, cuja estratégia é fazer um estilo de banda misteriosa, com poucos shows, sem aparição em fotos. No currículo já tinham um disco esgotado, que segundo reza a lenda, era item de colecionador e muitas pessoas faziam de tudo para obter uma cópia. Atualmente a banda está onde sempre quis estar: criando músicas específicas para universitários e gravando discos a sua maneira.

É válido ressaltar que no mundo Pop de hoje, a imagem vale mais do que dezena de músicas boas conforme citação na Revista Super Interessante de Março de 2004.

Segundo a revista, o termo Pop como conhecemos atualmente significa aquilo que agrada aos jovens e que tem popularidade e gera lucratividade. Um astro da música Pop já tem um ciclo de vida profissional pré-determinado. Ele nasce, é idolatrado, torna-se excêntrico, um megalômano e depois deixa de fazer sucesso.

Na fase da construção, é mostrado como o artista direciona seu talento para compor uma obra criativa, inovadora, marcante e culturalmente relevante.

Mark Andrejevic, professor de Comunicação da Universidade de Iowa, diz que o objetivo da indústria Pop é criar artistas que dominam o mercado por um tempo e que mais tarde podem ser substituídos por uma nova marca. O método é defendido porque novos talentos têm uma tendência a demorar até quatro álbuns para amadurecer profissionalmente e sem certeza de retorno. Os ídolos fabricados atualmente minimizam os riscos dos envolvidos e atendem diretamente a uma característica do público jovem atual que muda de gosto rapidamente, podendo ser trabalhada.

No estágio da idolatria, o ídolo acredita se invulnerável. O nível de aclamação e veneração chega próximo ao divido. Por esse motivo não é possível que o artista mude muito seu estilo. Deve haver uma identificação por parte dos fãs que é garantida com o mínimo de diferenças entre o lançamento de um álbum e outro, entre um show e outro.

O ídolo Pop necessita apresentar características que o distanciem do que uma pessoa é na realidade. Deve ser alguém com habilidades extraordinárias.

Atualmente, o estágio da excentricidade tem que obrigatoriamente fazer parte do artista Pop. São as excentricidades que fazem com que o artista continue a aparecer na mídia mesmo sem ter produzido nenhum projeto recente. Toda a vida pública da atualidade depende da mídia para sobreviver.

A fase da megalomania é quando o artista assume o papel narcisista de ser o centro do universo. Seu dinheiro e sucesso compram absolutamente tudo. Sentem-se no direito de não respeitar as regras mais básicas a que estão expostos todos os homens e mulheres comuns. Faltam limites.

Declínio: Estágio em que nem a qualidade comprovada do artista faz com que aumente suas vendas.

Pode-se considerar bastante complexo atualmente construir um ídolo Pop nos mesmos moldes de Michael Jackson porque tanto a mídia como os próprios fãs, a sociedade em si, mudaram muito.

Indústria Fonográfica

O faturamento da indústria fonográfica em 2001 foi de US$ 33,7 bolhões. A venda de música no mercado mundial teve uma queda aproximada de 5% em valores e 6,5% em unidades. Esse resultado é atribuído ao aumento da pirataria comercial facilitado pelo CDR e pela internet, e também pelo declínio econômico global em 2001.

Vendas mundiais por regiões:

LOCALIZAÇÃO

UNIDADES

VALORES

Mundo

(-6,5%)

(-5%)

América do Norte

(-9,5%)

(-4,7%)

Europa

(-2,2%)

(-0,8%)

Ásia

(-4,3%)

(-8,5%)

América Latina

(-21,4%)

(-21,5%)

Austrália

(-10,9%)

(-4,5%)

África

(-5,8%)

(-0,5%)

Os dez principais mercados:

PAÍS

FAT. EM MILHÕES DE DÓLARES

VARIAÇÃO % 2000 E 2001

1. EUA

13.412

(-4,5)

2. Japão

5.254

(-9,4)

3. Reino Unido

2.809

4,9

4. Alemanha

2.129

(-9,2)

5. França

1.828

(-9,7)

6. Canadá

660

(-9,6)

7. Espanha

613

0,9

8. México

566

(-16,1)

9. Itália

525

(-8,6)

10. Austrália

523

4,8

Entre os maiores mercados de música em 2001, destaca-se a França com uma taxa de crescimento de 9,7%, o Reino Unido com 4,9%, a Espanha com 0,9% e a Austrália com 4,8%. Abaixo segue análise específica:

Estados Unidos: Os principais motivos par a queda de 4,5% no faturamento foram o desaquecimento da economia após os atentados de 11 de Setembro, o aumento na oferta da música ilegal via internet e CD-Rs. No ano de 2001, nenhuma álbum atingiu a marca de cinco milhões de cópias vendidas, enquanto em 2000, sete álbuns atingiram esse patamar.

Japão – A queda de 9,4% nas vendas do mercado japonês em 2001 foram justificadas pela prolongada recessão econômica e pelo aumento da pirataria na Internet.

Também podemos observar uma diminuição de consumidores na faixa-etária de 12 a 29 anos, além de uma maior oferta de outras formas de entretenimento.

Reino Unido – O resultado positivo de 4,99% é justificado pelo forte trabalho de lançamentos da indústria, sendo muitos deles de repertório local. Além do setor varejista fortalecido, o Reino Unido também conta com uma distribuição de internet bem estruturada, que representa de 3 a 4% das vendas, e tem ainda a fidelidade do consumidor como aliada.

Alemanha – A queda de 9,2% no total arrecadado pode ser vista como uma conseqüência direta das cópias ilegais, que vem afetando profundamente as vendas da indústria local, principalmente o segmento de compilações.

França – A França foi o país que apresentou o maior crescimento, de 9,7%, devido ao seu repertório local fortalecido. Dos 20 álbuns mais vendidos, 90% foram de artistas franceses. Outro fator é que as ações de marketing da indústria fonográfica francesa duplicaram nos últimos sete anos.

Canadá – A causa da queda de 9,6% em faturamento se deve ao aumento de cópias ilegais em CD-Rs e a maior penetração do conceito de “música grátis” junto à população economicamente ativa.

Espanha – A indústria Espanhola apresentou um crescimento de 0,9% devido ao sucesso dos shows televisivos de novos talentos.

México – Entre os 10 maiores mercados de música, foi o país que apresentou a maior queda no faturamento: 16,1%. As causas são a situação econômica interna de défcit e a pirataria comercial que proliferou devido ao CD-R.

Itália – O nono país do ranking mundial, apesar do forte repertório local, apresentou uma queda de 8,6% no faturamento em 2001 por causa da pirataria comercial, difundida pelo CD-R e pelo crescente número de downloads gratuitos de música.

Austrália – A Austrália apresentou um crescimento de 4,8% no faturamento, devido ao seu forte repertório local e a diminuição do preço dos CDs em 2001, em função da queda nos impostos das vendas.

Já no ano de 2002, as vendas de CDs caíram 9,8% em termos de valores e 5,4% em termos de unidades vendidas só na América Latina. Esses resultados se devem principalmente a comercialização de CDs falsificados.

Entre outros fatores que contribuíram para a significativa queda na região apresenta-se a reprodução não autorizada de músicas pela internet, a concorrência com outros setores e a instabilidade econômica que vem ocorrendo nos mercados.

Na América Latina, a proliferação de laboratórios de reprodução ilícita de música e a instabilidade econômica são um dos fatores mais prejudiciais para a indústria fonográfica.

A pirataria musical na Argentina representa 60% do mercado e no Brasil 53%.

Mercado de Cds no Brasil

A ABPD – Associação Brasileira dos Produtores de Discos no final do ano de 2003, sua publicação anual da indústria fonográfica brasileira, onde são apresentados os números do setor no ano de 2002 em R$ e US$ no Brasil, assim como o balanço por unidades de CDs e DVDs.

É o primeiro ano em que o formato DVD é apresentado aberto no balanço final em função do expressivo crescimento do formato nos últimos anos.

Um estudo feito pela ABPD apresenta os efeitos da pirataria na Música Brasileira nos últimos cinco anos. O índice atual de pirataria no Brasil, passou de 53% a 59%.

Contudo, a última década consolidou a força da música brasileira dentro do mercado fonográfico nacional sendo o gênero mais vendido pela indústria.

Em 1991 a música brasileira representava menos de 60% do total de vendas, em 2000 este número atingiu o patamar superior a 75%. A diversidade cultural das regiões do país apareceu para o grande público, que ouviu ritmos característicos de todas as partes do Brasil.

Este forte traço cultural é uma característica da indústria fonográfica. Mesmo os países europeus marcados por forte nacionalismo não alcançam os níveis brasileiros.

Somente estão à frente do Brasil, em venda de repertório local, os Estados Unidos e o Japão.

Mesmo com a crise no ano anterior, que derrubou nosso mercado em 25%, a perspectiva para os próximos anos é positiva de acordo com os executivos das gravadoras. Um aumento na repressão à falsificação de nossos produtos, somada às novas tecnologias de distribuição aos novos tipos de produtos, serão as alavancas desse crescimento.

Mercado Mundial de Cds

Vendas mundiais de música registrada caíram 7.6% em 2003, o ano-em-declínio diminuiu pelo mercado dos EUA ser o segundo mais forte, combinado com vendas elásticas no Reino Unido.

O quarto ano consecutivo de vendas cadentes de música é atribuído aos efeitos combinados de pirataria física digital e pela competição de outros produtos de entretenimento.

O declínio afetou praticamente todos mercados importantes, a Europa Ocidental vêm demonstrando quedas relativamente significantes se comparadas com os outros anos. As vendas na Alemanha estavam abaixo de 19% em 2003 e abaixo de 30% desde 1999. Dinamarca, França, Suécia, Bélgica, Grécia, Irlanda, Portugal e a Suíça também tiveram declínios. Ano a ano, a indústria sofreu perdas globais de 20% desde 2000.

A pirataria na internet é um fator muito significativo no declínio das vendas mundiais de música. Pesquise no IFPI e numerosos partidos independentes que provam que o uso não autorizado dos arquivos-compartilhados traduz diretamente na música legítima a perda de vendas varejistas.

Sinais positivos incluem vendas mais robustas de álbuns nos EUA -agradecendo em parte a um forte lançamento no final do ano – e um crescimento global em vendas de DVD. O vídeo de música de DVD agora explica 5.7% da renda varejista global se comparado com 3.1% em 2002. Estes fatores ajudam um declínio global em vendas de disco laser, que na ponta de seis meses tinha estado abaixo de 10.9%.

A indústria de registro entretanto faz progresso significativo em criar um negócio on-line de música. Os serviços de EUA-BASEOU alcançaram downloads de 19.2 milhões na segunda metade de 2003. Na Europa, ao redor de 30 serviços legítimos ofereceu acima de 300,000 pistas para download em 2003. Serviços on-line legítimos de música também operam no Canadá, Austrália, na América latina e Ásia Pacífico.

Vendas on-line de disco laser físicos também estão numa tendência ascendente, com um aumento nos EUA de 3.4% a 5% em volume e no Reino Unido acima de 5.6% a 6.6% de unidades totais.

Jay Berman, Presidente de IFPI, representando a indústria internacional de registro diz: “vendas Globais de música tiveram outro ano difícil em 2003, sob os efeitos combinados de pirataria física digital e competição de outros produtos de entretenimento. Entretanto há alguns sinais encorajadores, particularmente nos EUA onde o aumento das vendas de álbum em 2003 continuou neste ano no Reino Unido e na Austrália. Entretanto, vendas de vídeo de música rapidamente tornam-se um córrego importante de renda para a indústria”.

“Olhando o futuro, a indústria de registro responde em várias frentes. Companhias sem precedentes fazem disponível um grande volume de catálogo de música para os consumidores acessarem on-line.”

Ao mesmo tempo eles travam uma luta decisiva contra pirataria on-line, começando por ações legais contra arquivos-compartilhados ilegais que serão estendidas no próximo meses.”

O mercado global de música avalia $bilhão US 32* (28.5 bilhões de Euros) com vendas totais de unidade (incluindo vídeo de música) de 2.7 bilhões de dólares. A música em formatos de áudio caiu 9.9%. Uma porção pequena desta perda foi compensada por um aumento encorajador de 46.6% em vendas de vídeo de música. As vendas de álbuns de disco laser ao redor do mundo cairam 9.1%, enquanto vendas de singles caíram em 18.7%.

OS EUA e o Reino Unido se caracterizam em 1º e 3º lugar respectivamente na lista dos Top 10 dos mercados mais importantes do mundo da música, que se explica pelos 37% e 10% de vendas mundiais. A Alemanha caiu de quarto maior mercado para o quinto nos postos globais de música. Pela primeira vez o mercado latino americano não está entre os 10 primeiros, as vendas tanto no México como no Brasil tiveram uma significante baixa devido a violenta pirataria de cds dos últimos anos.

No Top dos 10 melhores, só dois viram crescimento – Austrália acima de 5.9% e o Reino Unido com uma margem de 0.1%.

Os formatos

Crescimento de vendas de vídeo de Música, informado durante o terceiro ano pela IFPI, continuou a aumentar, ajudando a compensar as vendas em formatos de áudio. Vendas totais de vídeo de música em 2003 valiam EUA U$ 2 bilhões, com vídeo de música de DVD estimaram em bilhão US$1.8. O setor de vídeo de música, como um total, cresceu 46.6% e as vendas de DVD já eram particularmente fortes, tendo um aumento global de 67%. Estimulado pela popularidade do DVD, a parte de vídeo de música compartilhada com as vendas totais de músicas dobrou em três anos, agora representando 6.3% do total. As vendas de música em DVD representam uma fração pequena de crescimento do mercado total de DVD's – 7,1% maior comparado aos 6,3% em 2002.

Nos dez melhores mercados para DVD, as maiores taxas de crescimento variaram de 39% no Japão (maior mercado de DVD do mundo) a 294% na Itália (No.10) com Alemanha, França, Países Baixos, Austrália, Canadá e Reino Unido todos ao redor ou mais de 100% de crescimento.

Os DVD's mais vendidos das maiores companhias foram: Coldplay, Live 2003 (EMI), U2 Go Home/ Live from Slane Castle (Universal), Michael Jackson, Numbers One (Sony), Avril Lavigne, My World (BMG) e Led Zeppelim, Led Zepelim (Warner).

Vendas On-Line e Indicadores

Este relatório das vendas mundiais de música não inclui as vendas em formatos digitais, mas o IFPI (departamento de pesquisa de mercado) estão organizando informações destas compras através dos maiores mercados e pretendem incluir essas informações das vendas on-line para os primeiros meses de 2005.

A Apple’s iTunes anunciou que alcançou uma marca de 50 milhões downloads em março 2004. A Puretracks no Canadá alcançou 1 milhão downloads em fevereiro, e OD2 na Europa – impulsionando muitos dos mais de 50 portais de músicas para downloads europeus – que anunciaram em abril que tinham vendido mais de 1 milhão de downloads por seus sócios varejistas durante o primeiro quarto de 2004.

*Como o IFPI publica os crescimentos de valor em termos fixos em dólar, os valores do dólar em cada ano histórico (i.e. 2002) são reafirmados antes que o atual. Com a desvalorização do Dólar Americano perante as outras moedas, a reafirmação de 2002, inflacionou em $US 34.6. O valor real do $US era de $32.3 bilhões de dólares.

As Vendas de NB são vendas sem precedentes de companhia (remessas, retornos menos) em valores calculados de varejo.

Notas a Colapso de Redatores pela região América do Norte.

Os EUA, que viram uma queda na primeira metade do ano de 12%, viram as vendas aumentarem na segunda metade, particularmente nos últimos meses, fazendo com que as vendas do ano inteiro caissem em 6%. As liberações de álbum de disco laser de melhor-venda por artistas incluindo OutKast, Teclas de Alicia e Ludacris guiaram a recuperação. Canadá, o sexto maior mercado do mundo estava abaixo de 2.9%, 4.2% em unidades.

Europa

No Reino Unido, as vendas totais foram praticamente iguais ao ano anterior, com 0.1% de crescimento em 2003. A força do mercado de álbuns de disco laser continuou forte, sustentado por um horário forte de liberação, pacotes com bônus de músicas e um ambiente varejista vibrante. O crescimento de álbuns de disco laser entretanto compensou a queda das vendas de álbuns singles de 31% em unidades.

As vendas ao redor do resto da Europa continuaram em declínio, com os mercados mais importantes da Europa Ocidental tendo quedas muito agudas. A Alemanha, fortemente afetada pela gravação de CD-R's e a compartilhação de arquivos ilegais, tiveram uma queda de 19% – vendo assim, as vendas caírem pelo sexto ano consecutivo. A França caiu igualmente com outros países europeus em 2003, com uma queda de 14.4% nas vendas. O mercado agora voltara a ter níveis iguais ao ano 2000, seguindo dois anos de crescimento guiado em grande parte por um repertório local. Na Escandinávia, apesar do forte repertório local, Suécia e Dinamarca viram declínios de 14.7% e 12.5% respectivamente. Bélgica, Grécia, Irlanda, Portugal e Suiça também viram duplos declínios de porcentagem em algarismos.

Ásia

As vendas da Ásia estavam abaixo de 7.5% em unidades e 9.8% em valor. Esta tendência foi dirigida pelo quinto ano consecutivo de encolher vendas no Japão, o segundo maior mercado do mundo, que caiu em 5.2% em unidades, 9.2% em valor.

Alguns mercados Asiáticos mostraram crescimento positivo. Malásia e as Filipinas viram aumentos depois de um forte 2002. China, apesar da pirataria física endêmica, era também uma exceção, mostrando um terceiro ano consecutivo de crescimento. As vendas foram estimadas acima de 21.7% estimulada pela grande população jovem com maior renda disponível devido ao desenvolvimento contínuo do mercado.

Austrália

A Austrália foi a única região a mostrar crescimento em 2003, com estrelas locais tais como Delta Goodrem, Powderfinger e Guy Sebastian gerando vendas significativas, junto com os 100% de aumento nas compras de vídeo de música de DVD – um mercado pequeno mas um que mostra sinais robustos de crescimento.

América Latina

A América latina continuou a sofrer com a pirataria tanto em formas físicas como on-line com condições econômicas difíceis. As vendas na região continuaram abaixo durante o terceiro ano consecutivo com uma queda de 14.4% em valores em 2003.

A indústria encolheu, fazendo com que lojas de varejo fechassem e a redução de prêmios de certificação em muitos mercados refletir em menos vendas. O México saiu do ranking dos dez maiores do mercado, sofrendo um declínio de 16.2% em valores. Argentina, Perú e Uruguai mostraram aumentos em 2002, num ano de declínio.

O Efeito dos Arquivos Compartilhados Ilegais nas Vendas de Música

A terceira parte da respeitável pesquisa prova arrasadoramente o elo entre os arquivos compartilhados ilegais e as vendas cadentes de música. Um resumo está embaixo:

Análise de Enders – Europa, março de 2003

Relatório de Enders, ‘A Pirataria – matará mesmo a indústria de música?’ concluiu que “A pirataria digital representa aproximadamente 35 a 40% da redução no tamanho do mercado global de música no ano passado”.

A Pesquisa de Forrester – Europa, janeiro de 2003.

Recente pesquisa feita por Forrester na Europa (‘Visão geral daTechnographics’, janeiro de 2003) apresenta argumentos mais fortes sobre o impacto negativo nas vendas especificamente na Europa. O estudo declara: “executivos da indústria de música reivindicam que baixar músicas via serviços como KaZaA e Morpheus canibalizam as vendas de CD's – e eles estão corretos”.

A pesquisa concluiu que mais de 40% dos usuários frequentes compram menos músicas agora do que quando eles começaram a usar o serviço. Isto não é suficiente para ser compensado por 2% das pessoas que diz que compraram mais depois de terem baixado o programa. Portanto o impacto total em vendas é negativo.

A Pesquisa de Júpiter – EUA, agosto de 2003

Essa foi uma pesquisa baseada em 1,326 americanos fans de músicas on-line.

Um terço das pessoas que compartilham arquivos com maior intensidade disseram que tinham diminuído os gastos em música desde que começaram a compartilhar músicas. Só 16% disseram ter aumentado. Isto sugere um impacto líquido negativo entre este grupo, que consiste com os resultados do grupo de pesquisas nacionais IFPI.

O Ipsos-Reid (EUA) – Q4 2002

No fim de 2002, os EUA estudaram que 25% dos americanos com mais de 12 anos possui PC equipado com um gravador de CD, e 59% de compartilhadores de arquivos possuem um gravador de CD.

Destes, 42% (representando 17 milhões de pessoas) informaram ter gravado um pré-registro da música do CD antes de realmente terem comprado aquele CD. Mesmo que tenha ocorrido só uma vez por pessoa, isto compararia a quase um quarto de perdas das vendas de um álbum.

Edison Media Research – Maio de 2003

A pesquisa concluiu que as pessoas que mais baixam músicas tem influência mais negativa nas vendas. Entre esses quem baixou mais de 100 arquivos, asperamente 16% dos entrevistados, as compras de CD's caíram 61% no ano passado. Um ano atrás as pessoas que mais baixam músicas compraram uma média de 28.9 CD's por ano contra 11,3 na média atual.

Concorrência

Podemos considerar como concorrentes diretos de Michael Jackson cantores e cantoras que tenham se caracterizado como ídolos, polêmicos e com expressiva vendagem de álbuns durante a década de 80. Tanto Prince como Madonna além de possuírem as características já citadas, todos tem algo em comum, pertencem a uma linhagem de ídolos Pop que já não se vê nos dias atuais. Em contrapartida vale a pena simplesmente citarmos quais são os ídolos atuais que com seu sucesso e carreiras meteóricas podem indiretamente influenciar nas vendas e exposição de Michael Jackson, sendo eles: Britney Spears, Justin Timberlake, Evanescence, as chamadas Boy Bands entre outros.

Prince

Um dos artistas mais originais, revolucionários e geniais que o mundo já viu. A carreira de Prince pode ser resumida assim, sem maiores exageros. Prince Rogers Nelson nasceu em 1959 em Minneapolis, Estados Unidos, além de possuir uma extensa discografia repleta de “hitis”, escreveu muitos sucessos para outras estrelas da música Pop, mostrando que talento e criatividade são duas qualidades que nunca lhe faltaram.

A obra de Prince é feita de vinte e um álbuns originais, um número considerável de compilações e participações em discos de outros nomes cintilantes como Madonna.

O começo foi difícil, como para tantos outros, mas o tiro de sorte aconteceu com a apresentação de uma demo de três músicas a representantes da Warner Bros. Prince ficou com 100 mil dólares e liberdade total para fazer o seu primeiro longa duração. Assim que em 1978 foi editado “For You”. A versatilidade do showman ficou comprovada, pois Prince nesse álbum tocou todos os instrumentos do disco. O segundo, auto-intitulado, ainda não trouxe maiores repercussões e somente “Dirty Mind”, de 1980, ele passou a ser reconhecido.

Sua genialidade foi reconhecida com a crítica a deixar-se embriagar pelas melodias híbridas do álbum entre o soul, o funk e o pop. No ano seguinte, foi à vez de “Controversy”, evolução do longa duração anterior. Mas, foi em 1983 que se deu à consagração total. “1999”, um duplo LP, produziu três singles: “1999”, “Little Red Corvette” e “Delirious” além da que talvez seja a mais conhecida de sua carreira, o clássico “Purple Rain”. A MTV, as rádios e os tops foram fãs e divulgadores da obra. O álbum figurou entre os tops da Billboard durante três anos. “Purple Rain” foi a elevação de Prince ao estatuto de super estrela. O álbum ficou durante seis meses em número 1. O filme teve igual sucesso e acabou por vencer o Oscar de melhor banda sonora. O criador de Minneapolis conseguiu finalmente a glória.

O trabalho que se seguiu, “Around The World In A Day” foi já editado sob outra etiqueta, a Painsley Park. Embora não tendo o sucesso esmagador dos álbuns anteriores, vendeu mais de dois milhões de cópias e voltou a comprovar a versatilidade e o gênio de Prince.

“The Black Álbum”, não fosse o conteúdo considerado imoral, teria sido o passo seguinte (o álbum foi, por fim, editado oficialmente em 1994, após alguns anos em ganhou o estatuto de “disco pirata mais famoso do mundo”). “Parade” foi o álbum que se seguiu, composto como banda sonora de um filme que acabaria por ser um fiasco de bilheteria.

Não demorou, porém para que ele voltasse a ser sucesso. O duplo “Sign O’The Times”, de 1987, foi extremamente bem sucedido e executado nas rádios assim como “Batman”, dois anos depois. Sign O’The Times foi definido como mais uma obra-prima. Entre o funk, a dança, o pop psicodélico ou incursões no gospel, Prince deu asas às sua imaginação e o resultado foi uma obra memorável.

Um contrato de nada menos do que 100 milhões de dólares foi fechado com a Warner Brothers ficando condicionado à produção de seis álbuns para a nova Editora, opção que acabou por não ser a melhor. “Love Symbol Álbum” deu início a uma queda inequívoca na popularidade do compositor.

Em Junho de 1993, Prince mudou o seu nome artístico para um símbolo impronunciável. Aquilo que pretendia ser uma mudança de atitude acabou por ser motivo de gozo no meio musical. Foi então que começou a batalha com a Warner Brothers. Prince queria libertar-se do contrato e acabou por editar “The Most Beautiful Girl In The World” no catálogo da NPG, demonstrando ao gigante americano que era capaz ce vender de forma independente.

No verão de 1994, Prince chegou finalmente a acordo com a Editora. O fim do contrato com a EMI. A primeira produção foi um triplo álbum. Emancipation”. As vendas voltaram a ser significativas e o disco atingiu a dupla platina. Um novo álbum de material inédito “Crystal Ball” foi vendido através do seu site na internet http://www.love4oneanother.com/. Por fim, é em 1999 que é editado o seu último conjunto de originais “Rave Un2 The Joy Fantastic” já na Arista Records.

Mais um triplo, desta vez ao vivo, veio em 2002 com “One Nite Alone Live”. “N.E.W.S”, o álbum seguinte, trazia apenas quatro músicas de 14 minutos cada uma.

Achando que era hora de voltar ao circuito comercial, Prince começa a fazer algumas aparições na mídia. É indicado para entrar no seleto clube do Rock & Roll of Fame e fecha um contrato com uma grande gravadora novamente, a Columbia Records. Lança em 2004 “Musicology” e volta a entrar na parada dos mais vendidos dos Estados Unidos.

Nos últimos meses ele mudou novamente de curso, fazendo uma série de aparições públicas. Aos 45 anos de idade, não quer que intitulem “Musicology” como seu regresso, pois isso o caracterizaria como alguém que falhou.

De março a junho de 2004 o artista vem fazendo turnê que passa por 26 cidades nos Estados Unidos como forma de divulgação de “Musicology”. Seguindo o exemplo de outros artistas, ele transmitiu ao vivo em 32 cinemas do país sua apresentação na cidade Los Angeles. Quem comprou o ingresso para assistir ao show na telona ainda levou pra casa uma cópia original do álbum.

Outra abordagem estratégica do cantor foi lançar sua própria loja de downloads, a Musicology Download Store.

Em lugar de confiar suas canções mais recentes a iTunes, Napster e Rhapsody, a empresa de Prince, a New Power Generation (NPG), criou uma parceria com a Entriq para que Prince possa conservar controle total sobre sua produção.

A maioria de suas gravações mais populares já pode ser encontradas nos serviços musicais acima mencionados. Já sua loja pessoal traz músicas do novo álbum além de outros materiais ao vivo e inéditos.

A loja que pode ser acessada no endereço http://www.npgmusicclub.com/, oferece álbuns por 9,99 dólares e faixas individuais por 99 centavos de dólar. Os fãs que fazem parte do fã-clube de Prince – paga-se 25 dólares para ser sócio vitalício – podem baixar as canções por 77 centavos cada e podem comprar ingressos antecipados para shows.

Prince começou a disponibilizar sua música on-line à fã pagantes em fevereiro de 2001, numa experiência que durou cerca de um ano, segundo Sam Jennings, diretor de serviços on-line e Webmaster da NPG.

Porém nem tudo são flores na vida de Prince. Atualmente o cantor está sendo processado por Anthony Fitzgerald, de 19 anos, da cidade de Minneapolis que diz ter sido agredido por seu guarda-costas no aeroporto de Minneapolis no dia 29 de Dezembro de 2003.

O estudante diz que o guarda-costas agarrou sua máquina fotográfica digital deixando-o atordoado e humilhado. Alega ter sido submetido a estresse emocional de propósito, o que o deixou com ansiedade e dificuldades para dormir.

Madonna

Madonna Louise Veronica Ciccone, nasceu em Bay City (Michigan)- EUA, em 16/08/58, cresceu em uma comunidade católica de Detroit e ajudou o pai Silvio Ciccone – um operário viúvo a cuidar de seus irmãos menores até ele casar-se de novo. Madonna era a mais velha entre oito filhos do casal Silvio Ciccone e Madonna Fortin que morreu de câncer aos 35 anos e de quem ela recebeu o mesmo nome.

Nessa época, a menina que cantava no coral da igreja, compunha e tocava piano, até que um dia, já com seus 18 anos, resolveu sair de casa e tornar-se independente.

Após estudar balé e dança moderna na Universidade de Michigam, foi para Nova York, mala na mão e 35 dólares no bolso. Parou no Time Square sem saber para onde ir e aceitou o convite de um desconhecido para ficar em seu apartamento. Nos meses seguintes, sobreviveu à custa de amigos – em sua maioria grafiteiros, roqueiros e dançarinos – e de empregos temporários, chegando a posar nua e a trabalhar em filmes eróticos para pagar suas aulas de dança. Entrou numa companhia de dança em Nova Iorque e trabalhou de garçonete no Dukin’Donuts.

Aos 20 anos, conheceu o cantor francês Patrick Hernandez, que prometeu torná-la famosa: levou-a para Paris, instalou-a em um apartamento, colocou carro e motorista a sua disposição e pagou-lhe aulas de dança e de canto. Mas tudo isso não bastava para fazê-la feliz. Seis meses depois voltou para Nova York. Aprendeu a tocar violão, teclado e bateria, apresentou-se durante algum tempo em clubes noturnos com a banda The Breakfast Club, começou a compor e gravou uma de suas primeiras músicas, Everybody, em um cassete, convencendo um disc-jóquei a tocá-la – há quem diga que usou de meios pouco ortodoxos para isso. Em pouco tempo, Everybody transformou-se na favorita dos frequentadores da Chelsea, uma das mais badaladas danceterias da época. O executivo Mark Kamins, da Sire Records, ouviu, gostou e convidou Madonna para gravar seu primeiro LP. Em 1983, lançou seu primeiro álbum "Madonna" e teve várias faixas nas paradas de sucesso, Daí em diante o mundo ficou conhecendo, amando e odiando, para a alegria de uns e infelicidade de outros, Uma mulher chamada MADONNA!! A partir daí Madonna foi só inspiração por parte de seus seguidores!

"Like a Virgin" (85), transformou-a definitivamente em uma superstar e abriu-lhe as portas do cinema. Madonna realiza a sua primeira tour a famosa e badaladíssima "The Virgin Tour" e neste mesmo ano fez a comédia Procura-se Susan Desesperadamente. Casou-se como ator Sean Pean, mas não foi uma união feliz, nem em termos pessoais nem profissionais.

Em 1986, Madonna grava seu terceiro álbum, "True Blue" cuja a produção ficou a cargo dela, Patrick Leonard e Stephen Bray. Em pouco tempo, True Blue estourou com a música "Live to Tell", o primeiro compacto extraído e tema do filme "At Close Range", estrelado por Sean Pean, o mestre das pancadarias, com quem também ela passa a filmar o seu segundo trabalho cinematográfico "Surpresa de Shangay". " Quem É Essa Garota" foi o ambicioso projeto de Madonna em 1987, que incluiu um filme, uma trilha sonora e uma gigantesca turnê mundial. Ainda neste ano, foi lançado "You Can Dance", a primeira coletânea da Diva, que reunia alguns sucessos remixados.

Em 1989, nasce o tão polêmico “Like a Prayer", o clipe da música que recebe o título do álbum, promove uma reação do Vaticano contra aquilo que eles consideram uma blasfêmia. Ainda neste ano, Madonna iniciou as filmagens de “Dick Tracy" estrelado e dirigido por Warren Beatty, com quem mais tarde ela vem a se envolver amorosamente. O sedutor Beatty, um dos melhores partidos de Hollywood na época, salta da tela para a cama de Madonna.

A trilha sonora de Dick Tracy – "I’m Breathles" foi composta por Madonna e Pat Leonard. Para promover o disco e o filme Madonna idealiza a Grande e maravilhosa "Blond Ambition World Tour", gigantesca e milionária, a excursão teve seus figurinos assinados por Jean Paul Gaultier. O clima nesta Tour, ficou muito tenso devido a algumas ameaças de grupos conservadores. Mas, nem por isso o público deixou de lotar os estádios e tornar o espetáculo realmente um sonho.

Tudo isso foi registrado no documentário "Na cama Com Madonna", que foi feito com cenas de bastidores, tomadas de palco e intimidades também. Tudo aquilo que gostaríamos de ver e saber. Surge também "Doce Inocência" uma comédia romântica que traz de volta os anos 20. O álbum "The Immaculate Collection" foi lançado em 1990 e faz um apanhado de quase uma década de carreira de Madonna, apenas com duas faixas inéditas: " Rescue Me" e " Justify My Love" que segue mostrando um ambiente com cenas até então consideradas vulgares pela censura, pois era mostrado nele um ambiente sadomasoquista e homossexual. Sua exibição, foi proibida pela MTV Americana e em vários Países.

A luta continua em 1992, quando Madonna lança, quase que simultaneamente o álbum "Erotica" e o livro "SEX". Madonna chega arrasando, mostrando cenas jamais vistas antes e trazendo consigo uma legião de novos seguidores, atraídos por suas novas performances e declarações. O Mundo homossexual, sente-se mais protegido, afinal ela está sempre do lado direito deles, realizando protestos e campanhas que visem proteger a integridade destas pessoas, não consideradas normais pela sociedade! É lançado o sensualíssimo filme "Corpo em Evidência" e estréia também "Uma Equipe Muito especial", ao lado de Tom Hanks e Geena Davis.

Em 1993, Madonna sai em excursão novamente com a tão esperada tour "The Girlie Show", Ela volta mais deslumbrante do que nunca com a sua irreverência e seu talento colocado a toda prova, esta foi sim a primeira vez que Madonna pisou em solos Brasileiros, passando apenas pelas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Chega "Bedtime Stories" em 1994. Um álbum pop que mostra exatamente o que ela sabe fazer de melhor. O tema não é sexo, mas amor, amor e amor... quem não se encanta ao vê-la em sua performance esplêndida no Brith Awards cantando "Bedtime Story"? Foi realmente um arraso, Madonna com seu visual belíssimo mostra realmente porque ainda canta e encanta cada vez mais. Madonna reaparece aos filmes com o polêmico "Olhos de Serpente" e faz também uma pequena ponta em "Neblinas e Sombras"!

Em 1995 surge o álbum "Something To Remember", recheado de baladas românticas que fizeram sucesso até então e com as inéditas "I Want You", "You See", "One More Chance" e a espanhola "Veras". Madonna estréia num filme de Quentin Tarantino, dividido em 4 episódios, chamado "Grande Hotel" e ela surge bonita e deslumbrante como sempre! Faz também uma pequena aparição em "Sem Fôlego" uma comédia baseada no cotidiano dos moradores do Brooklyn.

Em 1996, os Argentinos se surpreendem, a Santa Evita tão idolatrada vai para o cinema, e mais, Madonna vive o papel principal ao lado de Antonio Bandeiras, por quem ela sentia uma grande atração.

Houve um enorme pandemônio, os Argentinos (nem todos) odiavam a idéia de Madonna ser Evita. Mas isso não impediu nada, Madonna fez e fez bonito, isso lhe rendeu um Globo de Ouro de melhor atriz. Realmente foi surpreendente a atuação que Madonna mostrou no filme, dirigido por Alan Parker.

Ainda nas filmagens de EVITA Madonna e seu namorado Carlos León convocam a imprensa e falam da gravidez de Madonna. Realmente foi uma bomba, quem diria... Madonna mamãe!!! No dia 14 de Outubro de 1996, nasce Lourdes Maria Ciccone León, uma menina linda, muito parecida com a Madonna. Esta mudança fenomenal na vida da estrela, fez com que Madonna se tornasse mais madura e mostrasse que tipo de mãe sempre quis ser para o filho que sempre desejou ter.

1998, Surge uma nova Madonna, totalmente espiritual e com aspecto calmo, ela convoca a imprensa e lança seu novo álbum (13º) "Ray of Light". Madonna chega a liderar a lista dos famosos que buscam equilíbrio físico e espiritual através da antiga prática indiana. Totalmente irreverente, ela chega lançando modas, desta vez utilizando hennas.

2000, Após o término de seu novo filme "The Next Best Thing", Madonna lança seu 14º álbum "Music", o álbum tem a produção de William Orbit e Mirwais. Será mãe pela 2º vez de Rocco filho dela com o Cineasta Inglês Guy Ritchie. ''Music'' faz muito sucesso e Madonna anuncia, depois de 8 anos longe dos palcos, sua nova turnê. A ''The Drowned World Tour'' é até hoje, com certeza, a maior turnê de Madonna em todos os sentidos.

Final de 2002 e um novo no episódio da saga do agente James Bond-007 está para estrear. Começa a circular pelas Mtvs a colaboração de ''M'' para esse filme: a música e clipe de Die Another Day, que na verdade nada mais era do que uma prévia do novo álbum prometido para abril do próximo ano. Enquanto isso não acontece, ''Swept Away'' ou ''Destino Insólito'' estréia no cinema e é muito mal recebido pela crítica. Sua atuação é chamada de ''sem graça''. O filme é um remake de um grande sucesso de Lina Wertmuller.

Enfim, chegamos ao fim mês de março de 2003 e o novo clipe de Madonna vai estrear. Bem, explicando melhor, nem chegou a estrear: Maddy retirou do ar ''American Life'' por ser muito chocante. Na realidade, você pode achar que não há nada demais em mostrar Madonna se expressando e isso até não seria problema se ela não estivesse armada com granadas, um exército, discurso anti-Bush, pessoas mutiladas (de verdade) e um figurino super-fashion, tudo para falar sobre sua vida americana em plena Guerra do Iraque!

Dias depois, com escândalo anunciado, chega às lojas o álbum, ''American Life''. Até hoje, o mais auto-biográfico e com canções talvez um pouco fortes para serem lançadas comercialmente. No segundo single, ''Hollywood'', Madonna tenta mostrar o que realmente é a cidade da qual ela própria não consegue sair. A música ganhou uma performance no VMA desse ano, juntamente com um sucesso antológico de carreira de ''M'': Like a Virgin - performance que, a propósito, é pra lá de histórica -. Junto com as cantoras Britney Spears e Christina Aguilera, protagoniza um dos momentos mais chocantes do ano: Um beijo na boca de todas aos acordes de um remix de ''Hollywood''. Para quem ainda não percebeu, a rapper Missy Elliot também estava lá assim como também estrela a campanha publicitária da marca de jeans GAP ao lado de nossa Madonna.

Um mês após esse choque no mundo do entretenimento, ela agora assume um novo emprego, função essa que ninguém um dia pensou em ver Madonna: escritora infantil.

O livro ''As Rosas Inglesas'' é o sucesso literário entre os best-sellers lançados. Ela avisa: Esse é o primeiro de cinco livros. De fato, em novembro último, o segundo livro da série infantil, ''As Maças do Sr. Peabody'' é lançado. Não tem uma divulgação tão abrangente como teve ''As Rosas Inglesas'' e também não faz o mesmo sucesso, mas é listado como o #1 na lista de best-sellers do The New York Times.

Segundo o Guia Prático da Nova Cultural – Astros e Estrelas que traz mais de 600 biografias de ídolos e se constitui sem sombra de dúvida na melhor fonte de inspiração e orientação para cinéfilos e videomaníacos do Brasil, a biografia de Madonna revela surpresas e desvenda alguns mistérios interessantes. Acompanhe o que dizem os autores do Guia: Loucas fantasias vestem o corpo pequeno e ligeiramente musculoso desta mulher às vezes loura, outras vezes morena, e a ajudam a criar uma imagem sempre nova: como ela estará no próximo clipe? E no próximo filme? Ninguém tem certeza, mas todos sabem que não importa a cor dos cabelos ou o modelo das roupas, Madonna transmitirá através de sua voz e de seu corpo agitado – quem pode imaginá-la parada? – toda a poderosa energia que a transformou em uma megaestrela do mundo dos espetáculos.

Controvertida, mesmo os críticos mais ferozes admitem que ela tem uma capacidade quase mágica de se confundir com os personagens que interpreta – é muito difícil dizer onde eles terminam e onde começa Madonna Louise Veronica Ciccone. Ela própria parece ser a melhor criação de um roteirista – sua vida tem ingredientes que fazem o sucesso de um filme, não faltando sequer os detalhes picantes.

Madonna fez com que as pessoas levassem muito a sério o lema da liberação total, isso foi um ponto negativo em sua carreira, pois as pessoas transgrediram as regras tudo pelo “jeito Madonna de ser”, suas fãs cortam o cabelo, tingem de loiro, usam roupas sexys, isso chega a fugir da situação como relata a mãe de uma fã que se diz preocupada por não saber mais o que fazer em relação ao comportamento da filha, que diz não querer ser uma mulher reprimida mas que está passando dos limites. Acredito que toda essa sexualidade que a Madonna passa, acaba gerando uma certa liberdade que foge a realidade, e as pessoas que são suas seguidoras acabam não aceitando imposições, e fazem tudo o que tem vontade sem censuras, assim é o “efeito Madonna”, ás vezes um pouco irreal, pode ser uma estratégia de Marketing ou realmente uma nova época com novas tendências que a Madonna quis mostrar ao mundo, mas em entrevista ao Estadão quando ela veio ao Brasil em 06/11/1993 ela confessa estar um pouco assustada com o comportamento de seus fãs, ela foi vítima da repercussão de seus próprios atos.

Planejamento

O planejamento estratégico será feito pela necessidade de apoio global, pois iremos necessitar de patrocínio, divulgação, transportes, local de shows e um forte canal de distribuição que será a gravadora Sony Music. Apesar de uma fase crítica entre Michael e a Sony Music, será conveniente usá-la para a divulgação e gravação do CD que será uma de nossas estratégias.

O início desse trabalho será em junho e pretendendo até Dezembro de 2004 obter um volume positivo de faturamento e divulgação da imagem de Michael.

O objetivo principal desse trabalho será: alavancar a carreira de Michael e sua imagem. Mostrar ao mundo que a imagem negativa divulgada na imprensa não deveria ser considerada se comparada aos sucessos através de excelentes composições musicais, clips reconhecidos mundialmente e álbuns recordes de vendas.

Também será mostrada a forte responsabilidade social através de sua fundação Heal the World que ajuda crianças em todo o mundo. Esta instituição receberá parte da renda dos shows e CDs, junto com as instituições dos países citados da turnê. Os países foram estrategicamente escolhidos, pois existem um grande numero de fãs e simpatizantes de Michael.

O plano referente ao orçamento será executado com participação de patrocinadores oficiais e colaboradores como: Petrobrás, Embratel, Sony, AT&T e HSBC. A turnê será feita conforme o cronograma de shows com início em julho e final em dezembro de 2004. Durante este período será realizada uma ampla divulgação do cd através nas principais emissoras de rádio em todo o mundo.

O início será pela África pois será um dos principais países a ser ajudado pela fundação, como já foi citado o principal objetivo será alavancar a carreira de Michael e a estratégia para que isso ocorra é despertar no público-alvo o interesse em comprar CDs, vídeos e ir aos Shows. Em cada Shows foram escolhidos cantores e pessoas com uma imagem de alta visibilidade de cada país para que se apresentem enfatizando as obras sociais e a fundação de Michael.

O cronograma foi elaborado de acordo com a disponibilidade dos participantes e o período necessário para locomoção e preparo dos locais escolhidos. Também, durante esse período, será divulgado o show que acontecerá no País seguinte.usando as principais emissoras de rádio e televisão com ajuda de empresas colaboradoras dos países participantes, pois os patrocinadores oficiais serão fixos.

Todos os planos e procedimentos serão comuns a todos os shows, início e término em um período de 5 horas. Os problemas não previstos contarão com a decisão e apoio das pessoas envolvidas, pois como serão seis meses de trabalho teremos um forte Staff em todos os países.

Durante os seis meses será divulgado o CD com músicas de Michael e dos convidados especiais para a turnê.

Esse CD será gravado pela Sony e os lucros obtidos serão doados a fundação Heal the World e entidades carentes dos países participantes. O Show realizado no Brasil servirá como exemplo da programação que será apresentada nos outros países. Michael Jackson se fará presente em todos os shows com o elenco fixo e os convidados nativos.

No Brasil o anfitrião será o Ministro Gilberto Gil por ser cantor e obter perante ao público uma boa imagem. Está confirmada a presença de Rita Lee e Titãs, e não será apresentado em nenhum país artistas que tenham um perfil muito distante do público de Michael.

Estratégias

As principais estratégias serão:

ü Shows com a turnê de Julho a Dezembro de 2004

ü Gravação de um CD (incluindo os convidados com Michael).

ü Lançamento de um clip No Brasil, em horário nobre simultaneamente em emissoras de televisão.

ü Divulgar a fundação Heal the World e instituições locais como a receptora das doações.

ü Focar as responsabilidades sociais de Michael Jackson.

ü Divulgar através da Sony Music o CD e do DVD através das emissoras de rádio por todo o mundo.

Esse calendário mostra uma imagem sadia do astro e a preocupação com as crianças de todo o mundo, divulgando as doações através de sua fundação.

Colocar o astro em evidência e obter melhores resultados de vendas em seus próximos álbuns. Com os problemas pessoais que foram explorados pela imprensa nos últimos anos ocasionou uma queda significativa em seu atual álbum Number One, o que até hoje vendeu aproximadamente 3 Milhões de cópias o que é considerado pouco quando se refere a um artista com o potencial de Michael Jackson.

Patrocinadores

HSBC

No mundo inteiro, o HSBC tem a tradição de compartilhar seu sucesso com as comunidades em que atua, oferecendo suporte aos membros favorecidos.

A política de responsabilidade social faz parte da história do grupo HSBC que tem consciência da importância da instituição na comunidade apoiando financeira e operacionalmente projetos de cunho social, ambiental e educacional.

No Brasil, além de promover a integração sustentável das comunidades com o meio ambiente, o HSBC apóia vários programas que viabilizam a educação básica e fundamental de crianças. Todos os projetos são selecionados pelo Comitê de Responsabilidade Social Corporativa, formado pela Diretoria do HSBC, que avalia e define quais são as políticas que vêm ao encontro dos princípios e valores do grupo.

A cada R$ 50 mil obtidos por meio da taxa de administração, R$ 25 mil são destinados a uma instituição filantrópica. O HSBC Investment Bank lançou, em 15 de outubro de 2001, um fundo de investimento inédito, o FAQ HSBC Ação Social, que destina metade da sua receita para entidades beneficentes. Essas instituições são indicadas pelo Comitê de Responsabilidade Social do HSBC e a auditoria do fundo é realizada pela Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes, que presta serviço gratuitamente.

General Motors

Braço social da empresa, o instituto GM foi fundado em 9 de novembro de 1993. Apóia diversos projetos de cunho educativo, ambiental e filantrópico, nas comunidades próximas às suas instalações fabris e comerciais. Tem como missão resgatar a cidadania de crianças, jovens e adultos das comunidades carentes, por meio da educação, proporcionando-lhes as condições necessárias para o seu desenvolvimento pessoal e sucesso profissional.

Atua em duas linhas de trabalho:

Oportunidade – Estimula e apóia diferentes iniciativas que contribuam efetivamente para o resgate do exercício de cidadania por meio da educação.

Solidariedade – Garante auxílio às necessidades emergenciais, por meio da promoção de campanhas e doações. Visa proporcionar melhores condições de vida par pessoas de baixa renda, garantindo-lhes o direito do exercício da cidadania, principalmente em situações de emergência.

Embratel

A Embratel recebe projetos culturais no período de 15 de setembro a 15 de dezembro no Brasil. Após esse período, analisa a possibilidade de patrocínio para o ano seguinte. Para projetos sociais, o prazo se estende até 15 de janeiro. Em sua política de patrocínio cultural, a empresa prioriza atividades ligadas às artes cênicas (teatro, dança, circo), à música e às artes plásticas, em iniciativas com a maior abrangência geográfica possível – ou seja, aquelas que chegarem a um grande número de cidades, beneficiando um público diversificado. A empresa também recebe projetos para área da literatura. Outro critério decisivo para a Embratel patrocinar um projeto cultural é sua aprovação para a utilização específica de leis locais de incentivo à cultura (ICMS e ISS), de modo que sejam aproveitados benefícios fiscais, estaduais e municipais.

Petrobrás

Empresa comprometida com os princípios de responsabilidade social. A empresa incorporou a seus negócios os conceitos básicos de direitos humanos, trabalho e meio ambiente, e aderiu ao Global Compact, uma das mais importantes forças de responsabilidade corporativa no mundo.

A companhia estabeleceu um novo marco de atuação na área de Responsabilidade Social ao lançar, em 2003, dois novos programas de grande porte: O programa Petrobrás Fome Zero, de fortalecimento das políticas públicas de combate à miséria, e o programa Petrobrás Ambiental, em defesa do desenvolvimento sustentável. São cerca de mil ações implantadas em todo o Brasil com a participação direta das comunidades. Duas seleções públicas de projetos estão em andamento para viabilizar propostas que contribuam com a melhoria de vida da população. Para estimular as ações de responsabilidade social junto a fornecedores e clientes, está sendo formada uma carteira de projetos que podem ser patrocinados por eles. É a Rede Petrobrás de Responsabilidade Social. Essas iniciativas demonstram o compromisso da empresa em fortalecer o uso de critérios sócio-ambientais em sua política de negócios.

A Petrobrás é uma empresa de grandes desafios. Faz parte da visão de negócios da companhia uma atuação responsável com o objetivo de cumprir sua função social e econômica. Reconhecida pela sua marca de excelência na produção de petróleo, a Petrobrás tem o compromisso de estender à área sócio - ambiental a qualidade nos resultados de suas ações em benefício das comunidades. Entre as linhas de atuação do Programa está a garantia aos direitos da criança e do adolescente. O projeto Fundo para Infância e Adolescência está sendo realizado em parceria com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

Em 2003, as doações de recursos da Petrobrás e suas Subsidiárias ao fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente – FIA alcançaram o valor recorde de R$ 32.760.809,99.

As doações, com recursos de incentivos fiscais, fazem parte do programa Petrobrás Fome Zero, como um instrumento de ação no desenvolvimento de projetos inovadores para a garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Para doação de recursos foram priorizados os conselhos que: têm projetos alinhados às diretrizes prioritárias do Programa Petrobrás Fome Zero; defendem a efetivação das medidas propostas no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) com relação à proteção e integridade das crianças e adolescentes; desenvolvem iniciativas de combate ao abuso sexual infanto-juvenil; atuam em cidades localizadas nas rotas de prostituição identificadas pela Secretaria Especial de Direitos Humanos; executam ações contra a utilização de mão de obra infantil ou trabalho irregular de adolescente; propõem ações de combate à evasão escolar e de inclusão social dos portadores de necessidades especiais, entre outros.

Turnê Childrens of The World

A Turnê Childrens Of The World tem como intuito reunir cantores de diversos países, promovendo shows em parceira com Michael Jackson. Seu principal objetivo é divulgar de certa forma o nome da Fundação Heal The World, tendo parte da renda de seus shows revertida para a fundação de mesmo nome e de instituições carentes dos países por onde passará.

A Turnê passará por seis países sendo cada um deles pertencente a um continente, tendo seu início na África e seu término nos Estados Unidos. Participarão do evento o total de 15 artistas conhecidos mundialmente por sua música e nacionalidade divididos entre cantores solo e bandas.

Especificações Técnicas

Elenco Fixo

Trata-se de cantores que viajarão com Michael Jackson por todos os países visitados pela turnê, fazendo participações especiais na forma de dueto, de aproximadamente uma música cada um. São eles: Joe Cocker; Eric Clapton, Sting, Bono Vox (U2), Madonna e Banda.

Joe Cocker – Aos 58 anos de idade é respeitado por todos os seus extraordinários dons – voz inconfundível e genialidade interpretativa intimamente ligadas. Está em seu 20º álbum em estúdio e um dos melhores de sua carreira. Residente em Crawford, cidade que o ama, mantém a Cocker kids’ Fundation, onde os jovens da região podem se dedicar aos estudos, artes, esportes ou qualquer outro campo de interesse.

Eric Clapton – Falar desse artista de 56 anos, é falar de um inglês com várias facetas, várias carreiras em uma só, e uma vida cheia de acontecimentos contundentes. A cidade de Ripley viu seu guitarrista favorito nascer no dia 30 de março de 1945. Os primeiros riffs (frases) de guitarra que Eric aprendeu foi ouvindo e copiando ídolos de blues como Blind Lemon Jefferson. Uma carreira solo substancial mesmo começou a rolar a partir de 1974, com o lançamento do disco 461 One Boulevard, que elevou o reggae I shot the sheriff ao status de clássico. Em 1991, novo capítulo trágico em sua vida pessoal: seu filho de 4 anos morre ao cair de um prédio. Cinco anos se passaram após o luto de Clapton e dois discos ao vivo viraram sucesso, 24 nigths e MTV Umplugged, que trazia uma homenagem ao filho – Tears in Heaven.

Sting – O astro da música preocupado com o mundo atual. Com o fim do The Police no auge da banda nos anos 80, a carreira de Sting se alavancou rapidamente. O baixista de voz aguda rapidamente deixou de ser líder “daquela banda” para se tornar um verdadeiro ícone da música Pop. A diversidade musical sempre fez parte da filosofia de Sting desde a época de Police. Aos poucos o músico britânico assimilou elementos do jazz e outros gêneros para dar a sua música um caráter ainda mais pessoal.

A preocupação e ativismo de Sting em assuntos que vão muito além do mundo musical são notórios. Seja em causas pacifistas ou pela preservação ambiental, Sting ganha a simpatia de governantes e autoridades com um discurso politicamente correto sem ser imprestável. Diferente de outros músicos ingleses que preferem se espelhar apenas no legado dos Beatles como fonte de inspiração, Sting sempre se interessou pela música de outros povos. Ainda no The Police mudou-se pra a Jamaica para aprender mais sobre reggae.

Bono Vox (U2) – Mundialmente conhecido como Bono Vox batizado como Paul David Hewson, é apenas o líder da mais carismática banda Rock de Sempre. Bono Vox dá a cara contra tudo aquilo que ele acha injusto, pelas condições de vida sub-humanas no 3º mundo, pelo perdão dos países ricos a esses mesmos países, pelos direitos humanos, em suma, tem lutado por um mundo melhor e genuinamente não faz isso por uma campanha de marketing encenada para dar de si a imagem do roqueiro filantropo e no final do dia ter mais um milhão de discos vendidos.

Elenco Apoio – Cantores conhecidos e de nacionalidade dos países visitados pela Turnê, fazendo participações especiais na forma de dueto, de aproximadamente uma música cada um.

Estrutura

ü Dimensões do Palco – 18, 6m de boca/ 9,20 de pé direito/ 14,6 metros de fundo;

ü Suporte de Carga – até 3,5 toneladas;

ü Geradores de Energia – 5, de 300 KVAs cada;

ü Lâmpadas – 300 lâmpadas Par 24/ 36 Moving Ligths/ 3 canhões HMI 1200;

ü Sonorização – Sistema EAW dimensionado para até 100 mil pessoas com 72 caixas suspensas;

ü Suporte para Sonorização – 2 guindastes MD30;

ü Telas Ortofônicas (para veiculação de patrocinadores) – 2 telas, de 64m2 cada;

ü Dois telões para transmissão de imagens do dos shows;

ü Total de Pessoas envolvidas na organização (subdivididas entre os países visitados, seguranças, recepcionistas, técnicos, produção e administração) – 400 pessoas;

ü Duração prevista do evento – 2 horas

ü Patrocinadores – HSBC, General Motors, MTV e Empresas específicas dos países visitados. No Brasil – Embratel e Petrobrás.

Locais e Participações dos Concertos

Japão

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Stadium Yokohama

ü Localização - 3302-5 Kozukue, Kohuko-ku

ü Cidade - Yokohama City

ü Capacidade – 70.000 espectadores

ü Duas Apresentações

ü Datas das Apresentações: 22 e 23/10/2004

ü Cantores Convidados (Elenco de Apoio) – Aikawa Nanase e Sera Masanori

Seqüência do Concerto

Abertura

ü Michael Jackson (solo) – “Beat It” / “Thriller”

ü Joe Cocker – Dueto com Michael música “Rockin Robin”

ü Michael Jackson (solo) – “Ben”

ü Sting – Dueto com Michael música “I’ll be there” / “You Rock My World”

ü Aikawa Nanase – Dueto com Michael música “Break of Dawn”

ü Sera Masanori – Dueto com Michael música “I Just Can’t Stop Loving You”

ü Michael Jackson (solo) – “Billie Jean” / “Bad”

ü Bono Vox – Dueto com Michael Jackson música “Can You Remember”

ü Michael Jackson (solo) – “Black or White”

ü Madonna – Dueto com Michael música “In Our Small Way” / “The Way You Make me Feel”

Encerramento

ü Eric Clapton Dueto com Michael Jackson música “Heal The World” – Coro de todos os artistas no encerramento da música.


Reino Unido

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Milenium Stadium

ü País de Gales

ü Capacidade – 72.000 Espectadores

ü Duas Apresentações

ü Datas das Apresentações: 19 e 20/11/2004

ü Cantores Convidados (Elenco de Apoio) – Robbie Willians e Elton John

Seqüência do Concerto

Abertura

ü Michael Jackson (solo) – “Beat It” / “Thriller”

ü Joe Cocker – Dueto com Michael música “Rockin Robin”

ü Michael Jackson (solo) – “Ben”

ü Sting – Dueto com Michael música “I’ll be there” / “You Rock My World”

ü Robbie Willians – Dueto com Michael música “Rock With You”

ü Elton John – Dueto com Michael música ”Man In The Mirror”

ü Michael Jackson (solo) – “Billie Jean” / “Bad”

ü Bono Vox – Dueto com Michael Jackson música “Can You Remember”

ü Michael Jackson (solo) – “Black or White”

ü Madonna – Dueto com Michael música “In Our Small Way” / “The Way You Make me Feel”

Encerramento

ü Eric Clapton Dueto com Michael Jackson música “Heal The World” – Coro de todos os artistas no encerramento da música.

Austrália

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Olímpico Stadium

ü Localização – Homebush Bay

ü Cidade - Sidney

ü Capacidade – 110.000 espectadores

ü Duas Apresentações

ü Datas das Apresentações:17 e 18/09/2004

ü Cantores Convidados (Elenco de Apoio) – Natalie Imbruglia

Seqüência do Concerto

Abertura

ü Michael Jackson (solo) – “Beat It” / “Thriller”

ü Joe Cocker – Dueto com Michael música “Rockin Robin”

ü Michael Jackson (solo) – “Ben”

ü Sting – Dueto com Michael música “I’ll be there” / “You Rock My World”

ü Natalie Imbruglia – Dueto com Michael música ”One More Chance”

ü Michael Jackson (solo) – “Billie Jean” / “Bad”

ü Bono Vox – Dueto com Michael Jackson música “Can You Remember”

ü Michael Jackson (solo) – “Black or White”

ü Madonna – Dueto com Michael música “In Our Small Way” / “The Way You Make me Feel”

Encerramento

ü Eric Clapton Dueto com Michael Jackson música “Heal The World” – Coro de todos os artistas no encerramento da música.

Brasil

Estádio Mario Filho

Estádio do Maracanã

ü Localização – Rio de Janeiro

ü Capacidade – 100.000 espectadores

ü Uma Apresentação

ü Data da Apresentação: 13/08/2004

ü Cantores Convidados (Elenco de Apoio) – Rita Lee, Gilberto Gil e Titãs

Estádio Cicero Pompeu de Toledo

Estádio do Morumbi

ü Localização – São Paulo

ü Capacidade – 80.000 espectadores

ü Uma Apresentação

ü Data da Apresentação – 14/08/2004

ü Cantores Convidados (Elenco de Apoio) – Rita Lee, Gilberto Gil e Titãs

Seqüência do Concerto

Abertura

ü Michael Jackson (solo) – “Beat It” / “Thriller”

ü Joe Cocker – Dueto com Michael música “Rockin Robin”

ü Michael Jackson (solo) – “Ben”

ü Sting – Dueto com Michael música “I’ll be there” / “You Rock My World”

ü Gilberto Gil e Rita Lee – Dueto com Michael música “Don’t Stop Til You Get Enough”

ü Michael Jackson (solo) – “Billie Jean” / “Bad”

ü Bono Vox – Dueto com Michael Jackson música “Can You Remember”

ü Titãs – Dueto com Michael música “Black or White”

ü Madonna – Dueto com Michael música “In Our Small Way” / “The Way You Make me Feel”

Encerramento

ü Eric Clapton Dueto com Michael Jackson música “Heal The World” – Coro de todos os artistas no encerramento da música.

África

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First National Bank – FNB Stadium

ü Localização - Johannesburg

ü Capacidade – 80.000 espectadores

ü Duas Apresentações

ü Datas das Apresentações 16 e 17/07/2004

ü Cantores Convidados (Elenco de Apoio) – Salif Keita e Meiway

Seqüência do Concerto

Abertura

ü Michael Jackson (solo) – “Beat It” / “Thriller”

ü Joe Cocker – Dueto com Michael música “Rockin Robin”

ü Michael Jackson (solo) – “Ben”

ü Sting – Dueto com Michael música “I’ll be there” / “You Rock My World”

ü Salif Keita e Meiway – Dueto com Michael música “I Want You Back”

ü Michael Jackson (solo) – “Billie Jean” / “Bad”

ü Bono Vox – Dueto com Michael Jackson música “Can You Remember”

ü Michael Jackson (solo) – “Black or White”

ü Madonna – Dueto com Michael música “In Our Small Way” / “The Way You Make me Feel”

Encerramento

ü Eric Clapton Dueto com Michael Jackson música “Heal The World” – Coro de todos os artistas no encerramento da música.

Estados Unidos

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The Rose Bowl

ü Localização – 1.001 Rose Bowl Drive – 91103

ü Cidade – Pasadena – Califórnia

ü Capacidade – 100.092 espectadores

ü Duas Apresentações

ü Datas das Apresentações: 17 e 18/12/2004

ü Cantores Convidados (Elenco de Apoio) – Britney Spears, Justin Timberlake e Jenifer Lopez.

Seqüência do Concerto

Abertura

ü Michael Jackson (solo) – “Beat It” / “Thriller”

ü Joe Cocker – Dueto com Michael música “Rockin Robin”

ü Michael Jackson (solo) – “Ben”

ü Sting – Dueto com Michael música “I’ll be there” / “You Rock My World”

ü Jenifer Lopez – Dueto com Michael música “All I Have”

ü Justin Timberlake – Dueto com Michael música “Billie Jean”

ü Bono Vox – Dueto com Michael Jackson música “Can You Remember”

ü Michael Jackson (solo) – “Black or White”

ü Britiney Spears – Dueto com Michael música “Bad” / Smooth Criminal

ü Madonna – Dueto com Michael música “In Our Small Way” / “The Way You Make me Feel”

Encerramento

ü Eric Clapton Dueto com Michael Jackson música “Heal The World” – Coro de todos os artistas no encerramento da música.

Conclusão

Após análise de todas as informações levantadas, o que se pode concluir é que há muito tempo já existia uma verdadeira indústria trabalhando nos bastidores da carreira de muitos dos ídolos, da qual somente agora estamos nos dando conta.

Enxergar a indústria do marketing de alta visibilidade somente como uma vilã pronta para enriquecer em cima dos consumidores, tornar uma pessoa celebridade e depois esquecê-la como se não tivesse existido talvez não seja o ideal. Essa indústria nada mais é do que um reflexo da sociedade atual, onde cada vez mais as pessoas necessitam de modelos a serem seguidos, a serem admirados justamente por carregarem em si, grande parte dos sonhos, desejos e características que a grande maioria das pessoas gostariam de possuir.

Se os profissionais de marketing enxergaram essa oportunidade dentro de um mercado em potencial, cabe a sociedade tirar o maior proveito possível da situação do ponto de vista dos negócios.

Assim como nos Estados Unidos, a área cinematrográfica tem grande representatividade para a economia do país, o marketing de alta visibilidade em todos os países está a ponto de atingir essas características. Não se pode ignorar o fato da quantidade de pessoas e de dinheiro movimentadas por esse setor, uma vez que sua principal função é transformar pessoas desconhecidas em conhecidas. Criou-se um novo ramo de atividade uma vez que para atuar como transformador de celebridades, esse setor necessita de especialistas aptos a atuarem em diversos segmentos do ramo, tais como professores de canto e dança, empresários, maquiladores, promotores, jornalistas, fotógrafos, agentes e uma infinidade de outros profissionais que fazem da indústria do entretenimento, um verdadeiro comércio.

Sendo assim, com a evolução das tecnologias na área do entretenimento, haverá ainda muito espaço para que o marketing de alta visibilidade continue em expansão e experimente outras formas de atuação.

Quanto ao caso Michael Jackson, caberá propriamente à indústria da visibilidade o destino que o astro deverá seguir, já que seu poder é tão grande, capaz de transformá-lo de Rei do Pop a alguém conhecido acusado de práticas impensáveis.

Bibliografia

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KOTLER, Philip. REIN, Irving. STOLLER Martin. Marketing de Alta Visibilidade. São Paulo: Makron Books, ANO.

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http://www.universidadefm.ufma.br/

www.whipash.net/especiallist.mv

Anexos –peças promocionais

Camiseta


CD FRENTE


CD VERSO


DVD


POSTAL FRENTE


POSTAL VERSO


TICKET




[1] Não em todos concertos



Um comentário:

Rubia disse...

Otimo seu trabalho estou fazendo um sobre coaching artistico e gostei muito da sua desenvoltura e da ideia da imagem visual das pessoas.

Rúbia